Logo Jornal OVALE

notícias

Crônicas de amores perdidos ou desencontrados e reflexões sobre a vida são tema dos quadrinhos digitais do artista Junior Moreira. As artes são publicadas na página no Facebook "Pinturas pra Ninguém" há quase 3 anos e tem chamado atenção de olhares joseenses por conterem citações à lugares, avenidas e parques da cidade. A página de Junior tem 107.259 seguidores e teve início com uma única pretensão: chamar atenção de uma garota que Junior gostava. "Eu escrevia indiretas para ela e acabei não conquistando-a", ri Junior. Apesar do coração partido, a página decolou quando ele começou a declarar seu amor por uma São José bastante viva em sua alma. Depois de citar avenidas como a Andrômeda, retratar cenários clássicos como a tocha da refinaria que ilumina as noites na zona leste, Junior Moreira ganhou notoriedade principalmente dos moradores da cidade. "Apesar de não falar somente da cidade, os quadrinhos que mais tem compartilhamentos e curtidas são os que citam São José", disse o artista. Junior desenha desde que se lembra, uma influência do seu pai, que também gosta de desenhar. Autodidata, o jovem de 20 anos planeja cursar faculdade de Letras nesse ano, com objetivo de aprimorar sua escrita. Em uma de suas tirinhas, Junior retrata o que chama de "São José dos Tristes", um cenário melancólico e poético, que captou uma das facetas da vida urbana. Junior afirma que tenta retratar em seus quadrinhos uma São José cheia de pluralidades e cultura, com uma geração de talentos gritantes, que muitas vezes, não se contenta com o lugar onde está. "Na maioria das vezes, as pessoas querem algum tipo de inspiração, de reconhecimento, vendo a saída de São José como uma solução para esses anseios. Percebo um povo muito cultural e talentoso, mas que não acredita que expor a cidade, ficar na cidade, falar sobre a cidade, realmente vá render algo", afirma o artista. Junior afirma que tem pretensão de transformar seus quadrinhos em livro e que quer expor em feiras como a Comic Con Experience. "Quero crescer um pouco mais e concretizar isso", finaliza..
Chegando ao seu 50º ano, o Festival de Inverno de Campos de Jordão promete ter sua maior e melhor edição. De acordo com o secretário de Cultura e Economia Criativa do governo estadual, a data histórica será comemorada com uma edição mais democrática. "Teremos oficinas e workshops abertos ao público, principalmente para crianças", afirmou Sérgio Sá Leitão a OVALE. De acordo com ele, a Praça do Capivari será um grande 'epicentro' cultural durante os dias de festival, que será realizado de 30 de junho a 29 de julho. "Estamos preparando uma programação de altíssimo nível, para que este seja o melhor e maior ano do festival", afirmou o secretário. Segundo ele, as duas principais frentes do festival serão a fusão entre música clássica e popular e a música erudita no cinema. Além dos concertos, haverá uma programação de 12 horas de vivências, palestras e workshops abertos para o público. No ano passado, o festival recebeu 630 mil visitantes. "Todos os que nos visitam no mês são impactados pelo festival, afirmou o prefeito de Campos de Jordão, Fred Guidone (PSDB). Estão programados cerca de 90 concertos. Entre as atrações confirmadas até o momento, está a participação do do pianista Nelson Freire. "Teremos alguns dos principais solistas brasileiros", afirma o secretário Leitão. O maestro nicaraguense Giancarlo Guerrero, vencedor de 5 prêmios Grammy também participará do festival, além da regente norte-americana Marin Alsop, que estará mais uma vez à frente da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo). "Além da edição de 50 anos, o Festival celebra também o centenário de nascimento do maestro Claudio Santoro e os 40 anos da inauguração do Auditório que leva o seu nome", disse o prefeito Fred Guidoni (PSDB). CUSTOS. No ano passado, o evento teve um custo de R$ 3 milhões, sendo 100% advindo de patrocínio privado. De acordo com o secretário, a intenção é que isso se repita neste ano. "Estamos buscando a captação privada e já temos alguns patroninadores", ressalta. Para ele, a importância do evento precisa atrair tanto os amantes de música erudita, quanto os que não a conhecem. "Teremos uma programação bem atraente, mesmo aquele que não é afeito à música clássica. É fundamental que o festival se renove a cada ano", finalizou o secretário..  
