Investigação

Caso Marco Aurélio: Polícia irá escavar piso de casa nessa quinta-feira

Ação tem início previsto para as 9h; objetivo é verificar relatos de uma filha do antigo proprietário do local, que levantaram a hipótese de que escoteiro poderia ter sido morto e enterrado na área, que serviu de acampamento para o grupo, em 1985

Da RedaçãoPublicado em 28/07/2021 às 23:57Atualizado há 29/07/2021 às 00:03
Caso Marco Aurélio. Peritos vistoriam casa na base do Pico dos Marins, em Piquete, na propriedade onde escoteiros acamparam (Jonas Caetano/Arquivo Pessoal)

Caso Marco Aurélio. Peritos vistoriam casa na base do Pico dos Marins, em Piquete, na propriedade onde escoteiros acamparam (Jonas Caetano/Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil irá realizar nessa quinta-feira (29) escavações em um imóvel que fica na base do Pico dos Marins, em Piquete. A ação, que está marcada para começar às 9h, está relacionada à reabertura do inquérito sobre o sumiço do escoteiro Marco Aurélio Simon, que desapareceu aos 15 anos na montanha, em 1985.

O pedido para a retomada das investigações teve com base relatos de uma filha do antigo proprietário do local, que levantaram a hipótese de que Marco Aurélio poderia ter sido morto e enterrado na área, que serviu de acampamento para os escoteiros.

Essa primeira escavação será realizada no piso da casa em que morava o antigo proprietário, Afonso Xavier, que morreu em 1997. O trabalho deve ser feito por seis peritos da Polícia Científica, com apoio de máquinas da Prefeitura.

Uma segunda área, que fica em um trecho de mata a cerca de 200 metros da casa, também será escavada, mas ainda não há data prevista para isso ocorrer.

Nos últimos dias, os peritos fizeram o reconhecimento das duas áreas. Essa etapa contou com o uso de um detector de metal e também de um georradar, que é um equipamento utilizado para detectar objetos e estruturas sob o solo. Os aparelhos foram utilizados tanto na casa quanto no trecho de mata.

DESAPARECIMENTO.

Na manhã do dia 8 de junho de 1985, um grupo de cinco pessoas de São Paulo, formado por quatro escoteiros de 15 anos e pelo líder Juan Bernabeu Céspedes, à época com 36 anos, partiu do acampamento para tentar alcançar o cume do Pico dos Marins, que fica a 2.420 metros. A cerca de 1.700 metros de altitude, um dos garotos torceu o pé. Era por volta de 14h. Céspedes autorizou, então, que Marco Aurélio voltasse sozinho ao acampamento, para pedir ajuda, enquanto os demais levavam o rapaz que havia se machucado e que caminhava com dificuldade. O grupo se perdeu e só conseguiu retornar à base às 5h do dia seguinte. No local, encontraram a mochila de Marco Aurélio fora das barracas, mas o adolescente não estava lá.

As buscas se estenderam por 28 dias e reuniram aproximadamente 300 pessoas, entre policiais civis, militares, mateiros, espeleólogos (especialistas em grutas e cavernas), alpinistas, além de aeronaves. Nenhuma pista do paradeiro do escoteiro foi encontrada.

O inquérito estava arquivado desde abril de 1990, quando as investigações oficiais foram encerradas. Nessa nova etapa, a Polícia trabalha com duas linhas de apuração: que o escoteiro tenha sido morto e enterrado na propriedade; ou que ele ainda esteja vivo, com base em informações levantadas por uma investigação paralela feita por parentes e amigos da família de Marco Aurélio.

OVALE lançou um podcast sobre o caso, dividido em duas partes. A primeira foi publicada no dia 27 e a segunda nesta quinta-feira. Ouça aqui:

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