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Refugiados no Brasil encontram em centros de apoio oportunidades de suporte, estudos e dignidade

Andressa Souza e Irene Ortega
01/04/2022 às 16:16.
Atualizado em 02/04/2022 às 00:16

O acolhimento torna-se essencial para a inserção da pessoa refugiada, a fim de minimizar os impactos socioeconômicos e socioculturais. Atualmente, no Brasil, existem agências da ONU (Organização das Nações Unidas) para refugiados, que, em cooperação com os centros de apoio, buscam contribuir para a reinserção dessas pessoas na sociedade.

Entre 2011 e 2020, o maior número de refugiadas no Brasil são da Venezuela (46.412), seguida da Síria (3.594) e Congo (1.050), com base nos dados elaborados e divulgados pelo Conare (Comitê Nacional para os Refugiados).

Diante da necessidade dos refugiados nos dias atuais, alguns países acolhem e abrigam refugiados em seus territórios suprindo as necessidades básicas que todo ser humano deveria ter direito, como parte da sua dignidade. 

Por exemplo, o Brasil apresenta diversos centros de apoio para dar atendimentos às pessoas refugiadas, com o objetivo de proporcionar e garantir os seus direitos como pessoa física, dando oportunidades de inserção social, cultural e econômica; respeitando sua história, valores, fé e costumes.

“Solidariedade é essencial nessas horas, porque se está lidando com pessoas que perderam a segurança social que gozavam em seu país de origem, que terão dificuldades de várias instâncias, desde o idioma, cultura e expectativas para o futuro imediato ou de longo prazo. A saúde emocional dos refugiados sempre estará em risco nesses momentos e os aspectos da sua dignidade certamente estão fragilizados”, afirmou à reportagem de OVALE Débora Guedes, que é assistente social e professora da faculdade de Ciências da Saúde da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), em São José.

APOIO.

O Brasil apresenta diversos centros de apoio e ONGs (Organizações Não Governamentais), que se disponibilizam para auxiliar os refugiados, e muitos atuam com projetos práticos de desenvolvimento humano e de forma integral, como o principal objetivo, a inserção cultural, social e econômica do refugiado, solicitante de refúgio, imigrante e pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Num quadro social desses, de crise humanitária, nenhum país está totalmente preparado para receber um grande número de refugiados. O Brasil, até pelas suas questões sociais internas, também terá que superar dificuldades para atender os refugiados que sejamos necessários acolher”, disse a professora e assistente social.

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