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A vida recomeça: refugiados ucranianos buscam em São José um futuro longe da guerra

Gabriela Pacheco
01/04/2022 às 16:09.
Atualizado em 02/04/2022 às 00:15
Refugiados chegam a São José (Vitor Frachetta / OVALE)

Refugiados chegam a São José (Vitor Frachetta / OVALE)

Alívio e emoção. Esses foram os sentimentos estampados no rosto dos cerca de 50 refugiados ucranianos que desembarcaram em São José dos Campos no último dia 23 de março. O grupo, que conta com mulheres, crianças e idosos, foi acolhido por voluntários e representantes da Igreja da Cidade, que, agora, levam como missão ajudá-los a integrar-se na sociedade. 

Recebidos com aplausos, alguns dos refugiados ucranianos desembarcaram em São José sorrindo, enquanto outros mostravam uma expressão mais contida. Mas o clima entre todos era de comoção, esperança e união. 

Ao todo, das 11 famílias que chegaram ao Vale do Paraíba, seis ficarão em São José e as outras partirão para outras cidades de São Paulo. E cada uma dessas famílias carregam uma história de vida e luta. 

Apesar do alívio de estar em um local seguro, os ucranianos que chegaram no Brasil ainda devem enfrentar muitos desafios, como o idioma, cultura, recolocação no mercado de trabalho e até o clima. 

Esse é só o começo de uma grande batalha que eles vão enfrentar, e acolhê-los em nossa cidade ajuda, mesmo que de forma mínima, deixar todo esse processo mais leve, afinal, eles são humanos e não apenas estatísticas. E é exatamente essa a missão e o objetivo dos voluntários. 

APOIO.

Um deles é Mikhaylo Hudzevatyi, ucraniano de 29 anos que está no Brasil há quatro. Michael, nome adotado por aqui, ajudou na comunicação durante toda a chegada do grupo, e relembra o conflito da revolução no país, iniciado em 2014.

 “Todo mundo já sabia que tinha uma grande probabilidade de que a guerra ia explodir em todo o pais, então, as pessoas já estavam um pouco preparadas mentalmente, mas quando começou ninguém, na verdade, estava preparado. E agora, nós estamos tentando ajudar todo mundo aqui no Brasil”, contou à reportagem de OVALE.

A felicidade em poder ajudar as pessoas do seu país fica estampada no rosto do ucraniano, que estava emocionado.  “Não vou à Ucrania há quatro anos e meio, e eu fiquei muito feliz por ver ucranianos e ver que eles estão felizes, que eles podem ficar tranquilos e que não tem mais guerra na vida deles”, contou Michael, com esperança na paz.

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