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Conflito amplia crise global de refugiados, e quatro milhões de ucranianos já deixaram o país

Patrick C. Santos
01/04/2022 às 23:41.
Atualizado em 02/04/2022 às 00:15

O dia é 24 de fevereiro de 2022. Diante os olhos do mundo, o território da Ucrânia era marcado por baixas temperaturas e alta tensão. Havia no ar a sensação, quase palpável, de que algo estaria prestes a explodir. A marcha das tropas da Rússia invadem o país vizinho e bombas iluminam a noite, transformando o leste europeu no palco de um importante acontecimento histórico, acompanhado de angústia, drama e medo.

Cenas de violência e destruição ganharam as manchetes e concentrarem grande parte da atenção do público, provocando também um efeito colateral dramático, na luta pela vida neste cenário de morte.

De acordo com dados da Acnur (Agência das Nações Unidas para Refugiados), ligada a ONU (Organização das Nações Unidas), quase quatro milhões de ucranianos já deixaram o país desde o início do conflito e, ainda segundo a Agência, 50% delas são crianças.

“Esta é a crise de refugiados de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial”, disse o diplomata Filippo Grandi, alto comissário da ONU para os refugiados, em suas redes sociais. A mensagem compartilhada por Grandi foi publicada no 10º dia de tensão entre os países liderados por Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, quando o número de refugiados ainda mal passava de 1,5 milhão de pessoas.

Com os dados atuais, é possível estimar  que cerca de 10% dos cidadãos da Ucrânia deixaram o país. O relato é ainda mais expressivo ao saber que a Acnur estima que o índice pode saltar para 16% nas próximas semanas se o ritmo migratório continuar da forma que se encontra. 

A Unicef (Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância), em complemento à afirmação de Grandi, afirma que “a situação não está demonstrando sinais de desaceleração”.

LADO HUMANO.

Dentre todos os países que estão se colocando à disposição dos refugiados ucranianos, a Polônia é por enquanto a que tem recebido o maior número de pessoas -- cerca de 50% dos ucranianos que deixaram seus lares foram ao país vizinho.

A proximidade a oeste, lado contrário do território russo, contribui para que a sequencia do ranking seja composta por países que também fazem fronteira, como Romênia, Hungria e Moldávia.

Desde o início do conflito, a Comissão Europeia já propôs o envio de 3,4 bilhões de euros (cerca de R$ 18 bilhões) para o aprimoramento estrutural e de acolhimento às nações que estão abrigando aos migrantes. “Estamos nos preparando para o pior dos cenários”, afirmou Filippo Grandi, visualizando o quadro cada vez mais alarmante e desenfreado sobre a Ucrânia -- e, consequentemente, aumentando o número de refugiados.

CONSEQUENCIAS.

Uma crise de refugiados na proporção do caso atual da Ucrânia, gerando um intenso fluxo migratório, cria diferentes impactos em governos ao redeor do mundo. Alguns oexemplos são na área econômica, já que as nações que acolhem os estrangeiros voltam esforços para acolher estes “novos moradores”, bem como ações humanitárias em áreas de necessidade básica, como segurança e saúde. 

Em tempos de conservadorismo, o combate à xenofobia também surge como ponto importantes. Ao longo dos dias de conflito, o que se vê no no país europeu é literalmente um cenário de guerra. Histórias de pessoas que perderam tudo, inclusive a vida, ou que foram forçadas a deixar seu lar em busca da própria segurança.

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