notícias

Seis Grammys, topo nas principais paradas do mundo e recordes mundiais. Billie Eilish conquistou tudo isso aos dezoito anos. A nova aposta da música brilhou a noite de domingo na cerimônia do Grammy 2020, se tornando a primeira mulher a faturar as categorias principais do prêmio no mesmo ano -- e também a mais jovem. Nova não só na idade, mas também na forma de encarar a indústria da música, a "coroação" de Billie pode significar uma renovação na música. Suas músicas são produzidas apenas por ela e o irmão, Finneas, que também foi reconhecido no Grammy. Seu estilo pouco convencional causa curiosidade questionamentos por parte de quem não consegue entender porque uma garota bonita prefere esconder o corpo. Outros artistas jovens foram destaque do Grammy 2020, um frescor necessário. Lizzo, de 31 anos, foi campeã de indicações e faturou 3 gramofones na noite. Levando uma mensagem de autoaceitação para o palco, Lizzo é um exemplo de rompimento de padrões na indústria musical e também sociedade. A concorrida categoria de "Melhor Álbum Rap" do Grammy 2020, ficou com o rapper Tyler The Creator, de 28 anos. Um disco repleto de referências não só do rap, mas também do rock e do R&B. Lil Nas X, de 20 anos, garantiu dois prêmios com a música "Old Town Road", nas categorias de "Melhor Performance Pop em Dupla e "Melhor VideoClipe", em parceria com Billy Ray Cyrus. Ele se assumiu gay no ano passado, sendo o único artista a fazê-lo enquanto mantinha uma música no top das paradas. As bandas Cage The Elephant e Vampire Weekend foram destaque nas categorias rock e de música alternativa com seus novos discos..  
São José dos Campos vai receber oficialmente o título de Capital da Cultura de 2020. A cerimônia de premiação vai acontecer no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo. O título foi concedido à cidade depois de vencer o edital da Virada SP, realizada em novembro do ano passado. "Entendemos que esse título tem uma simbologia de reconhecimento ao trabalho que fazemos, mas também é um atrativo para mostrar nosso potencial para a cultura, tanto na iniciativa pública ou privada", afirma Aldo Zonzini, presidente da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo). Para receber o evento, São José dos Campos venceu a disputa com outros com 60 municípios com mais de 150 mil habitantes, tornando-se uma das quatro cidades que recebeu o evento em 2019. O edital exigia uma série de requisitos, incluindo uma análise sobre o acesso à cultura na cidade, oferta de cursos e oficinas, espaços culturais descentralizados, entre outros. "Tivemos a maior pontuação entre as cidades que se inscreveram. Inclusive o governo estadual vai utilizar nossa inscrição como referência", completa o presidente. FUTURO. Mesmo em ano eleitoral, em que a legislação exige que algumas atividades culturais sejam vedadas, o presidente afirma que a prefeitura continuará as atividades culturais do ano passado. "Nosso principal fundamento nessa gestão foi contemplar de forma equilibrada todas as áreas da cultura. Neste ano, vamos continuar esse trabalho", disse Zonzini. Ele afirma que as atividades são serão paradas ou descontinuadas. "Tenho sentimento de dever cumprido. Assumi uma área desconhecida, houve resistência ao meu nome, mas hoje estamos sendo reconhecidos", finaliza..  
