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Mortalidade entre internados cai 11% após avanço da vacinação no Vale do Paraíba

RMVale alcança indicadores importantes na vacinação na última semana, com 48% da população total com a 1ª dose e 16% com a segunda; aplicação precisa aumentar o ritmo

Xandu Alves@xandualves10Publicado em 16/07/2021 às 23:57Atualizado há 22/07/2021 às 12:09
vacinação (Prefeitura de SJC)

vacinação (Prefeitura de SJC)

Avante, vacina!

O Vale do Paraíba completou marcas importantes na última semana com relação à imunização dos moradores contra a pandemia da Covid-19, a doença que mais mata na região desde o ano passado.

Considerando a população acima de 18 anos, a região chegou ao percentual de 63% de pessoas vacinadas com a primeira dose do imunizante anticovid.

O percentual representa dois terço do alcançado pela cidade de Serrana, no interior de São Paulo, que obteve reduções expressivas em casos, internações e mortes pela doença com 90% dos adultos imunizados com a primeira dose.

No Vale, receberam a primeira dose 1,22 milhão de pessoas, de acordo com dados oficiais das prefeituras e do governo estadual, por meio do 'Vacinômetro'. No cômputo geral da população, a marca representa 48% do total, subindo para 63% entre os adultos.

A segunda dose recebeu um reforço há três semanas com a chegada da vacina da Janssen à região, de dose única. Com isso, a parcela da população com a imunização completa saltou para 16% do total dos moradores do Vale e 21% na parcela acima de 18 anos, também um indicador a ser comemorado.

No total, aproximadamente 1,62 milhão de doses das vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas no Vale. A subida crescente desse número é a principal meta do governo estadual e das prefeituras para controlar a pandemia.

"Se cobrir a população com as vacinas domina a pandemia", explicou Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista, professor da USP (Universidade de São Paulo), fundador e primeiro presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e um dos idealizadores do SUS (Sistema Único de Saúde).

De acordo com ele, enquanto o vírus circula há chance do surgimento de variantes que sejam resistentes às vacinas.

"Temos que conseguir vacinar o mundo inteiro, não só eu. Muitos têm tido esse comportamento: 'Eu me vacino e me livro da doença'. Ninguém que se vacine se livrará da doença se todos não se livrarem da doença", completou o especialista a OVALE.

VIDA.

Mesmo que não livre o imunizado de pegar a doença, a vacina tem o mérito de evitar formas graves da doença e reduzir o número de mortes provocadas pelo coronavírus.

E não há nada mais impactante na vida de uma cidade do que crescimento na quantidade de óbitos, como ocorreu na pandemia.

Tomando São José dos Campos como referência, a cidade registra mais de 1.810 vidas perdidas para a pandemia em um ano e quatro meses. Nada se compara a isso.

Até 2019, de acordo com o portal da transparência de Registro Civil, São José mantinha média de 360 mortes por mês, com aproximadamente 4.500 por ano, incluindo todos os tipos de óbitos.

No primeiro ano da pandemia, o total geral de mortes saltou para 4.983, com média de 415 óbitos por mês. Em 2021, em seis meses, já são 3.510 óbitos em São José, média de 585 por mês.

O aumento exponencial se deu com o incremento das mortes por Covid-19. Por isso a necessidade de vacinar, e o mais rápido possível, ao menos toda a população adulta da região, quase 2 milhões de pessoas.

DOSES.

A boa notícia é que a imunização vem ganhando aceleração no último mês, com a chegada de mais doses depois que diversas cidades interromperam a aplicação por falta de vacinas.

Nos últimos 30 dias, o total de pessoas que receberam a segunda dose ou a dose única aumentou 28% no Vale, contra um crescimento de 21% no mês anterior. A primeira dose subiu ainda mais: 65% ante 50%, na mesma comparação.

Esse é o caminho.

Mortalidade entre os internados por Covid-19 cai 11% em julho ante junho

Com o avanço da vacinação na RMVale, a mortalidade entre os internados por Covid-19 caiu 11% em julho na comparação com o mês anterior. Até quinta-feira (15), o atual período acumulava 1.461 internações e 260 mortes, 17,8% de mortalidade entre os hospitalizados. Junho terminou com 805 mortes e 4.018 pessoas internadas, com mortalidade de 20%. Expandindo a comparação para abril, o mês de 2021 com a mais alta letalidade entre os internados, a queda em julho foi de 21,8%. Abril registrou 4.196 internações e 955 mortes, com 22,7% de mortalidade. Ainda comparando julho e abril, a letalidade entre os casos confirmados caiu 17% no período, passando de 2,93% para 2,44%. Com menos mortes, a tendência é a letalidade cair até o final de julho.

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