Eleições 2022

'Doria se distanciou do povo e o atual governador mantém modelo’, diz pré-candidato Elvis Cezar

Com críticas ao governo paulista, Elvis Cezar usa a experiência como prefeito e presidente de conselho da RM São Paulo parea disputar governo; pré-candidato é aposta de Ciro Gomes ao Palácio dos Bandeirantes

Xandu Alves
20/05/2022 às 23:04.
Atualizado em 21/05/2022 às 00:30
Eleição. Ex-prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar é candidato ao Palácio dos Bandeirantes pelo PDT (Divulgação)

Eleição. Ex-prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar é candidato ao Palácio dos Bandeirantes pelo PDT (Divulgação)

Aos 45 anos, o ex-prefeito de Santana de Parnaíba quer se tornar um dos mais jovens governadores da história de São Paulo.

Clique e faça parte do nosso grupo no WhatsApp e receba matérias exclusivas. Fique bem informado! Acesse: https://bit.ly/ovale-agora-34

Para tanto, Elvis Cezar (PDT) vem percorrendo o estado – já esteve no Vale do Paraíba – contrapondo seu projeto ao atual governo, comandado pelo PSDB, que ele classifica de “caótico e ineficiente”. “O governo se distanciou do povo”, disse ele a OVALE.

O pré-candidato é a aposta de Ciro Gomes, correligionário, para a disputa no Palácio dos Bandeirantes. Confira.

 Quem é Elvis Cezar?

Comecei a me apaixonar por política com o meu pai, que foi vereador, prefeito e hoje é deputado estadual. Fui eleito vereador com 32 anos e depois reeleito, tornando-me presidente da Câmara de Santana de Parnaíba.

Cheguei à prefeitura como prefeito interino. Na eleição suplementar, logo em seguida, fui o prefeito mais votado da história em 2013. Fomos recuperando a cidade que tinha uma dívida de mais de R$ 300 milhões, sem infraestrutura de informática, fibra ótica, frota sucateada, armamento envelhecido. Em 2016, fui eleito a segunda melhor gestão pública do Brasil e em 2019, a melhor gestão. Em 2021, a prefeitura recebeu prêmio de cidade excelente com a melhor gestão fiscal e de transparência do Brasil.

Também fui duas vezes do conselho de desenvolvimento metropolitano de São Paulo, com 39 cidades e quase 23 milhões de habitantes. Fui três vezes presidente do consórcio metropolitano oeste. Essas situações foram me credenciando para exercer uma liderança política no estado e regional. Escrevi meu livro como tornar a cidade a melhor do país e apresento um programa na Rede TV. Também sou mentor de prefeitos com método 360, que busca eficiência, produtividade e profissionalização da gestão pública. Esse é meu propósito de vida.

 Que diagnóstico faz do estado de São Paulo?

A solução do Brasil vem de São Paulo, do ativamento da economia paulista, que vem sofrendo o maior processo de desindustrialização dos últimos tempos, veja o Vale do Paraíba, perdendo a Caoa Chery e perdeu a Ford e LG. Estado fez o lockdown para salvar vidas, e sou favorável a isso, mas não teve a energia para retomar a economia. Deveria ser feito por meio do crédito. As pessoas estão mais pobres, mas o Estado passou com R$ 54 bilhões de superávit, de excesso de arrecadação. Isso comprova a falta de gestão, a ineficiência.

Como ter um caixa tão significativo e aceitarmos a desindustrialização do estado e nenhum projeto de geração de crédito. A Desenvolve SP e o Banco do Povo podem trabalhar com os empreendedores e gerar milhares de empregos no estado. Estamos vivendo o pós-guerra da pandemia, que atingiu a saúde e a economia.

O Estado não proporcionou uma linha de crédito para os pequenos. Não houve política pública de combate da miséria, o que já fiz aqui em Santana de Parnaíba como o projeto Crescer, que leva qualificação para as pessoas e a reinserção no mercado de trabalho. O povo paulista quer oportunidade, não cesta básica.

Por outro lado, ausência completa de cuidado com a juventude. Não há programa de primeiro emprego e vamos fazer isso, abrindo 100 mil vagas nos primeiros dias de governo. Os jovens terão estágios nos aparelhos do Estado, nas autarquias. Os jovens terão oportunidade. Precisamos também reindustrializar São Paulo.

