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Represas da RMVale ganham 22% de água em 75 dias, afirma a ANA

Reservatório equivalente subiu de 34,18% em novembro de 2019 para 41,85%, nesta quinta-feira, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas); trata-se do maior volume desde setembro do ano passado, quando tinham 45,12%

Xandu Alves@xandualves10Publicado em 18/01/2020 às 02:00Atualizado há 25/07/2021 às 00:25
Estiagem. Visão geral da represa de Paraibuna, no Vale do Paraíba (Xandu Alves)

Estiagem. Visão geral da represa de Paraibuna, no Vale do Paraíba (Xandu Alves)

As represas da bacia do rio Paraíba do Sul elevaram em 22% a quantidade de água, nos últimos 75 dias, em razão da maior quantidade de chuvas nos meses de dezembro e novembro do ano passado.

Segundo o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), ambos foram os mais chuvosos desde 2015 para o mesmo período.

Com isso, os reservatórios do rio Paraíba do Sul ganharam 22% do volume útil desde novembro. Os dados são da ANA (Agência Nacional de Águas).

O reservatório equivalente --espécie de média das quatro represas-- subiu de 34,18% para 41,85%, nesta quinta-feira.

Trata-se do maior volume de água nas represas do Vale desde setembro do ano passado, quando os reservatórios tinham 45,12%. O pico de água em 2019 foi registrado em junho, com 58,33%.

Entre as quatro represas da bacia, a de Paraibuna, a maior e mais importante para a região, ganhou 6,83% de água neste período, passando de 31,78%, em novembro, para 33,95%, nesta semana.

O reservatório de Santa Branca subiu 72% (30% para 52%), a represa de Jaguari aumentou 14% (47% para 54%) e a de Funil ganhou 88% (30% a 56%).

MAIS ÁGUA.

O aumento do volume nas represas neste começo de ano reverte a perda de água que vinha sendo registrada desde o final da temporada de inverno, em setembro do ano passado.

Em outubro, por exemplo, o reservatório equivalente registrava 33,83%, o que representava 20% a menos do que o volume de setembro, de 42,35%.

Tratava-se da menor quantidade de água nas represas do Vale desde fevereiro do ano passado, quando os reservatórios estavam com 38%.

Na análise de 2019, o período entre abril e agosto foi o de maior quantidade de água no reservatório equivalente da região, com 58,33% (junho), 58,13% (maio), 56,51% (abril), 56% (julho) e 50,58% (agosto).

Foram os únicos meses do ano em que o volume de água ultrapassou 50% no reservatório equivalente.

Já o período de outubro a dezembro foi o de menor quantidade de água.

Chuvas acumulam 330 mm em novembro e dezembro, um índice recorde desde 2015

Dezembro e novembro de 2019 acumularam 330 milímetros de chuva na região, maior volume para o mesmo período desde 2015, quando os dois últimos meses do ano registraram 440 mm de chuva. Os dados são do Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos).

Cada milímetro equivale a um litro de água acumulada por metro quadrado. É uma forma de medir a quantidade de chuvas numa localidade. O valor é medido por pluviômetros.

Em 2018, dezembro e novembro tiveram 290 mm de chuva, que foi de 320 mm em 2017 e de 260 mm, em 2016. O menor volume dos dados do Cptec na região é o de 2014, com 215 mm.

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