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Dados oficiais estiam que mundo concentra mais de 80 milhões de pessoas forçadas a se deslocar

Patrick C. Santos
01/04/2022 às 23:51.
Atualizado em 02/04/2022 às 00:16

A atual situação de refugiados causadas pelo conflito entre Ucrânia e Rússia escancara uma crise global que, nos últimos anos, foi impulsionada por situações envolvendo, principalmente, a Síria.

Com uma enorme e indesejável liderança, o país asiático possui, atualmente, de acordo com a Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), da ONU (Organização das Nações Unidas), quase sete milhões de habitantes refugiados em outros países e mais de 13 milhões deslocados internamente. 

A guerra na Síria, iniciada em 2011, marca o maior, mais marcante e mais violento conflito interno de um país contemporâneo.  De acordo com o portal BBC, em um balanço divulgado no segundo semestre de 2021, mais de 380 mil pessoas já morreram no conflito e pelo menos 200 mil estão desaparecidas.

“Não há sinais de progresso diplomático que possa acabar com o conflito em curso”, afirmou António Guterres, secretário-geral da ONU e ex-primeiro ministro de Portugal, em reunião com o Conselho de Segurança da Instituição. 

Mesmo que a guerra seja finalizada neste momento, hoje e agora, o país não se encontra ‘apenas’ abalado pela guerra, mas completamente devastado social, cultural e economicamente. Iniciada por motivos políticos internos como uma guerra civil entre partidos ideológicos rivais, que apoiavam ou não o presidente Bashar al-Assad, a guerra tornou-se, com o fomento armamentista das grandes potencias mundiais, um dos maiores pilares do que se tem de referência como destruição e medo na modernidade. 

EXEMPLOS.

Após quase duas décadas de conflito com os EUA, o Talibã conseguiu recuperar o controle do Afeganistão. Nas primeiras semanas da retomada, a mídia mundial foi tomada pelas atualizações das conjunturas adotadas no território, mas, depois de quase um ano do terror ser instaurado na nação, a censura é tão intensa que pouco se sabe sobre sua real situação, enquanto a força do Talibã cresce e se solidifica cada vez mais. 

Entre agosto, mês da retomada, e o final de 2021, a ACLED (Armed Conflict Location & Event Data Project, em português Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos) contabilizou cerca de 290 ataques contra civis afegãos, que resultaram em mais de 400 mortes.

Independente desde 2011 e sendo considerado um dos países mais jovens do mundo, o Sudão do Sul possui, atualmente, cerca de 2,2 milhões de habitantes refugiados e é tido como o país africano com a crise mais volumosa e caótica do continente. O que motiva a fuga destas pessoas é a violência armada, sexual, sanitária e também a fome. A situação do país se encontra catastrófica pela guerra civil entre etnias rivais que dominam e disputam território. Acredita-se que haverá novas eleições em 2023, mas a decisão deve receber o aval dos mais poderosos.

VIZINHO.

Geograficamente, o pico mais próximo da crise é na Venezuela, país vizinho a região norte do Brasil. Diferente dos outros quadros citados, os sul-americanos não têm casos grandiosos de conflito armado com o desenvolvimento de uma guerra civil, mas contam com questões políticas. A instabilidade econômica no regime de Nicolás Maduro faz com que inúmeras pessoas tenham que deixar o país para, literalmente, sobreviver.

Hoje, a Venezuela é marcada como o segundo maior foco de deslocamento de refugiados do mundo, com mais de cinco milhões de pessoas saindo do país, apenas perdendo para os índices da Síria. 

Falta de alimentos, medicamentos, serviços essenciais e tudo do mais básico foi o maior motivo pela migração compulsória. O ciclo foi maciço entre 2015 e 2019, principalmente em Pacaraima e Boa Vista, em Roraima, no Brasil, na fronteira com o país vizinho.

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