"Poeta" já é apelido de Ismael desde que tinha 13 anos. Começou a escrever para chamar a atenção das meninas, afinal, não conseguia tocar nenhum instrumento musical. Fez versos, trovadas, dedicando-o às moças cariocas. Ismael Alcacibas, 65 anos, apesar de escrever desde cedo, só foi publicar seu primeiro livro em 1990. Foram 20 anos até o lançamento de sua primeira coletânea de poesias, mas não por falta de vontade. "As editoras me diziam que poesia não dá retorno", conta o Poeta. Mesmo com as recusas, trabalhando dia e noite para se sustentar como professor de História, decidiu "dar a cara à pata". Publicou seu livro de forma independente e montou uma barraca na feira para divulgar seu trabalho. Em 2018, resolveu dedicar-se totalmente à alcunha de Poeta e encontrou seu lugar em São José dos Campos. Aqui, desenvolveu uma maneira de divulgar sua poesia de forma curiosa. Ismael montou um varal de chão para pendurar suas poesias. Depois de vinte anos, resolveu levá-las novamente para as feiras populares. Nelas, leva seu varal e conversa com possíveis leitores como se fossem amigos de longa data. Seu varal chama a atenção pelo colorido e sua figura convidativa é um portal para a leitura. "Me inspirei principalmente na Literatura de Cordel. O varal desperta a curiosidade das pessoas e até das crianças. Foi uma ideia que deu certo, é uma grande experiência". O autor lançou no fim do ano passado seu segundo livro, pela Editora da Galeria, intitulado "O Poeta, O Varal e A Poesia", uma coletânea de suas poesias compartilhadas nas ruas. Para vender o livro, ele criou o "Disk Poesia", serviço de delivery de sua obra. "Se alguém quer o livro, eu levo até a pessoa", conta. Para Ismael, o desejo de levar seus escritos para o maior número de pessoas possível vem de seu idealismo. "A poesia é minha filosofia de vida, sempre foi meu caminho de expressão", completa. Assumir a alcunha de Poeta, no entanto, não é apenas uma forma de mudar o mundo, mas também a ele mesmo. "Apesar de eu ter começado a escrever para as meninas, aquele era o único meio de expressão das minhas angústias, preocupações, era uma forma de desabafar", conta ele. Se ele estivesse esperado uma chance, talvez não tivesse chegado onde está. "Se eu não escrever, eu fico louco!", finaliza..
"O Márcio Leonardo veio na Seroma pra tocar seu violão, seu piano!", dizia uma das músicas de Tim Maia. Márcio Leonardo, agora Leo Maia, sempre mostrou ao pai ao que veio: levar o legado dos Maia na música para o mundo. Com 43 anos e 12 álbuns gravados, Leo Maia aprendeu a tocar violão e piano cedo, com seu pai. Também foi inspirado por Cassiano, Paulinho Guitarra e outros músicos que acompanhavam seu pai nos shows. Ao pegar o violão pela primeira vez, dedilhou acordes da música "Sossego", de seu pai. "É minha lembrança mais alegre, essa é a essência da música", disse Leo em entrevista a OVALE. Atualmente, Leo está em briga judicial com o irmão, Carmelo Maia. Márcio Leonardo foi criado por Tim como seu filho desde cedo, mas nunca o adotou. Dessa forma, Leo não tem possui os diretos autorais da produção de seu pai. Em 2019, teve o show "Tim Maia For Kids" barrado pelo irmão, briga que venceu na Justiça. Por enquanto, Leo não tem planos de continuar o projeto. "Os Maia são complicados", afirmou o músico. Apesar dos problemas com a família, Leo não deixa de relembrar seu pai. Em seus shows, sempre toca sucessos de Tim Maia, sem medo de ser comparado a ele. "Não tenho essa vaidade, canto o que as pessoas querem ouvir. Cantar é minha vida, canto o que as pessoas querem ouvir. Meu objetivo é emocionar as pessoas", disse. Sempre lembrando do pai com carinho, Leo Maia conta que sua fase preferida de Tim Maia é a Racional, ainda que prefira as músicas românticas. "Me identifico porque sou um cantor romântico. Mas a fase Racional foi a mais musical, foi o legado que meu pai deixou no mundo", completa. SHOW. Leo Maia se apresenta no Festival de Verão Cunha Fest nesta sexta-feira, a partir das 22h. Ele fará um show com a banda Ultra Som, criada em 2009 por Sandro Coyado com o intuito de resgatar a musica negra americana como o R&B, Soul e o Funk dos anos 1970. O festival acontece em um palco montado ao lado de Igreja Matriz de Cunha. No sábado e domingo a festa continua com apresentações de Orleans Street Jazz Band, Simoninha e a banda Folk It All. A entrada é gratuita para todos os públicos..  
