Motor

Indústrias automobilísticas apontam redução na produção e venda de veículos no Brasil

Alta da gasolina, falta de peças e desaceleração do mercado exterior, influenciam vendas de carros no Brasil

Douglas Cruz
29/10/2021 às 17:57.
Atualizado em 29/10/2021 às 17:57
PUBLI GM (Divulgação)

PUBLI GM (Divulgação)

As indústrias de produção e venda de veículos reduziram as expectativas sobre o mercado interno e externo para este ano de 2021.

Atingidas por problemas como falta de peças e logística de contêineres, o setor diminuiu em 9% a previsão, feita em julho, para a produção entre 2,13 milhões e 2,22 milhões de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus.

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“Tem muito veículo incompleto em pátios de fábrica, faltando pneu e outras peças”, disse o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes.

Exemplo disso é a fábrica da GM (General Motors) em São José dos Campos, que negocia essa semana a  quarta paralisação da produção na unidade, durante a pandemia.

A Anfavea ainda afirmou que as vendas de veículos novos no Brasil, em setembro deste ano, foram as mais baixas para o mês desde 2005, somando 155,1 mil unidades, uma queda de cerca de 25% sobre os emplacados no ano anterior.

Além da falta de peças, compradores importantes como a vizinha Argentina, estão com a economia interna enfraquecida, fazendo com que as exportações de setembro tivessem queda de 22,5% na comparação anual.

Outro motivo apontado por especialistas para a queda nas vendas de automóveis, é o aumento do preço dos combustíveis em todo país. Exemplo é a gasolina, que acumula alta de 73,4% em 2021, sendo vendida a mais de R$ 6,00 em São José dos Campos.

Uma pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), aponta que o número de motoristas que citam o preço do combustível como motivo para terem diminuído o uso do carro no último ano aumentou de 4% para 35% na cidade de São Paulo. 

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