Concorrência

Fracassa mais uma licitação relacionada ao transporte público em São José

Dessa vez, a concorrência que não atraiu interessados iria definir a empresa que ficaria responsável por gerenciar os pagamentos por bilhete único

Da RedaçãoPublicado em 29/07/2021 às 00:10Atualizado há 29/07/2021 às 00:10
VLP. Veículo Leve sobre Pneus será uma das novidades da nova concessão do transporte público de São José (Adenir Britto/PMSJC)

VLP. Veículo Leve sobre Pneus será uma das novidades da nova concessão do transporte público de São José (Adenir Britto/PMSJC)

Mais uma licitação relacionada à nova concessão do transporte público em São José dos Campos fracassou. Dessa vez, foi a concorrência que iria definir a empresa que ficaria responsável por gerenciar os pagamentos por bilhete único.

A sessão para o recebimento de propostas foi realizada no último dia 22, mas nenhuma empresa se interessou. Procurada nessa quarta-feira (28), a Secretaria de Mobilidade Urbana não comentou a licitação deserta.

Pelo edital, venceria a disputa a empresa que oferecesse o maior valor de outorga para explorar comercialmente o sistema durante o período da concessão, que é de 10 anos. A Prefeitura esperava receber pelo menos R$ 33,5 milhões – após a assinatura do contrato, esse montante poderia ser pago ao município à vista ou em até seis parcelas mensais.

Segundo o edital, a empresa teria três formas de gerar receita durante a concessão. Uma delas seria a possibilidade de oferecer outros serviços e produtos financeiros aos passageiros cadastrados no sistema do bilhete único – hoje, por exemplo, são 620 mil. Além disso, na venda de bilhetes avulsos, a empresa poderia cobrar uma taxa de 5% sobre o valor da tarifa comum.

A outra forma de a empresa gerar receita seria por meio de aplicações financeiras dos recursos dos créditos carregados antecipadamente, já que o bilhete único é uma modalidade de pagamento pré-pago – ou seja, a prestadora do serviço poderia usar o valor recebido dos passageiros e empresas para obter ganhos monetários com aplicações.

MODELO.

Na nova concessão do transporte, a Prefeitura optou por separar os contratos para operação, tecnologia e parte financeira do sistema. Ao todo, são quatro diferentes licitações.

A licitação principal, da operação do transporte público, já soma dois fracassos. Na primeira sessão para o recebimento de propostas, realizada em maio, nenhuma empresa manifestou interesse. Na segunda, no início de julho, houve somente uma interessada – o Grupo Itapemirim deve ser declarado vencedor do lote 1, mas terá que haver nova tentativa para o lote 2.

As outras duas licitações terão recebimento de propostas em agosto. No dia 9, será a vez das empresas interessadas no contrato para fornecer os sistemas que permitirão interligar diferentes meios de pagamento ao transporte público. A vencedora da disputa também terá que fornecer sinal de Wi-Fi em todos os veículos, e poderá gerar receita por meio da venda de propaganda a ser distribuída para o passageiro que utilizar esse sinal. O valor do contrato pode chegar a R$ 45,2 milhões.

No dia 25 serão recebidas as propostas das empresas interessadas no contrato para gestão dos dados do transporte público. Esse sistema, por exemplo, terá o cadastro de linhas, horários e dos pontos de paradas, e permitirá monitoramento da frota em tempo real, registro de reclamações e emissão de alertas. O valor desse contrato pode chegar a R$ 11,1 milhões.

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