Trabalho

Crise econômica ainda deixa saldo de 17,5 mil empregos perdidos na RMVale

Entre as mais industrializadas do país, região não conseguiu se recuperar da crise econômica de 2014 e pandemia piorou cenário

Xandu Alves
29/06/2022 às 13:46.
Atualizado em 29/06/2022 às 23:06
Linha de produção da Caoa Chery em Jacareí (Divulgação)

Linha de produção da Caoa Chery em Jacareí (Divulgação)

O mercado de trabalho no Vale do Paraíba registra saldo de 17,5 mil empregos perdidos desde a crise econômica de 2014, fosso que aumentou com a pandemia do novo coronavírus.

O levantamento de OVALE leva em conta dados oficiais do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Previdência Social.

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A recuperação a partir de julho de 2020 não foi suficiente para equilibrar o mercado formal da região, em razão da quantidade de empregos perdidos na pandemia e em decorrência da crise econômica.

Entre as mais industrializadas do país, a RMVale sofre com a desindustrialização e a falta de política para o setor do governo federal.

Não à toa, a região perdeu a fábrica da Ford e o setor de celulares da LG em Taubaté e a produção de veículos da Caoa Chery em Jacareí, impactando mais de 2.000 empregos.

O número de empregos perdidos no Vale desde 2014 equivale a quase uma Embraer inteira, que emprega 18 mil pessoas no mundo.

 fosso é ainda maior considerado que, nos sete anos anteriores à crise econômica de 2014, a região acumulou um saldo positivo de 105,5 mil empregos abertos entre 2007 e 2013, média de 15 mil novas vagas abertas por ano.

A derrocada do emprego na região começou em 2014 e perdurou até 2017, período em que o Vale perdeu 51 mil vagas formais no mercado de trabalho.

Em 2018 e 2019, uma lenta recuperação registrou 8.129 novos empregos criados nestes dois anos, mas a pandemia ceifou 14,9 mil postos de trabalho apenas em 2020.

A recuperação voltou em 2021, ano que encerrou com 29,4 mil empregos criados, mas a maioria deles na área de serviços e comércio, que pagam salários menores do que a indústria, setor que mais perdeu vagas desde 2014.

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