Há 52 anos, o grupo carioca MPB4 subia aos palcos para cantar o sucesso "Roda Viva" ao lado de Chico Buarque. A roda virou tão rápido que, no ano seguinte, os tempos de glória ao lado do parceiro compositor foram pausados pela ditadura militar. Chico precisou se exilar na Itália e seus companheiros quase desistiram da carreira. "A gente foi bem perseguido. Tudo tinha que ser negociado com os censores. A gente preparava um repertório, mostrava para o governo, e quando começávamos a tocar, o show era barrado na íntegra, na hora do nosso ganha pão", relembra Miltinho, segunda voz do quarteto, em entrevista a OVALE. Todas as músicas que foram censuradas nos tempos da ditadura militar serão tocadas em show que acontece no próximo sábado (25), no Sesc São José dos Campos. Algumas músicas ainda conseguiam escapar da censura e chegar aos ouvidos do público, com letras adaptadas. "Nós fazíamos todos os truques possíveis. Nossos shows ficavam lotados e o público sempre sabia do que estavamos falando. Chegava a ser engraçado, não fossem os momentos tristes", conta Miltinho. Ao lado de seus companheiros, Miltinho ressalta que o MPB4 tem como objetivo ressaltar a mensagem de que a censura nunca mais deve existir no Brasil. "Realmente há pessoas que defendem a volta da ditadura, mas toda a sociedade está em alerta. Nós vimos isso nessa semana", afirmou Miltinho, referindo-se às manifestações contra os cortes no orçamento do Ministério da Educação. SERVIÇO. O show do MPB4 acontece no próximo sábado (25), 20h no Sesc São José, com ingressos que vão de R$ 9 a R$ 30..
Um livro de poesias financiado pelo FMC (Fundo Municipal de Cultura) de São José dos Campos foi retirado de circulação das bibliotecas da cidade por conter xingamentos ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Com frases como "*** no ** do Bolsonaro", além de críticas à ditadura militar e à bancada evangélica, o livro "Beirage" foi publicado pelo escritor joseense George Furlan no início de 2019. O projeto aprovado pelo FMC custou R$ 20 mil. O livro teve tiragem de 5 mil exemplares, que foram distribuídos em bibliotecas municipais. Eles também seriam tema de atividades pedagógicas na educação de jovens e adultos. Contudo, o livro será retirado de circulação das bibliotecas após avaliação da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo). Entre os 70 poemas publicados, dois provocaram críticas de membros do PSL e de vereadores da Câmara de São José por conter palavrões e opiniões contrárias ao presidente, além de falar posicionamentos contra a "bancada da bala", "bancada agropecuária", militares e a polícia. A deputada Letícia Aguiar (PSL) se posicionou contra a aprovação do projeto no FMC. "Não concordo que dinheiro público seja investido nesse tipo de literatura, com textos obscenos. Se quiser fazer com iniciativa privada, ele pode garantir a liberdade dele", afirmou.  Letícia Aguiar ainda afirmou que a situação está sendo avaliada pelo departamento jurídico de seu gabinete. "Estamos estudando que providências podem ser tomadas para que esse recurso volte aos cofres públicos", disse. A deputada também afirmou que enviou os textos à assessoria política do presidente Jair Bolsonaro.  A FCCR afirmou que quando o projeto foi aprovado, foi encaminhado apenas com o título e a sinopse. " O conteúdo final da obra chegou ao conhecimento da FCCR somente após a publicação do livro". A instituição afirmou que o fato deixará de ocorrer, já nos próximos editais os proponentes terão que entregar o texto antecipadamente, com a denominação de publicação de obra inédita em literatura. O autor do livro, George Furlan, afirmou que sua obra é "um manifesto, um livro de poemas que trata de diversos assuntos de seu tempo, através de poemas em diversos formato". Após a publicação do livro nas redes sociais de membros do PSL, o escritor tem recebido mensagens de ofensas em seu perfil pessoal. "Não há criação sem ideologia, não há arte sem ideologia, não há ensino sem ideologia, não há gente sem ideologia", disse o escritor. Ele também afirma que em nenhum momento o edital do FMC proíbe manifestações políticas. "O livro tem propósito. Sobre o que disseram de "ofensa" ao Bolsonaro, o que diriam dele ter chamado os manifestantes de 'imbecis úteis'?", afirmou o escritor, referindo-se a afirmação do presidente sobre as manifestações contra os cortes no Ministério da Educação.  