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Aposta do Metaverso, conceito é apontado pelas gigantes de tecnologia como o futuro da internet

Eduardo Marcucci
11/12/2021 às 01:53.
Atualizado em 11/12/2021 às 01:56

Desde que o CEO Mark Zuckerberg anunciou a mudança do nome de sua empresa Facebook para Meta e divulgou sua  visão do futuro para as relações sociais, usuários, especialistas e imprensa de todo o mundo têm tentado entender como será e quão próxima está essa nova realidade, que promete revolucionar o conceito online. Porém, o que é o metaverso?

Durante a Facebook Connect 2021, conferência anual de desenvolvedores voltados para soluções de realidade virtual, Zuckerberg definiu o metaverso ainda de maneira ‘misteriosa’, mas prometendo uma experiência mais atraente para os atuais 2,9 bilhões de usuários do hoje Facebook. “As próximas plataformas e mídias serão ainda mais imersivas, uma internet palpável, onde estaremos na experiência, não só olhando para ela. E chamamos isso de Metaverso”.

O termo foi criado livro Snow Crash (publicado no Brasil com o título “Nevasca”), de Neal Stephenson, e descreve um universo virtual imersivo que é acessado por meio de avatares e serve para fugir da realidade distópica em que a história se passa.

Mas a ideia de metaverso não é uma exclusividade do Facebook, já que a mudança de nome para ‘Meta’ foi justamente para sinalizar a entrada da empresa em um segmento que atualmente está mais voltado para o mercado de jogos eletrônicos, com fazem contas como Epic Games e Roblox.

A diferença entre o que se tem feito e a proposta da empresa de tecnologia é a escala, trazendo o potencial de mudar completamente como entendemos a internet. “No metaverso, você será capaz de fazer quase tudo que imaginar, reunir-se com amigos e família, trabalhar, aprender, jogar, comprar, criar, além de categorias inteiramente novas que não se encaixam na visão que temos de computadores ou celulares hoje”, explica Zuckerberg.

Outra característica do projeto é que ele será uma plataforma aberta. “O metaverso será feito por criadores e desenvolvedores fazendo novas experiências e itens digitais que serão interoperáveis e destravarão uma economia criativa muito maior do que a atual, presa a plataformas e suas políticas.”.

Um ponto chave do conceito de metaverso é  interoperabilidade, ou seja, o fato de poder ‘viajar’ perfeitamente entre espaços virtuais com os mesmos com conceitos e produtos adquiridos online. Isso permitirá que os produtos, serviços e outros elementos sejam utilizados em toda a plataforma. Por exemplo,  itens como as famosas ‘skins’, roupas e acessórios que acompanham personagens na maior  parte dos jogos online, atualmente só podem ser utilizadas naquele determinado programa. Já no metaverso, esse visual alternativo não se limitaria ao jogo em questão, sendo utilizado em todo e qualquer ambiente virtual que estiverem integrados.

E isso também vale para outros produtos, como filmes, livros, ingressos e shows. Para possibilitar a compra e o controle dessas novas mercadorias e serviços, as transações utilizariam mecanismos de blockchain, os mesmos elementos que autenticam criptomoedas como o bitcoin.

Uma das tecnologias que já está sendo associada a essa finalidade é a NFT, uma sigla em inglês para token não fungível, ou seja, um código eletrônico não substituível. Esses tokens funcionam como um selo digital que pode ser vinculado a qualquer arquivo eletrônico, dando-lhe um número de série único. Isso garante a autenticidade e a proveniência do produto.  

FUTURO.

Assim, itens virtuais serão cada vez mais comuns, criando um apelo por eles devido ao nível de interatividade de todo o sistema e adicionando novas engrenagens ao consumo e à economia num geral. Pensando nisso e antecipando a demanda de profissionais capacitados que surgirá,  a Meta já tem planos de investir 150 milhões de dólares na nova geração de desenvolvedores  de RA (Realidade Aumentada) e RV (Realidade Virtual).

Contudo, os principais conceitos fazem parte de um projeto de longo prazo que esbarra em limitações tecnológicas, como na dificuldade de desenvolver equipamentos compactos com a ideia, ou, também, a exigência de uma conexão de internet melhor para possibilitar que mais pessoas e dispositivos fiquem online.

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