José Luiz de Souza

Pela cultura e Organização social indígena

José Luiz de Souza
17/05/2022 às 22:30.
Atualizado em 21/05/2022 às 00:40
Lavínia Rangel (Karla Paniagua/Divulgação)

Lavínia Rangel (Karla Paniagua/Divulgação)

Aterrissa nesse final de semana no Brasil a advogada Lavínia Rangel, de Guaratinguetá, com 23 anos de carreira e especializada em contratos e direito empresarial, pelo escritório Rangel Law, em Sidney, na Austrália, cidade onde reside desde 2004 e onde também defendeu mestrado em direito ambiental pela Macquarie University.

O motivo de sua vinda ao Brasil, além de visitar amigos e familiares no Vale do Paraíba, tem uma missão muito especial: visitar, no Acre, os indígenas da aldeia Shawadawa, que ocupam uma reserva de 87.000 hectares em meio à floresta Amazônica. O principal objetivo de Lavínia, que vem junto de um grupo de australianos, será aplicar seus conhecimentos em legislação ambiental e contratual para auxiliar os Shawadawa na estruturação de uma fundação voltada a sustentabilidade, preservação da cultura e ecossistema da aldeia. O grupo desembarca em Cruzeiro do Sul nesse domingo, dia 22 de maio, e, na segunda, inicia viagem de barco durante um dia e meio até a aldeia, onde permanece por três noites, vivenciando os hábitos no dia a dia como como os nativos.

Lavinia explica: “Escolhemos os Shawadawa por vários motivos: a visão e consciência ambiental dos povos Araras; por ser uma tribo bastante isolada; e, principalmente, por sua extensa ocupação na floresta amazônica de 87.000 hectares”. E completa: “Trata-se de uma viagem de iniciativa privada. Não estamos sendo patrocinados. Fui contatada para me juntar ao projeto porque sou advogada nos dois países, por possuir mestrado em direito ambiental e porque já estava a caminho do Brasil”. Lavinia oferecerá seus serviços jurídicos através da Rangel Law com o intuito de formalizar a Fundação Shawadawa. Além dela integram o grupo um geólogo, proprietário da multinacional Geovert (empresa de ground engineering) e a equipe da Amazoonflix (2 filmmakers) que cuidará toda a filmagem nos dias em que estarão na aldeia.

O povo da etnia Shawadawa pertence à família Pano, uma população com cerca de 700 pessoas, da terra indígena Arara do Igarapé Humaitá. Estão distribuídos nas únicas aldeias existentes no Brasil registradas pela Funai (Fundação Nacional do Índio), entre elas "Aldeia Raimundo do Vale", "Foz do Nilo", "Novo Acordo", “Matrinxã”, essa última que será visitada. E conclui: “Os shawadawas que não morreram, viraram prisioneiros de exploradores que utilizam sua mão-de-obra. Devido à forte influência sofrida pelos brancos, poucos deles, cerca de 1%, mantém sua língua, organização social e rituais preservados”. Acompanhe esse trabalho em @legallylavinia.

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