MOTOR

Fenabrave mostra dados dos primeiros meses do ano e venda de motos é destaque no país

Preferência por motocicletas cresce devido ao aumento de serviços por delivery a alta dos combustíveis

Da Redação
20/05/2022 às 17:38.
Atualizado em 20/05/2022 às 17:38
Venda de motocicletas aumenta em 2022 (Giorgio de Angelis/Pexels)

Venda de motocicletas aumenta em 2022 (Giorgio de Angelis/Pexels)

O mês de abril foi positivo para a venda de automóveis no país, entre os números, motocicletas sofreram uma queda de 2,13% de março para abril deste ano, no entanto, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o resultado do acumulado dos quatro primeiros meses continua positivo.

A venda de motocicletas registrou o melhor desempenho quando somados os resultados dos quatro primeiros meses do ano e a demanda continua alta.

“Apesar do crédito mais restrito em 2022 (aprovação média de 30% das propostas), o segmento tem registrado excelente resultados. Tanto que as vendas diárias foram ainda melhores em abril do que em março deste ano, sendo o melhor mês, em volume total, de emplacamentos de motocicletas em 2022”, explicou Andreta Jr., presidente da Fenabrave.

A Federação detalha que o grande número de vendas de motos tem explicação e apontou dois grandes principais motivadores. O primeiro é o aumento de serviços por delivery e e-commerce (vendas online) – atividade fortemente impulsionadas após a pandemia da Covid-19, e que continuam em alta – e o segundo motivo, formado por motoristas que passaram a optar por motocicletas para fugir do constante aumento no preço dos combustíveis.

Comparando os anos de 2021 e 2022, abril teve um aumento de 13,78% de um ano para o outro. Já no acumulado dos meses de 2021 para 2022, o resultado foi ainda mais expressivo, com um crescimento de vendas de 27,40%.

Sobre o resultado geral de emplacamentos de veículos, Andreta Jr. informou, “Temos notado uma recuperação gradativa nos emplacamentos. Apesar de ainda estarmos em retração, no acumulado do ano, notamos que, no fechamento do primeiro bimestre de 2022, o volume estava cerca de 13% menor se comparado a igual período de 2021. Agora, a retração caiu para pouco mais de 7%, o que sinaliza um movimento de retomada ”.

O presidente da Federação explica que os resultados são para otimismo, pois ainda estão sendo afetados por consequências da pandemia e também por conflitos internacionais.

 “A Ucrânia, que está em guerra com a Rússia, é um importante fornecedor de insumos para a indústria de semicondutores, o que agrava a crise de abastecimento global. Além disso, há problemas com preços de combustíveis no mundo inteiro. Dentro deste cenário, vemos com otimismo sinais de melhora no Setor”.

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