Pandemia

Info Tracker alerta para perigo de aglomerações de fim de ano e carnaval

Brasil corre o risco de ver os casos de Covid-19 explodirem novamente após as aglomerações do final de ano

Xandu Alves
27/11/2021 às 10:26.
Atualizado em 27/11/2021 às 10:28
Padroeira. Multidão de fiéis se reuniu em Aparecida no último dia 12 de outubro (Rogério Marques/OVALE)

Padroeira. Multidão de fiéis se reuniu em Aparecida no último dia 12 de outubro (Rogério Marques/OVALE)

Tempestade perfeita.

O Brasil corre o risco de ver os casos de Covid-19 explodirem novamente após as aglomerações do final de ano e, principalmente, com a onda popular de aglomerados durante o carnaval, que em alguns locais chega a um mês de festividades.

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A equação é perigosa: casos aumentando após as aglomerações de final de ano + chegada da infecção da Europa e Estados Unidos + povo na rua no carnaval = explosão de casos na entrada da temporada mais fria.

Isso vem acontecendo na Europa e nos Estados Unidos e serve de lição para o Brasil, para que não tenha que voltar a restringir a cirulação das pessoas em 2022.

O risco existe e é bastante real, segundo a avaliação de Wallace Casaca, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista), pesquisador da USP (Universidade de São Paulo) e um dos coordenadores plataforma SP Covid-19 Info Tracker.

Ele admite que a vacinação faz com que a situação seja diferente da do final de 2020, quando as festas provocaram o maior pico de casos de Covid-19 do Vale do Paraíba em toda a pandemia -- janeiro de 2021 encerou com 38,3 mil contaminados, recorde ainda não batido.

“Ao comparamos o cenário de quando não tínhamos a população vacinada e agora, com mais da metade da população com esquema vacinal completo, é um grande alívio e ponta de esperança para ao menos controlar e não deixar explodir os índices epidemiológicos no país”, afirmou o pesquisador.

No entanto, há pontos negativos: “A Europa nos traz como lição é que, embora tenhamos população vacinada, não devemos abandonar medidas básicas de forma completa, como alguns países fizeram e tiveram que retrocerder. Medidas como utilização de máscaras”.

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‘Perda natural de eficiência das vacinas tem que ser levada em conta’, diz pesquisador

Coordenador da plataforma Info Tracker, Wallace Casaca disse que é preciso levar em conta a perda natural de eficiência das vacinas, além da queda da imunidade naqueles infectados pela Covid-19 e que desenvolveram anticorpos. “Há redução dos anticorpos e a proteção tende a cair depois de um tempo”.

Com isso, ele defende a vacinação em massa na segunda dose e mais pessoas com a dose de reforço. “A vacina nos possibilita controlar óbitos e internações e vai ser importante preservar algumas medidas até que tenhamos mais vacinas e medicamentos, que estão chegando e tendem a baratear. É um processo”.

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