Pandemia

Taxa de reprodução do coronavírus mantém crescimento e vai a 1,6 na RMVale, aponta Info Tracker

Região tem a 7ª maior taxa de contágio do vírus entre 22 regiões do estado

Xandu Alves
04/07/2022 às 17:50.
Atualizado em 04/07/2022 às 17:53
Ciência. Funcionária de laboratório faz exame (Cláudio Vieira/PMSJC)

Ciência. Funcionária de laboratório faz exame (Cláudio Vieira/PMSJC)

A taxa de reprodução do novo coronavírus (Rt) no Vale do Paraíba se mantém em crescimento e chegou a 1,6 nesta segunda-feira (4), segundo a plataforma SP Covid-19 Info Tracker, mantida por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da USP (Universidade de São Paulo). No começo de julho, a taxa estava em 1,55.

De acordo com o Info Tracker, valores de Rt que estão acima de 1 representam um aumento na disseminação do vírus, enquanto valores que estão abaixo representam uma redução do contágio.

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O indicador voltou ao patamar de 9 de fevereiro deste ano, em plena terceira onda de contaminação pelo coronavírus na região, motivada principalmente pela variante Ômicron.

Com o aumento, a taxa voltou a ser classificada como “provável aumento no número de infectados”, o que representa o retorno do crescimento da pandemia na região.

O índice subiu de 1,18 para 1,26 após registrar 0,65 em 12 de abril e 18 de março, os mais baixos deste ano. Antes disso, o indicador já havia ficado em 0,39 em março do ano passado e pico de 1,88 no começo de fevereiro deste ano, em plena terceira onda de contaminação.

Para piorar o quadro de preocupação, a região conta atualmente com 17,8 mil casos ativos de Covid-19, de acordo com levantamento do Info Tracker. Trata-se de pessoas que podem transmitir o vírus.

Com 1,6 de Rt, a região do Vale tem a 7ª maior taxa de reprodução do coronavírus de todo o estado de São Paulo, entre 22 regiões paulistas. Lideram o ranking as regiões de São Paulo (1,71), Grande SP Leste (1,69) e Sorocaba (1,67). A média do estado subiu para 1,65, também indicando aumento da doença.

HISTÓRICO

No Vale, o índice caiu a 0,69 e depois subiu para 0,79 no final de agosto de 2021, chegando a 0,88 no começo de setembro e caindo novamente para 0,73 em outubro.

A partir do final de novembro, com a chegada da variante Ômicron ao Brasil, o índice subiu a 0,96, depois para 0,98, 1,03, 1,15 e 1,86, para cair a 0,92 e 0,78. Agora voltou a subir e chegou a 1,35, depois 1,55 e 1,6.

“Embora tenhamos a população vacinada, não devemos abandonar as medidas básicas de proteção de forma completa, como alguns países fizeram e tiveram que retroceder. Medidas como a utilização de máscaras, por exemplo”, disse Wallace Casaca, professor da Unesp, pesquisador da USP e um dos coordenadores da plataforma Info Tracker.

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