Representatividade

Quem é Janaína Dutra? A ativista trans que foi homenageada pelo Google nesta semana

A ativista lutou a favor dos direitos LGBTQIA+

Maria Luiza Machado
01/12/2021 às 14:56.
Atualizado em 01/12/2021 às 14:57
A ativista foi homenageada nesta semana pelo Google (Google Discovery)

A ativista foi homenageada nesta semana pelo Google (Google Discovery)

Janaína Dutra, a primeira mulher trans a receber a carteira profissional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), foi homenageada nesta terça-feira (30) pelo doodle do Google. Mas você sabe quem foi ela e os trabalhos que realizou como ativista dentro do movimento LGBTQIA+?  

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Janaína nasceu em 30 de novembro de 1960, no distrito de Canindé, e os pais a registraram com o nome Jaime Cesar Dutra Sampaio. A ativista tinha 10 irmãos e, aos 17 anos, junto com uma irmã se mudou para Fortaleza, onde começou a se envolver no ativismo em prol da causa LGBTQIA+.

Em 1986, ela se formou em direito na Unifor (Universidade de fortaleza), nessa época a ativista foi aceita com sua foto nos documentos da OAB, porém, seu nome social acabou ficando de fora. 

Mais tarde ela viria a trabalhar na promulgação da lei municipal 88211/1998, que proíbe comércios, indústrias e empresas a discriminarem pessoas em virtude de sua orientação sexual.

AIDS

Janaína também foi a primeira que desenvolveu a primeira campanha de prevenção contra o vírus HIV no Brasil, em 1980, em colaboração com o Ministério da Saúde. Ela também atuou com diversas ações de prevenção e assistência no tratamento da doença em pessoas trans.

PAPEL NACIONAL

Janaína Dutra foi a primeira presidente da ATRAC - Associação de Travestis do Ceará, uma ONG que fornece apoio social e jurídico à comunidade LGBTQIA +.

Ela também liderou a ANTRA (Articulação Nacional de Transgêneros) e fez parte do Conselho Nacional de Combate à Discriminação.

LEGADO

Dutra faleceu aos 43 anos, em decorrência de um câncer no pulmão. Sua história foi contada no documentário Janaína Dutra – uma Dama de Ferro (2009), dirigido por Vagner de Almeida, que também foi amigo da ativista.

Em 2011, foi fundado em Fortaleza o Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, que funciona até hoje. Segundo a CNDH (Comissão Nacional de Direitos Humano), a OAB somente admitiu o nome social na carteira profissional da travesti em 2016, doze anos após sua morte.

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