Crise Hídrica

Com chuvas de outubro, nível das represas da RMVale sobe 13% em 30 dias

Represa de Paraibuna continua com nível baixo e perdeu 13% do volume útil no último mês

Xandu Alves
01/11/2021 às 18:21.
Atualizado em 01/11/2021 às 18:21
Alerta. Chuvas podem ser fortes e com descargas elétricas no Vale (Claudio Vieira/OVALE)

Alerta. Chuvas podem ser fortes e com descargas elétricas no Vale (Claudio Vieira/OVALE)

As represas da bacia do rio Paraíba do Sul aumentaram o volume útil de água em 13% no último mês por causas das chuvas de outubro, que ficaram 25% acima da média histórica.

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Com isso, a média dos quatro reservatórios -- Paraibuna, Santa Branca, jaguari e Funil -- passou de 24% no final de setembro para 27% em 31 de outubro, 13% de crescimento.

É o primeiro aumento do nível dos reservatórios depois do início do período de estiagem, no outono deste ano.

O levantamento é de OVALE com base nos dados oficiais da ANA (Agência Nacional de Águas) sobre a bacia do Rio do Paraíba do Sul.

SECA

As chuvas ainda não foram suficiantes para recuperar os reservatórios em plenitude.

Na comparação com o final do último período chuvoso, em abril deste ano, o volume médio das quatro represas caiu 53%. Era de 57% no começo de abril e está em 27% no final de outubro.

As chuvas de outubro ajudaram a minimizar os impactos da estiagem nos reservatórios, mas ainda são insuficientes para recuperar a água perdida desde abril, o que só deve ocorrer no começo de 2022.

REPRESAS

Entre as quatro represas da bacia do rio Paraíba do Sul, a de Paraibuna, que é a maior e a mais importante para a região, perdeu 13% de água em um mês, mesmo com mais chuvas em outubro. O reservatório está com 16,12% contra 18,62% em setembro.

Na mesma base de comparação, a represa de Santa Branca subiu em 1,46% o volume útil, a de Jaguari aumentou em 11% e a do Funil ganhou 36% a mais de água.

ESTIAGEM

De acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), os reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste chegaram, ao final de maio de 2021, com o armazenamento médio mais baixo para o mês desde 2001, ano em que o país enfrentou um racionamento de energia.

As duas regiões abrigam as principais hidrelétricas brasileiras, mas sofrem com chuva abaixo da média. No último período úmido, entre novembro de 2020 e abril de 2021, foi registrado o menor volume de chuvas dos últimos 91 anos.

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