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São José é escolhida para estudo que estimará a prevalência da Covid-19 na população

Cidade foi selecionada pelo Ministério Público do Trabalho para receber estudo epidemiológico sobre o coronavírus no país, em parceria com Unicamp e Universidade Federal de Pelotas

Da redação@jornalovalePublicado em 19/06/2021 às 02:00Atualizado há 24/07/2021 às 01:23
vírus (Reprodução)

vírus (Reprodução)

São José dos Campos é uma das 11 cidades paulistas escolhidas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) para estudo que estimará a prevalência da Covid-19 na população, com ênfase para o trabalho. O estudo permitirá identificar os segmentos econômicos mais atingidos pela doença, as medidas de prevenção adotadas por setores de trabalho, a oferta de testes e a identificação de novas variantes do coronavírus.

É o EPICOVID-19, maior estudo epidemiológico sobre o coronavírus no Brasil, que será feito pelo MPT em Campinas em conjunto com a UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O projeto, idealizado por pesquisadores da UFPel, consiste no levantamento de dados epidemiológicos do coronavírus na população paulista, incluindo informações trabalhistas capazes de permitir a identificação dos setores econômicos mais atingidos pela pandemia, além das medidas preventivas e de controle adotadas nos locais de trabalho, entre outros objetivos. A pesquisa terá início ainda no mês de junho.

Na edição de SP, o estudo incluirá a realização de 500 entrevistas pessoais, em domicílio e face a face, abrangendo 11 cidades paulistas, entre elas São José, Campinas e São Paulo.

Os pesquisadores da Unicamp ficarão responsáveis pela aplicação de testes rápidos em amostras de sangue coletadas nas cidades -- serão 5,5 mil.

"Finalidade deste projeto é inegável e sua importância inestimável para a atual epidemia", disse a procuradora Fabíola Zani. "Dados possibilitarão identificar populações mais expostas".

'Pesquisa pode direcionar atuação do MPT no futuro', diz Ministério

O Ministério Público do Trabalho informou que os resultados do estudo têm potencial para direcionar a atuação do MPT em inquéritos e procedimentos promocionais, dando a possibilidade de identificar os grupos profissionais mais atingidos pela pandemia e orientar políticas de Vigilância Epidemiológica, inclusive para futuras epidemias. "Com base no perfil epidemiológico de infecção por Covid-19 é possível observar que a maior proporção dos infectados pertence à população em idade economicamente ativa", disse o professor Pedro Hallal, da UFPel (Universidade Federal de Pelotas).

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