São José

Sessão Extra: A vereadores, Sabesp admite que investimento foi menor de 2020

Empresa investiu R$ 4 milhões a menos em São José dos Campos no ano passado, em relação ao que estava previsto no contrato

Da Redação
14/10/2021 às 22:41.
Atualizado em 14/10/2021 às 22:41
Vereadores se reuniram com representante da Sabesp na Câmara de São José dos Campos (Cleverson Nunes/CMSJC)

Vereadores se reuniram com representante da Sabesp na Câmara de São José dos Campos (Cleverson Nunes/CMSJC)

Reunião

Em reunião com vereadores na Câmara de São José dos Campos nessa quinta-feira (14), o gerente distrital da Sabesp, José Geraldo da Fonseca Junior, admitiu que em 2020 o valor investido pela empresa na cidade ficou R$ 4 milhões abaixo do previsto em contrato. Ele alegou, porém, que nos últimos 12 anos o investimento superou a previsão em R$ 130 milhões.

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Contrato

A reunião, que atendeu pedido do vereador Lino Bispo (PL), teve como objetivo discutir o cumprimento do contrato de concessão e demandas dos usuários. Assinado em 2008, o contrato tem 30 anos de duração (até 2038) e pode ser prorrogado por mais 30 anos (até 2068).

Cobrança

Na reunião, os vereadores pediram esclarecimentos sobre problemas como interrupção no serviço de abastecimento e lançamento irregular de esgoto no Córrego Senhorinha. Também questionaram dados do relatório anual de desempenho enviado à Câmara – além do investimento ter ficado abaixo do previsto, a meta de redução do volume de perdas não foi atingida (a meta é de 220 litros por ramal, mas o índice atual é de 397).

Explicações

O gerente distrital da Sabesp alegou que tanto a receita quanto o lucro líquido da empresa foram menores em 2020 (R$ 24 milhões e 14 milhões a menos, respectivamente). Afirmou que as obras em andamento somam R$ 25 milhões, entre uma adutora, um reservatório na região norte e o remanejamento de 30 km de rede. Disse ainda que a companhia fará a troca de 27 mil hidrômetros até o fim do ano e 70 mil em 2022.

Futuro

Entre os projetos futuros está a ETA (Estação de Tratamento de Água) 3, na região leste, que inicialmente teria capacidade de 900 litros por segundo, mas que deve passar para 1.200 devido às projeções de crescimento. Segundo o gerente, o consumo médio da cidade está em 2.200 a 2.400 litros por segundo enquanto a capacidade de adução e produção é de 1.800 l/s, limitada pela outorga da ANA (Agência Nacional de Águas) em 2.000 l/s.

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