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Durante live Bolsonaro ironiza distribuição de absorventes gratuitos e chama de “auxílio Modess”

“A gente vai se virar e vamos aí estender o ‘auxílio Modess’ [...] para todo mundo”, disse o presidente

Maria Luiza Machado
15/10/2021 às 13:35.
Atualizado em 15/10/2021 às 13:35
O presidente vetou a distribuição de absorventes gratuitos (Reprodução)

O presidente vetou a distribuição de absorventes gratuitos (Reprodução)

Após vetar o projeto de lei que pretendia oferecer absorventes de forma gratuita a meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade social, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante uma live nesta quinta-feira (14) ironizou a norma ao chamá-la de “auxílio Modess”. O termo usado por Bolsonaro se trata de uma marca de absorventes.

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“A gente vai se virar e vamos aí estender o ‘auxílio Modess’ — é isso mesmo, ‘auxílio Modess’, absorvente?— para todo mundo”, disse o presidente sobre sua decisão se o Congresso derrubar o seu veto. 

Durante a transmissão, Bolsonaro afirmou que está “torcendo” para que seu veto seja derrubado pelos parlamentares. Continuando a provocação, ele também disse que irá destinar recursos da saúde e da educação para que o projeto possa ser financiado.

“Vou dar a solução no caso: é só o Parlamento derrubar o veto que daí eu sou obrigado a promulgar [o projeto] depois. E daí a gente vai arranjar recurso no próprio Ministério da Saúde ou na Educação; ou nos dois, ou tirar um pouquinho de cada lugar”, informou o presidente. 

“Se o Congresso derrubar o veto —estou torcendo para que derrube—, eu vou arranjar absorvente. Porque não vai ser gratuito, pessoal. Calcularam aqui um pouco mais de R$ 100 milhões. Pode ter certeza, vai multiplicar por três isso daí, vou ter que arranjar R$ 300 milhões de algum lugar. Eu não vou criar imposto para suprir isso aí, nem majorar imposto. Eu vou tirar de algum lugar. Agora a imprensa vai bater em mim que ‘[Bolsonaro] cortou da Saúde, da Educação’, [mas] não vai dizer para onde foi. Vai ser para atender a derrubada do veto dos absorventes”, disse em tom de deboche. 

O projeto, no entanto, previa que a distribuição dos itens de higiene pessoal seria custeada pelo orçamento para atenção primária do SUS (Sistema ùnico de Saúde) e do Fundo Penitenciário. Caso aprovada, a norma irá garantir que 5,6 milhões de pessoas que vivem em pobreza menstrual sejam beneficiadas.

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