Saúde

Vereador invade UPA e discute com médico por demora de atendimento em Taubaté

O vereador se recusou a sair e, em meio a isso, alguns pacientes pediam para serem atendidos logo

Marcos Eduardo CarvalhoPublicado em 13/10/2021 às 19:27Atualizado há 14/10/2021 às 00:35
Médico e vereador Moisés Pirulito discutem na PS em Taubaté (Reprodução)

Médico e vereador Moisés Pirulito discutem na PS em Taubaté (Reprodução)

O vereador Moisés Pirulito (PL) bateu boca com um médico que estava de plantão na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Central de Taubaté nesta quarta-feira (13), por conta de uma suposta demora no atendimento de pacientes no local.

Um vídeo foi gravado e divulgado nas redes sociais. Nas imagens, o médico Lucas Azevedo pede para o vereador se retirar do local para que possa continuar os atendimentos no plantão.

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Por sua vez, o vereador se recusou a sair e, em meio a isso, alguns pacientes pediam para serem atendidos logo.

O vídeo, postado na página ‘Taubaté Mil Grau’, no Facebook, mostrou tanto o médico quanto o vereador exaltados na hora da discussão.

A reportagem também entrou em contato com o médico através de mensagem pelo WhatsApp e, segundo ele, o papel do vereador é fiscalizar as ações do prefeito e legislar em prol da população. "Ele deveria estar fiscalizando o porque da falta de médicos e não discutindo com uma pessoa que briga pela população", disse.

"Eles estão pensando que tem que entrar aqui para fazer palanque político. Se viessem uma vez por semana fazer um trabalho voluntário, aí sim. Ele é vereador, mas qual o projeto que fez até agora em prol da população? E, outra: a gente médico, está aqui. Se tivesse mais ‘x’ médicos e atendessem a população de forma rápida, não ia dar vazão na medicação. Não tem enfermagem para todo mundo", afirmou o médico a OVALE, que ainda argumentou sobre a estrutura do local.

"Se contrata mais enfermagem para atender, não tem vazão na parte de espaço físico para todo mundo e ia ficar igual na Covid-19, quando ficou gente para tudo quanto é lado, pois não tem espaço. Então, uma coisa puxa outra. Não só o médico é culpado por estar cheio", disse.

Em nota enviada à reportagem na noite desta quarta, o vereador deu a versão dele sobre o ocorrido.

"Estava me preparando para ir à sessão da Câmara de Taubaté e fui chamado à UPA Central por munícipes que estavam na unidade desde às 9h, conforme me relataram.  Sempre vou às unidades de saúde desempenhar meu papel de fiscalizar os serviços públicos, principalmente na área da saúde. Vi tanta gente reclamando que o atendimento estava demorando, que estavam na UPA desde o período da manhã. Ao verificar o que estava acontecendo, notei que havia quatro médicos na escala; fui procurá-los dentro da unidade, e só encontrei dois atendendo a população naquele momento. Procurei o enfermeiro-chefe para saber por que estava tendo tanta demora no atendimento, quando fui abordado por um médico, questionando a minha conduta de vereador na fiscalização do sistema, e começou a me desmerecer e dizer como eu teria que agir como vereador. Aí iniciou-se uma discussão, e nesse momento comecei a gravar para me resguardar, pois o médico ficou alterado e gritar pelos corredores, o que chamou a atenção da população e dos profissionais de saúde. O médico gritava a todo momento (as gravações divulgadas nas mídias sociais provam isso) que não iria atender enquanto eu não saísse da UPA! Os moradores ficaram indignados, pois muitos deles estavam indignados e revoltados pela demora do atendimento. Para evitar mais discussões, depois de alguns minutos me retirei para evitar maiores conflitos, e irei tomar as medidas que o caso requer".

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