Educação

Mesmo com escolas a 100% da capacidade, Taubaté manterá contrato por sistema virtual

Sistema, que será adquirido após um ano e meio de pandemia, custará R$ 2,1 milhões; implantação do AVA começa esse mês, segundo Prefeitura

Julio CodazziPublicado em 21/09/2021 às 22:16Atualizado há 21/09/2021 às 22:16
Entrada de alunos em escola municipal de Taubaté antes da pandemia (Arquivo/OVALE)

Entrada de alunos em escola municipal de Taubaté antes da pandemia (Arquivo/OVALE)

Embora as escolas da rede municipal de Taubaté tenham voltado a operar com 100% da capacidade física essa semana, a Prefeitura irá manter a compra de um sistema personalizado para ser utilizado em aulas online, que custará R$ 2,1 milhões.

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Segundo a Secretaria de Educação, essa decisão foi tomada porque o AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) é “uma ferramenta com multibenefícios para a equipe pedagógica e alunos, uma vez que consiste em uma ferramenta facilitadora para ampliar os horizontes do processo de ensino e aprendizagem para além do ambiente escolar, bem como em tarefas escolares”.

A pasta informou ainda que “o contrato correspondente a tal prestação de serviço está em trâmites finais e o início da implantação está previsto para o presente mês”.

AULAS.

A rede municipal de ensino tem aproximadamente 47 mil alunos, distribuídos em 123 escolas. Entre março de 2020 e maio de 2021, a rede ficou sem aulas presenciais. As atividades nas escolas foram retomadas no dia 3 de maio, mas acabaram suspensas um mês depois, no início de junho, devido ao aumento de casos de Covid-19 na época.

As aulas presenciais foram retomadas, outra vez, em agosto. Desde então, as escolas estavam com 50% da capacidade das salas. Essa semana, a capacidade subiu para 100%.

Lançada em março de 2021, a licitação do AVA foi concluída apenas esse mês, um ano e meio após a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarar pandemia da Covid-19.

A reportagem questionou a Secretaria de Educação se o processo de aquisição do sistema teve a celeridade necessária. A pasta alegou que toda a “montagem e execução do certame licitatório” foi feita “pela atual gestão”, iniciada em janeiro de 2021, e que “todas as ações foram desempenhadas com o máximo de agilidade e responsabilidade exigidos”.

A secretaria ressaltou ainda que “todo processo licitatório está sujeito a situações de questionamentos, análises e trâmites processuais que interferem no cronograma de planejamento inicial”.

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