A série de documentários sobre Ghost Bikes produzida em São José dos Campos terá sua última exibição neste sábado, dia 25 de janeiro, no Centro da Juventude. O projeto foi financiado pelo FMC (Fundo Municipal de Cultura) e conta com uma série de mini documentários sobre ciclistas que foram vítimas do trânsito. Pintadas de branco e estampando o nome de cada vítima, as Ghost Bikes, como são chamadas em todo o mundo, são homenageia pessoas que foram atropeladas enquanto andavam de bicicleta. A série de documentários "Ghost Bikes - Vidas Invisíveis" da diretora Auira Ariak procura fazer um retrato lúdico e emocional das tragédias. Para representar os ciclistas que foram vítimas do trânsito, o documentário mostra de mostra poética uma figura que transita em uma bike branca, deixando uma margarida no local de cada Ghost Bike. O evento começará às 17h e além da exibição, também haverá roda de conversa com Luciano Antão, que atua no Centro da Juventude, é profissional de Saúde (fisioterapeuta) e atleta de ciclismo nas modalidades BMX Freestyle e Downhill. Ele participará da roda de conversa relatando suas experiências de vida por meio da bicicleta e fará demonstração de BMX Freestyle. J Também haverá uma discussão sobre mobilidade urbana com Ana Carolina Nunes, de São Paulo, que é Doutoranda em Administração Pública pela FGV, Mestre em Políticas Públicas-UFABC e Comunicadora Social pela USP. Atualmente é diretora de relacionamento da Cidadeapé - associação de defesa da mobilidade a pé -, além de ser conselheira do tema no Conselho Municipal de Trânsito e Transportes. Também estão programadas atividades culturais como recitação de poemas e cordel sobre o tema..  
São Paulo, a capital da América Latina, vai completar 466 anos neste sábado e para comemorar, OVALE montou um roteiro cultural para você aproveitar a data na cidade. Conhecida pelos seus museus de arte e conhecimento, São Paulo sempre comemora seus anos realizando ações especiais em museus. O MASP, na Avenida Paulista, terá entrada gratuita neste sábado e funciona com horário estendido, das 10h às 22h. Lá, o visitante pode conferir cinco exposições. Para conhecer a história de Sampa de perto, o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) promoverá visitação ao centro histórico da cidade. Nos próximos sábado (25) e domingo (26), o público será convidado a percorrer um trajeto que passa por diversos monumentos tombados para apresentar a história da metrópole. No sábado, serão feitas três caminhadas, com cerca de duas horas de duração, saindo às 10h, 12h e 14h. No domingo, as atividades terão início às 10h e às 14h. O CCBB fica na Rua Álvares Penteado, 112, no centro paulistano. Lá, também é possível ver uma exposição da artista japonesa Chiharu Shiota, chamada "Linhas da Vida". Ela ocupa quatro andares do prédio com desenhos, fotos, vídeos e instalações. No dia 25, o Parque Ibirapuera vai receber a exposição ""Da Vinci Experience e Suas Invenções", com entrada gratuita. A mostra é dividida em quatro núcleos - "Sala das Máquinas", "Área Self", "Realidade Virtual" e "Sala Imersiva" -, que apresentam obras do artista italiano em projeções e realidade virtual. A exposição fica no local até o dia 22 de março. O MIS (Museu da Imagem e Som) de São Paulo também vai abrir suas portas gratuitamente no sábado para a exposição "Musicais no Cinema". Concebida pelo Musée de la Musique - Philharmonie de Paris, a mostra traça um panorama sobre o universo do gênero musical no cinema nacional e internacional, desde os primórdios do cinema musicado até obras recentes, como o premiado La La Land(2016) e Rocketman (2019), cinebiografia de Elton John. Mais de 200 filmes de diferentes partes do mundo estão contemplados na exposição. Em uma das sessões, é possível conhecer mais sobre os longas do taubateano Amácio Mazzaropi com a cantora Elza Soares. Quem adora a cultura japonesa pode se desbravar no bairro Liberdade, conhecido por ter uma das maiores comunidades nipônicas do mundo. Além das atrações já existentes no bairro, como lojas com produtos japoneses, o bairro está recebendo um restaurante especial da personagem Hello Kitty. O cardápio tem comidinhas inspiradas na personagem, além de decoração temática. O aniversário da cidade também terá música, em especial no domingo, com o projeto Toca Raul, no Parque Ibirapuera. O concerto terá a participação da Orquestra Arte Viva, Frejat e Luiza Possi em uma homenagem ao músico Raul Seixas. .