Cinema

Um sublime remake, amor: um dos musicais mais queridos ganha versão de Spielberg

Maria Luiza Machado
14/01/2022 às 14:11.
Atualizado em 15/01/2022 às 01:26
“Amor, Sublime Amor” é um musical conhecido por suas inúmeras versões e interpretações (Divulgação / 20th Century Studio)

“Amor, Sublime Amor” é um musical conhecido por suas inúmeras versões e interpretações (Divulgação / 20th Century Studio)

“Amor, Sublime Amor” é um musical conhecido por suas inúmeras versões e interpretações. Criado em 1957 como um musical da Broadway, a história é inspirada no conto shakespeariano de Romeu e Julieta, ambientado em Nova Iorque durante o século XX.

A mais famosa versão dessa história tão adorada pelos entusiastas de filmes musicais, foi lançada em 1961, pelas mãos de Robert Wise e Jerome Robbins. Porém, mesmo sendo tão querida, essa interpretação precisava, urgentemente, de um remake, onde os atores seguiram suas devidas etnias e não usariam do “black face” para interpretar porto-riquenhos. 

Essa é apenas uma das muitas características positivas que a nova versão desse clássico, dirigido agora por Steven Spielberg, tem para oferecer ao público. 

A NOVA VERSÃO

Esse novo remake, que foi lançado no final de 2021, irá nos ambientar novamente em Nova Iorque durante a década de 1950. Durante a narrativa dois grupos rivais, conhecidos como Jets, formados por norte-americanos brancos descendentes de imigrantes europeus e Sharks, formados por imigrantes porto-riquenhos, irão disputar o território de Upper West Side em Manhattan. 

Entretanto, diferente da versão de 1961 e até mesmo da versão teatral de 1957, Spielberg, em parceria com o roteirista Tony Kushner, irá se preocupar muito mais em tornar não apenas a rivalidade dos dois grupos em algo mais palpável, real e até mesmo histórico, mas também os seus problemas, como a pobreza e a falta de perspectiva.

Além de dar mais atenção também a personagens secundários, que nas versões anteriores não tinham grande relevância para a narrativa da história, mas que possuíam um círculo interessante para ser explorado, trazendo uma narrativa moderna para uma história que se passa a 70 anos atrás. 

Portanto, mesmo em uma época onde remakes são feitos a cada nova leva de filmes nos cinemas, Spielberg provou que uma vez ou outra alguns clássicos merecem ser revistos de uma perspectiva diferente. 

GLOBO DE OURO 

Sendo um dos principais lançamentos de 2021, “Amor, Sublime Amor” já começou a marcar presença nas premiações cinematográficas. O Globo de Ouro, realizado no domingo, 9 de janeiro, premiou o filme com três estatuetas: melhor atriz coadjuvante em comédia/musical (Ariana DeBose), melhor atriz (Rachel Zegler) e melhor filme.

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