Investigação

Caso Marco Aurélio: Escavação em piso de casa não localiza vestígios de escoteiro

O trabalho, que começou pela manhã e foi encerrado no fim da tarde, contou com a participação de peritos da Polícia Científica e de cães farejadores; objetivo era verificar relatos de uma filha do antigo proprietário do local, que levantaram a hipótese de que escoteiro poderia ter sido morto e enterrado na área, que serviu de acampamento para o grupo, em 1985

Da RedaçãoPublicado em 29/07/2021 às 18:47Atualizado há 29/07/2021 às 18:47
Caso Marco Aurélio. Escavação feita em piso de casa não localizou vestígios do escoteiro (Paulo Marcio de Bragança/Arquivo Pessoal)

Caso Marco Aurélio. Escavação feita em piso de casa não localizou vestígios do escoteiro (Paulo Marcio de Bragança/Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil não localizou nenhum vestígio do escoteiro Marco Aurélio Simon durante escavação feita nessa quinta-feira (29), em um imóvel que fica na base do Pico dos Marins, em Piquete.

A ação tem relação com reabertura do inquérito sobre o sumiço do escoteiro, que desapareceu aos 15 anos na montanha, em 1985.

O pedido para a retomada das investigações teve com base relatos de uma filha do antigo proprietário do local, que levantaram a hipótese de que Marco Aurélio poderia ter sido morto e enterrado na área, que serviu de acampamento para os escoteiros.

A escavação foi feita no piso da casa em que morava o antigo proprietário, Afonso Xavier, que morreu em 1997. O trabalho, que começou pela manhã e foi encerrado no fim da tarde, contou com a participação de peritos da Polícia Científica e de cães farejadores.

Uma segunda área, que fica em um trecho de mata a cerca de 200 metros da casa, também será escavada, mas ainda não há data prevista para isso ocorrer.

DESAPARECIMENTO.

Na manhã do dia 8 de junho de 1985, um grupo de cinco pessoas de São Paulo, formado por quatro escoteiros de 15 anos e pelo líder Juan Bernabeu Céspedes, à época com 36 anos, partiu do acampamento para tentar alcançar o cume do Pico dos Marins, que fica a 2.420 metros. A cerca de 1.700 metros de altitude, um dos garotos torceu o pé. Era por volta de 14h. Céspedes autorizou, então, que Marco Aurélio voltasse sozinho ao acampamento, para pedir ajuda, enquanto os demais levavam o rapaz que havia se machucado e que caminhava com dificuldade. O grupo se perdeu e só conseguiu retornar à base às 5h do dia seguinte. No local, encontraram a mochila de Marco Aurélio fora das barracas, mas o adolescente não estava lá.

As buscas se estenderam por 28 dias e reuniram aproximadamente 300 pessoas, entre policiais civis, militares, mateiros, espeleólogos (especialistas em grutas e cavernas), alpinistas, além de aeronaves. Nenhuma pista do paradeiro do escoteiro foi encontrada.

O inquérito estava arquivado desde abril de 1990, quando as investigações oficiais foram encerradas. Nessa nova etapa, a Polícia trabalha com duas linhas de apuração: que o escoteiro tenha sido morto e enterrado na propriedade; ou que ele ainda esteja vivo, com base em informações levantadas por uma investigação paralela feita por parentes e amigos da família de Marco Aurélio.

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