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Pesquisa demonstra que mulheres só são pauta em notícias quando são vítimas

A pesquisa foi publicada pelo GMMP e demonstra dados mundiais sobre representatividade feminina

Maria Luiza MachadoPublicado em 14/09/2021 às 17:43Atualizado há 14/09/2021 às 17:43
O GMMP busca contribuir para a equidade de gênero no planeta, principalmente na visão midiática (Unsplash / @travelpen)

O GMMP busca contribuir para a equidade de gênero no planeta, principalmente na visão midiática (Unsplash / @travelpen)

“Qual é a verdadeira representação que as mulheres têm na mídia?” Essa é a pergunta que o GMMP (Global Media Monitoring Project) tenta responder a cada nova edição da pesquisa. 

Com um levantamento realizado a cada cinco anos desde 1995, a GMMP mede indicadores para identificar a presença feminina na mídia, levando em consideração preconceito de gênero, estereótipos e outros conteúdos. De forma geral o programa busca contribuir para a equidade de gênero no planeta, principalmente na visão midiática.

No Brasil, diversas pesquisadoras participaram do último levantamento realizado pelo programa, incluindo o grupo de pesquisa AlterGen, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. 

Segundo o grupo ECA, em média, apenas 23% das matérias que são publicadas diariamente em todo planeta citam mulheres, um número extremamente baixo e um tanto quanto desanimador.

Os dados também mostram que nas raras vezes que mulheres são citadas como especialistas, elas tendem a ser de áreas associadas a profissões que são vistas como “tradicionalmente femininas”, como pediatria, pedagogia ou psicologia.

Quando entramos em grupos considerados marginalizados a situação de representatividade tende a piorar. Na América Latina, a população indigena corresponde a apenas 1% dos assuntos ou fontes em matérias televisivas, e dentro desse número tão baixo apenas três em cada dez indígenas entrevistados são mulheres.

A pesquisa também identificou que as mulheres só prevalecem como maioria quando as são retratadas como vítimas. Chegando ao número 63% de entrevistadas.

A pesquisa completa pode ser acessada através do site da GMMP.

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