Economia

'Resiliência e acreditar', diz vice-presidente da Alstom após investimentos na fábrica de Taubaté

Michel Boccaccio, vice-presidente da Alstom para a América Latina, dá a receita para o novo momento da fábrica de Taubaté da empresa, que retoma a atividade após um ano

Xandu Alves
09/10/2021 às 01:36.
Atualizado em 09/10/2021 às 01:36
Taubaté. Alexandre Baldy, João Doria e Michel Boccaccio na Alstom em Taubaté (Divulgação)

Taubaté. Alexandre Baldy, João Doria e Michel Boccaccio na Alstom em Taubaté (Divulgação)

Paciência, resiliência e muito trabalho. Mas sem acreditar, não dava para vencer.

Essa foi a receita de Michel Boccaccio, vice-presidente sênior da Alstom para a América Latina, para a companhia chegar ao novo momento no Brasil, após o difícil período da pandemia do coronavírus.

Principal fábrica da empresa no país, a unidade de Taubaté retoma a produção de trens após um ano e com cinco novos contratos, três deles para fornecer trens ao Metrô e à CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), ambos ligados ao governo estadual.

Os acordos exigem quase R$ 90 milhões em investimentos para ampliar a fábrica e contratação de 750 trabalhadores. "Vamos buscar outros contratos para ser ainda mais competitivos", disse Boccaccio.

Confira no Gabinete de Crise.

Qual a importância da retomada da produção de trens na fábrica da Alstom em Taubaté?

Temos hoje cinco contratos de execução e temos trabalho nessa fábrica até 2028. Para isso, vamos investir em torno de R$ 90 milhões para capacitar essa fábrica para fazer carros de metrô e trens. E vamos buscar outros contratos para ser ainda mais competitivos. Essa fábrica da Alstom tem, na rede mundial de fábricas da empresa, custos competitivos, como Índia, o México e o Brasil.

Quanto os novos contratos vão impactar na empresa?

Com 65 anos de Brasil recém-comemorados, é de extrema importância e satisfação para a Alstom poder continuar impactando positivamente a vida das pessoas. Investir no país e saber que a empresa é a responsável pela mobilidade de milhões de pessoas em grandes cidades como São Paulo e seu entorno, além de Taipei e Bucareste, é motivo de grande orgulho para todos os funcionários da Alstom no Brasil.

A produção será retomada depois de um difícil período de paralisação?

Sim, vamos retomar a produção de trens em Taubaté, por isso o evento que fizemos foi um momento de grande alegria para todos nós. Inauguramos a fábrica em março de 2015 para produzir 27 VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para o Rio de Janeiro, para os Jogos Olímpicos. Mas suspendemos a atividade há um ano. Agora temos um número mágico para comemorar, que é o de 750 empregos gerados. Até 2028, temos produção na fábrica de Taubaté, o que é motivo de muita alegria, mas também de trabalho, resiliência e de acreditar.

A contratação será feita por meio do Senai. Como o sr. vê essa parceria? Vai favorecer a cidade e a região?

Ter parceiros como o Senai e tantos outros cria excelentes oportunidades para a comunidade e demonstra como educação, treinamento e indústria podem trabalhar juntos para criar a força de trabalho do futuro.

No começo deste ano, a Alstom anunciou a conclusão da compra da Bombardier Transportation, o que aumentou a participação da empresa no mundo no mercado de transporte sobre trilhos. Quanto isso foi importante?

A fusão nos dá força dentro da América Latina, principalmente após as crises enfrentadas nos últimos anos. A partir de agora, em termos de participação no mercado mundial, vamos voltar a crescer. As perspectivas são muito boas.

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