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Feriado prolongado desafia queda dos indicadores da pandemia

Especialista vê risco de as aglomerações provocadas pelo feriado prolongado impactarem números da doença na região

Xandu AlvesPublicado em 11/10/2021 às 16:32Atualizado há 12/10/2021 às 23:30
Santuário Nacional. Festa dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida (Rogério Marques / OVALE )

Santuário Nacional. Festa dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida (Rogério Marques / OVALE )

Sinal de alerta.

O aumento do número de casos confirmados e de mortes por Covid-19 registrado nas semanas epidemiológicas de número 37 e 38, entre 12 e 25 de setembro, pode ser atribuído às aglomerações provocadas pelo feriado prolongado de 7 de setembro, que caiu numa terça-feira.

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Por causa disso, a quantidade de novos casos em sete dias subiu duas semanas consecutivas, com índices de 80% e 38%. As mortes aumentaram 7% e 20% no mesmo período.

“Sobre o aumento de casos Covid na região, creio que reflete provavelmente o feriado de 7 de setembro. E agora temos o feriado de 12 de outubro, que tende a ser mais movimentado”, avaliou o estatístico Paulo Barja, professor da FEAU (Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo) da Univap (Universidade do Vale do Paraíba).

Apenas no Santuário Nacional de Aparecida são esperadas 30 mil pessoas para esta terça-feira (12), dia da Padroeira do Brasil e feriado nacional. O número, contudo, vai ser bem maior.

De acordo com a CCR NovaDutra, mais de 21 mil pessoas já utilizaram a Via Dutra em peregrinação com destino a Aparecida. A contagem foi feita entre os dias 1º e 11 de outubro. O número de peregrinos deste ano já supera o de 2020, ano em que o Santuário Nacional ficou fechado para a visitação devido à pandemia da Covid-19.

AUMENTO

As aglomerações do feriado de 7 de setembro foram capazes de provocar aumento de casos e mortes por Covid-19 depois de 15 semanas seguidas de redução nos indicadores.

O risco é de a queda do isolamento por causa do feriado de 12 de outubro provocar um efeito ainda pior na pandemia, em razão da circulação da variante delta do coronavírus pela RMVale.

 “O vírus continua circulando e, por conta da proteção da vacina, muita gente não dá a importância necessária para sintomas leves de resfriado e gripe, que podem ser causados pela variante delta”, disse o médico Paulo Menezes, coordenador do Comitê Científico de São Paulo.

“A recomendação é que, diante de qualquer sintoma de resfriado, que se faça o teste e fique isolado até o resultado. Esse é mais um elemento no enfrentamento desse vírus.”

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