Saúde

Pesquisa mostra que procura por mamografia caiu em 45% durante a pandemia

Especialistas encaram os números como sendo algo preocupante

Maria Luiza MachadoPublicado em 28/09/2021 às 14:52Atualizado há 28/09/2021 às 14:52
Exame de mamografia (segundoenfoque.com)

Exame de mamografia (segundoenfoque.com)

Uma pesquisa realizada pela Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), a pedido da Pfizer, identificou que 47% das mulheres deixaram de frequentar ginecologista ou o mastologista durante a pandemia de Covid-19.

Esse levantamento foi realizado entre os dias 7 e 23 de setembro deste ano e chegou a ouvir cerca de 1.400 mulheres a partir dos 20 anos, na cidade de São Paulo e regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Recife e Belém.

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Apesar do número ser alto, ele ainda é maior do que a primeira edição da pesquisa que foi realizada em 2020, que identificou que 62% das mulheres não estavam realizando visitas de rotina ao médico para prevenção do câncer de mama.

PREOCUPAÇÃO

Diante dos números altos, autoridades médicas vêm ficando cada vez mais alertas. “Este cenário é preocupante. Sabemos que a identificação precoce da doença é, muitas vezes, fundamental para o controle mais efetivo do câncer de mama”, disse a diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine.

Das mulheres entrevistadas, apenas 42% disseram que é preciso ficar atentas aos nódulos e caroços nos seios durante o autoexame. “Sabemos que houve, no passado, uma forte campanha sobre o autoexame. Não estamos descartando seu papel, mas é preciso que as pessoas tenham clareza que ele não detecta tumores menores”, explicou a oncologista do Hospital Moinhos de Vento Alessandra Menezes.

“Daí a importância do acompanhamento médico e de exames complementares para que não haja comprometimento do tratamento se a condição for diagnosticada.”

Dados divulgados pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) apontam que, a cada ano do triênio 2020-2022, mais de 65 mil novos casos de câncer de mama devem ser diagnosticados no Brasil. No último ano houve um aumento de 29,7% de mulheres diagnosticadas.

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