Ataque de tubarão

Ataque de tubarão em Ubatuba: especialista orienta turistas sobre o comportamento do animal no verão

Apesar de serem considerados raros, pesquisadores apontam que alguns fatores podem potencializar os ataques do animal

Douglas Cruz
24/11/2021 às 18:35.
Atualizado em 24/11/2021 às 18:35
Tubarão-mangona, presente no Aquário de Ubatuba (Foto: Divulgação/ Aquário de Ubatuba)

Tubarão-mangona, presente no Aquário de Ubatuba (Foto: Divulgação/ Aquário de Ubatuba)

Após as duas confirmações de ataques de tubarões a turistas, neste mês de novembro em Ubatuba, especialistas levantaram as possíveis causas do acidente e alertam sobre o comportamento do animal no verão.

O primeiro ataque ocorreu no dia 3 de novembro, com um turista francês na Praia do Lamberto e o segundo ocorreu no dia 14, com uma idosa de 79 anos na Praia Grande. Ambos ocorreram durante feriados prolongados, após o fim das restrições nas praias do Litoral Norte paulista.

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Cerca de 80 espécies de tubarão já foram identificadas no litoral brasileiro. Dessas, algumas estão presentes no Litoral Norte, como o tubarão-tigre e cabeça-chata – possíveis animais envolvidos no ataque da Praia Grande –, e também espécies menores, como o galha-preta e o mangona.

Segundo o oceanólogo e presidente do Instituto Argonauta, Hugo Gallo Neto, alguns tubarões costumam se aproximar da costa nessa época do ano para dar a luz a seus filhotes.

“No caso do tubarão-touro (mangona), as fêmeas vêm para as águas rasas, é um tubarão de grande porte que também pode morder, exatamente para dar a cria, dar a luz aos filhotes”, disse.  

Já as espécies como o tigre, são vistas isoladamente, principalmente, em momentos de caça. As chuvas, em maior quantidade desde outubro, aumentam os nutrientes da água e influenciam na alimentação dos peixes.

“Tem sido observado por alguns pescadores uma maior quantidade de alimentos [peixes] e, teoricamente, atrás do alimento estão os predadores”, disse o oceanólogo.

Hugo afirma que os tubarões são animais que precisam se aproximar de suas presas para reconhecê-las, dado a sua visão ruim. Nos dois casos, os laudos apontaram que os animais confundiram as vítimas com alimentos, “uma vez que o animal não removeu /engoliu tecidos”.

Com isso, especialistas do Instituto Argonauta elaboraram algumas orientações aos turistas para a temporada de verão, são elas: Evitar nadar quando a água estiver muito turva; ficar sempre em grupo; evitar nadar de manhã cedo e ao final da tarde, quando os tubarões são mais ativos; não se afastar demasiadamente da praia; não avançar para águas muito profundas; não entrar na água se estiver sangrando de um ferimento; não nadar em meio a cardumes de peixes ou onde as pessoas estão pescando; não usar jóias brilhantes e evitar banhar-se com pequenos animais.

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