A formação do ensino médio vai mudar porque quero formar milhares de programadores, para ocupar as 500 mil vagas que faltam no país. Também estamos vendo o desmonte da indústria automotiva no estado.

 O Vale tem perdido várias grandes indústrias. O que fazer?

Não estamos vendo esse projeto de reindustrialização no Estado, principalmente para o Vale do Paraíba. Vamos investir nesse processo. A região está entre os dois principais centros de consumo e produção e o Vale é estratégico para o desenvolvimento econômico. Na concessão da Via Dutra, por exemplo, o governo federal não precisava receber indenização. Esse dinheiro deveria ter sido usado para baratear o pedágio.

O que caiu agora via voltar no primeiro reajuste. O valor dos pedágios nas rodovias estaduais também tem que cair. Vamos auditar o equilíbrio financeiro desses contratos e ver onde é necessária a redução da tarifa para o desenvolvimento econômico. E assim começamos a prospectar um estado com condições de crescer.

 A RMVale lidera há 10 anos a violência no estado. O que fazer na segurança?

A região tem localização estratégica também para as milícias e o crime organizado. É vergonhoso para o governo estadual que uma região tão bela, produtiva e turística ter um exemplo como se fosse uma Faixa de Gaza. Quase um homicídio por dia. Vamos mudar esse cenário contratando policiais militares e civis. O déficit é muito grande.

Vamos fazer um centro de controle dos indicadores e toda a força policial será monitorada por GPS, análise e estatística dos locais onde o crime acontece, com câmeras e circuitos de inteligência. Temos que ter uma atuação emergencial no Vale. Vamos também partir para outras soluções conectadas para aumentar a segurança. Fizemos isso em Santana de Parnaíba e na região metropolitana. Como governador, vou apoiar os prefeitos com subsídio para as guardas municipais.

 E as câmeras corporais?

São muito importantes e diminuíram a letalidade e aumentaram a integridade física dos policiais. Precisamos fazer o ajuste tecnológico que vai ser bom para todos.

 O estado é comandando pelo PSDB há anos. Há um esgotamento desse modelo de gestão?

Grava aí: você está falando com o próximo governador de São Paulo. O governo não é próximo do povo. Não está antenado aos problemas do povo. O Vale tem pico de violência e de desindustrialização e o governo não está próximo. Fui do PSDB e sei do que estou falando. Temos um governo caótico e ineficiente. O governo João Doria se distanciou do povo e o atual governador mantém esse modelo de gestão. Um é igual ao outro. O estado está passando por problemas em vários lugares e não houve liderança, gestão e isso com dinheiro no banco.

 Quais as ideias para saúde e educação?

Temos um represamento de milhares de cirurgias na região e no estado. A saúde precisa de eficiência e resolutividade. Caso a rede estadual não comporte, temos que contratar na rede privada para atender a população. Fizemos isso na cidade e dá certo. Estado tem condições e facilidades de fazer isso. Vamos dar resposta com eficiência para cuidar das pessoas e limpar a fila de exames e cirurgias.

A educação tem uma transformação para torná-la a melhor do Brasil, superando o Ceará do meu amigo Ciro Gomes. Vamos fazer um movimento pela educação, com dignidade do ambiente escolar, com merenda de qualidade. Quando fui prefeito, comi merenda nas escolas por oito anos. Vamos estruturar o ensino médio com uma estratégia de empreendedorismo e prospectar oportunidades para nossos jovens, para que saiam preparados para o mercado. Despertar também a vocação universitária nos seguimentos onde faltam profissionais. Temos que fazer um diagnóstico desse novo mercado e apostar na educação de tempo integral e na valorização dos professores.

 Como será a campanha para se tornar conhecido e subir nas pesquisas?

Ciro Gomes teve milhões de votos em São Paulo. Temos um aparelhamento com os votos do Ciro e daqui a dois meses estaremos despontando com os líderes. Vamos nos fazer conhecidos do eleitorado paulista, como no Vale. Tenho 45 anos e ganhei todos os prêmios como melhor gestor do país. Tenho ideias novas para São Paulo, para tirar o estado da mesmice com projeto nova, mas validado, que já foi premiado no Brasil. Essa é a nossa grande estratégia. Estive recentemente em São José na Câmara e a chapa do PDT será muito forte na região.

Siga OVALE nas redes sociais
Copyright © - 2021 - OVALETodos os direitos reservados. | Política de Privacidade
Desenvolvido por
Distribuido por