Segurança Pública

Monitoramento, inteligência, tecnologia e integração são as ‘armas’ de São José contra o crime

Sistema do CSI (Centro de Segurança e Inteligência) é capaz de varrer a cidade com suas mais de 1.000 câmeras

Xandu Alves
20/05/2022 às 23:16.
Atualizado em 22/05/2022 às 00:09
CSI - Centro de Segurança e Inteligência (Adenir Britto/PMSJC)

CSI - Centro de Segurança e Inteligência (Adenir Britto/PMSJC)

Você acabou de ser roubado em São José dos Campos e os criminosos fugiram num carro branco. Não deu tempo de anotar a placa, apenas a marca e a cor do veículo.

Para o sistema de segurança da cidade, isso basta. Com apenas essas duas informações, carro branco da marca tal, o sistema de inteligência do CSI (Centro de Segurança e Inteligência) é capaz de varrer a cidade com suas mais de 1.000 câmeras de monitoramento e identificar veículos com as características determinadas.

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As informações passam por uma filtragem até que o carro dos criminosos possa ser localizado. As forças de segurança são informadas e os ladrões podem ser identificados e detidos. Tudo isso em tempo recorde.

Não à toa, desde que o CSI foi implantado, em abril de 2021, foram recuperados mais de 120 veículos e detidas mais de 200 pessoas com uso das tecnologias de monitoramento.

Em março de 2022, de acordo com dados oficiais da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), São José registrou o menor número de veículos roubados da história: 13, sendo que três já foram recuperados.

“São José se tornou uma das referências em segurança no Brasil”, disse Bruno Henrique dos Santos, 35 anos, guarda municipal concursado, funcionário de carreira da Secretaria de Proteção ao Cidadão desde 2015 e que se tornou secretário da pasta.

São José conta com 300 portais eletrônicos instalados em todas as regiões da cidade, principalmente nas entradas e saídas. Os equipamentos leem todos os veículos que circulam pelo município.

Os portais leem 3 milhões de placas por dia, isso porque um veículo passa por mais de um portal por dia. Segundo a Secretaria de Proteção ao Cidadão, circulam em média 250 mil veículos em São José todos os dias.

Monitoramento, inteligência, tecnologia e integração são as características do sistema de segurança pública implantado na cidade, sob comando da prefeitura, com compartilhamento de recursos, equipamentos e sistemas com as demais forças públicas de segurança.

Na sala de controle do CSI é como se o futuro se desenhasse todos os dias diante dos operadores e policiais – a rede é compartilhada com as forças públicas estaduais e federais, por meio de minicentrais instaladas nas unidades das polícias.

“Objetivo da prefeitura é continuar sempre com a proposta de integração com as forças de segurança, principalmente no compartilhamento de recursos, informações e tecnologia para todas as forças, além de investir na GCM (Guarda Civil Municipal)”, disse Santos.

GUARDA

Com poder de polícia, a GCM conta com 382 agentes em São José dos quais 160 foram integrados desde 2017, sendo que 60 estão em fase final de preparação para irem às ruas.

A GCM é um dos pilares da segurança pública da cidade, atuando de forma tripla: segurança pública e na fiscalização de trânsito e de posturas.

“Temos convênio com a Polícia Federal que permite usar armamento. E temos um dos mais modernos armamentos do país e do mundo, com pistola Glock .40. Somos a primeira GCM do país a portar esse equipamento”, contou o secretário.

Segundo ele, a GCM tem condição de fazer “todo tipo de intervenção”.

“É atuante na segurança pública, tem fiscalização de trânsito de competência municipal e de posturas. Nossa GCM é 3 em 1.”

Santos lista os grandes ativos da segurança municipal em inteligência, tecnologia e integração, com o destaque para as pessoas. “A tecnologia sem esses homens e mulheres não valeria nada. São eles que fazem acontecer”.

“Com toda essa tecnologia, São José tem uma média superior à nacional de esclarecimento de homicídios. No país, são 3 em cada 10, e aqui são 8,5, Ou seja, 85% dos crimes de homicídio são identificados e os autores são presos”.

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