Legislativo

Proposta dobra valor de vale-alimentação de servidores da Câmara de Taubaté

Pelo texto, valor mensal pago a partir de 2022 passaria de R$ 580,82 para R$ 1.161,65, o que representaria gasto extra de R$ 1,4 milhão; Mesa Diretora cita inflação para justificar aumento de 100%, mas acumulado está em 19,9%

Julio Codazzi
03/12/2021 às 21:03.
Atualizado em 03/12/2021 às 21:03
Câmara de Taubaté (Caíque Toledo/OVALE)

Câmara de Taubaté (Caíque Toledo/OVALE)

Uma proposta da Mesa Diretora da Câmara de Taubaté visa dobrar o valor do vale-alimentação dos servidores do Legislativo.

Criado em 2015, desde 2018 o benefício é indexado à UFMT (Unidade Fiscal do Município de Taubaté), que é atualizada anualmente – para 2022, por exemplo, o valor da UFMT já teria um reajuste de 11%, passando de R$ 209,16 para R$ 232,33.

Clique e faça parte do nosso grupo no WhatsApp e receba matérias exclusivas. Fique bem informado! Acesse: https://bit.ly/ovale-agora-20

Desde maio de 2018, o vale-alimentação é de 2,5 UFMTs. A partir de janeiro do ano que vem, isso representaria R$ 580,82. No entanto, a Mesa Diretora quer que o benefício passe a ser de 5 UFMTs, o que elevaria o valor para R$ 1.161,65.

A proposta que eleva o auxílio para 5 UFMTs foi apresentada por meio de emenda a um projeto da própria Mesa Diretora, que inicialmente previa aumentar o benefício para 3 UFMTs – o que representaria R$ 696,99 no ano que vem.

O benefício é pago atualmente a 163 servidores, sendo 86 efetivos e 77 comissionados. O custo é de R$ 1 milhão ao ano. Com a mudança para 5 UFMTs, o gasto anual passaria para R$ 2,481 milhões, um aumento de 142,59% – isso também leva em consideração a criação de 15 novos cargos efetivos na Câmara para 2022.

INFLAÇÃO.

De maio de 2018 a outubro de 2021, a inflação oficial acumulada está em 19,9%. Caso o índice fosse aplicado sobre o valor do auxílio, ele passaria de R$ 467,95 para R$ 561,07 no período – ou seja, a correção anual do valor da UFMT já resolveria isso.

Na proposta inicial, de 3 UFMTs, a Mesa Diretora alegou que a mudança é necessária “em razão da conhecida inflação que está atingindo os artigos de alimentação”. A Mesa argumenta ainda que a maioria dos servidores tem “baixo nível remuneratório” – o menor salário pago no Legislativo é de R$ 2.089,67, e apenas seis cargos recebem abaixo de R$ 3 mil.

Na emenda que eleva o auxílio para 5 UFMTs, a Mesa alega que o preço médio de uma refeição na região está em R$ 39,03, e que o vale mensal a R$ 1.161,65 representaria R$ 34,86 por dia.

A Mesa Diretora é composta por cinco vereadores: o presidente Paulo Miranda (MDB), o 1º vice-presidente Richardson da Padaria (DEM), o 2º vice-presidente Diego Fonseca (PSDB), o 1º secretário Dentinho (PSL) e o 2º secretário Nunes Coelho (Republicanos).

REFORMA.

Essa não é a única mudança proposta no projeto. O pacote também inclui, por exemplo, a criação de 15 novos cargos de carreira para a TV Câmara, que teve o sinal aberto esse ano e necessita de uma “grade de programação mais robusta”. Outras mudanças propostas são uma tolerância para os atrasos dos servidores e a criação da Ouvidoria da Câmara.

Siga OVALE nas redes sociais
Copyright © - 2021 - OVALETodos os direitos reservados. | Política de Privacidade
Desenvolvido por
Distribuido por