Eleições de 2022

De olho no Palácio, campanha de Felicio miraria descontentes com Doria para ser 3ª via

Recém-filiado, Felicio Ramuth é nome cotado para disputar o Palácio dos Bandeirantes; prefeito bateu de frente com a política de Doria na pandemia

Xandu Alves
19/01/2022 às 17:58.
Atualizado em 05/02/2022 às 00:25
Felicio (CLAUDIO VIEIRA)

Felicio (CLAUDIO VIEIRA)

A insatisfação com o governador João Doria (PSDB) na liderança do governo de São Paulo tornou-se o principal combustível para o PSD alavancar uma terceira via na eleição ao Palácio dos Bandeirantes.

Não à toa, o partido liderado por Gilberto Kassab foi buscar um dos prefeitos de grandes cidades do interior que mais bateu de frente com Doria durante a pandemia: Felicio Ramuth.

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O prefeito de São José deixou o PSDB após 28 anos e se filiou ao PSD na terça-feira (18), em solenidade que reuniu caciques do PSD de todo estado. A exceção foi o próprio Kassab, que testou positivo para a Covid-19 e está em quarentena.

O nome de Felicio foi alçado como principal peça para encabeçar a chapa do partido e enfrentar o PSDB de Doria nas eleições de 2022, embora o prefeito de São José adote o discurso de que ainda não é oficial a candidatura.

“Felicio nos traz grande esperança de um futuro melhor para São Paulo”, disse o prefeito de Tupã, Caio Aoqui (PSD), durante a filiação do agora ex-tucano.

ESTRATÉGIA

Felicio se encaixa na estratégia de Kassab de procurar um prefeito de uma grande cidade do interior, em segundo mandato e com índices de aprovação satisfatórios para colocar no lugar de Geraldo Alckmin (sem partido), que deve aceitar ser candidato a vice-presidente na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Kassab sonhava recrutar Alckmin para o PSD e lançá-lo candidato ao governo de São Paulo. Felicio poderia entrar como candidato a vice-governador. A opção de Alckmin por Lula frustrou os planos de Kassab, que passou a olhar para o interior na busca por insatisfeitos com a gestão Doria.

Além de Felicio, estão no páreo os prefeitos Paulinho Serra, de Santo André, e Duarte Nogueira, de Ribeirão Preto -- todos apoiaram o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, nas prévias do PSDB contra Doria.

TERCEIRA VIA

A avaliação é que há espaço no eleitorado que não deve votar em candidaturas de esquerda e que também rejeita o candidato de Doria, o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB).

O PSD calcula ser possível costurar alianças com até 120 municípios, cujos prefeitos estariam insatisfeitos com a gestão Doria em São Paulo.

Felicio é o mais notório deles, tendo tido embates com Doria durante a pandemia e desobedecido a recomendações do Estado em mais de uma oportunidade.

“Nosso time [do PSDB] que migrou para PSD não apoiará a candidatura de Doria e nem a de Rodrigo. Esse momernto indica isso e será o caminho a seguir para as eleições. É a minha posição pessoal também”, afirmou Felicio.

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