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Especialistas debatem perigos de efeitos colaterais do metaverso e dependência online

Andressa Souza, Bruna Oliveira e Irene Ortega
11/12/2021 às 01:49.
Atualizado em 11/12/2021 às 01:56

Nova formatação do Facebook, o recém-anunciado Metaverso tem gerado uma série de debates a respeito de tecnologia e, especialmente, sobre saúde mental dos usuários.

A questão levanta debate em todo o mundo e, por exemplo, torna-se ainda mais relevante quando considerado o impacto sobre por exemplo crianças e adolescentes. À medida que a experiência virtual profunda seja prolongada, o usuário poderá permitir que esta experiência afete todas as áreas de suas vidas, tais como trabalho, estudo e lazer. 

Além disso, uma das maiores consequências é a possibilidade de levar esses indivíduos a terem comportamentos antissociais, como depressão, violência, e diversas consequências negativas e prejudiciais existentes. A interação da realidade virtual com a realidade aumentada, torna-se uma estratégia de fuga da realidade, que ocasionará a confusão no processo de informação no cérebro, fazendo com que o indivíduo não consiga identificar e diferenciar o real do virtual.

“O metaverso ainda está um pouco distante, mas algumas partes dele já estão ganhando vida, e muito mais ainda está por vir. Estamos desenvolvendo para aprimorar a realidade virtual e a realidade aumentada que conhecemos até agora”, disse a nota oficial do Facebook durante o anúncio da nova plataforma, ao explicar a tendência de metaverso. 

A partir disso, pode-se compreender que o sistema, ainda está sendo desenvolvido, entretanto, ainda não foi informado quando os recursos e produtos desse novo ambiente estarão disponíveis no país para que seus usuários apliquem a interação do real e virtual nas diversas áreas da vida.

TENDÊNCIAS.

Declarações dadas por Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, ao Comitê do Senado dos Estados Unidos em outubro expõe, também, uma preocupação sobre o caráter viciante da nova tendência das redes sociais.

 “Hoje, o Facebook molda nossa percepção do mundo ao escolher as informações que vemos. Mesmo aqueles que não usam o Facebook são afetados pela maioria que o faz. Uma empresa com influência tão assustadora sobre tantas pessoas - sobre seus pensamentos, sentimentos e comportamentos mais profundos - precisa de supervisão real”, ressaltou Haugen aos senadores dos Estados Unidos..

Psiquiatra aponta principais perigos na imersão de ambiente digital

Segundo o médico psiquiatra César Vasconcellos, especialista em saúde mental, há de se ter precaução com o uso excessivo das redes, ainda mais com um grau maior de inserção. “Uma coisa é usar redes sociais para troca de informações úteis, comunicação em momentos de difícil e limitado contato presencial. Outra é entrar numa dependência delas e evitar relacionamentos reais. O bem-estar pessoal, o crescimento como indivíduo, as saudáveis manifestações de amor e de amizade só são eficazes em relacionamentos reais, olho no olho.”

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