Confira a nota da FCCR na íntegra: "A Fundação Cultural Cassiano Ricardo esclarece que os projetos do Fundo Municipal de Cultura (FMC) são analisados e pontuados por uma Comissão de Seleção Externa, cujos membros são indicados pelo Conselho Gestor, que gerencia os projetos de maneira independente e autônoma. Essa comissão faz a análise artístico-cultural e documental, promovendo uma ordem classificatória dos projetos apresentados, que serão viabilizados. O Conselho Gestor é responsável pela elaboração dos editais, fiscalização e homologação dos resultados. No caso do livro de George Furlan, o projeto atendeu ao edital na linha artística de criação e publicação literária, sendo encaminhado para análise da Comissão sem o texto, apenas com o título e a sinopse que demonstrava tratar-se de uma obra voltada às observações sociais da atualidade. Diante desse contexto, a proposta literária foi aprovada. O conteúdo final da obra chegou ao conhecimento da Fundação Cultural Cassiano somente após a publicação do livro. Nos próximos editais esse fato deixará de ocorrer porque constará que o proponente deverá entregar, antecipadamente, o respectivo texto, com a denominação de publicação de obra inédita em literatura. O edital não prevê regra expressa que imponha uma conduta ao autor, o impedindo de se manifestar politicamente. No entanto, o autor é responsável por aquilo que escreve, arcando com as responsabilidades quando extrapola as regras da legalidade, por exemplo, quando atinge a honra ou calúnia alguém. Diante dos fatos constatados na publicação, não haverá distribuição dos livros nas escolas públicas e bibliotecas municipais".
Não é segredo que incrementar a rotina de leitura das crianças com livros que não fazem parte só do âmbito escolar é o caminho para uma boa educação. Contudo, escolher livros de qualidade para as crianças pode ser uma tarefa árdua para pais em uma rotina pesada de trabalho. O ator Otávio de Souza tem dois filhos pequenos e, apesar de trabalhar com contação de histórias, admite que é difícil selecionar um conteúdo de qualidade para suas crianças. "Hoje, meu filho passa mais tempo no YouTube do que eu e tem acesso a muitas propagandas, por exemplo. É difícil fazer essa curadoria com tanto conteúdo livre no ar", afirma Souza. Para não perder os filhos para a internet e suas maravilhas, escritores e amantes da literatura infantil encontram maneiras de facilitar o acesso à obras de qualidade. O Clube Quindim é uma dessas soluções. A partir de valores mensais, pais podem receber em suas casas livros infantis selecionados por escritores como Ziraldo e Walcyr Carrasco. "O Quindim propõe fazer a seleção para aproximar pais e filhos não como uma obrigação, mas como algo prazeroso", disse Renata Nakano, diretora do projeto. Além de outros clubes de assinatura pagos, o projeto "Leia Para Uma Criança", do banco Itaú, disponibiliza uma seleção de livros infantis gratuitamente que são enviados por correio ou podem ser lidos por meio de um aplicativo de celular. NO CELULAR. Rodrigo Vieira teve abusar de dua criatividade quando sua filha pediu para que ele contasse uma nova historinha. Com todos os livros da estante já lidos, ele inventou uma nova história para que a filha pudesse cair no sono. Como a ideia deu certo, ele e sua esposa Vivian criaram perfil no Instagram chamado "Historinhas pra contar" para compartilhar histórias inéditas para outros pais. "O objetivo era resolver nosso problema e acabamos ajudando muitos pais e mães na mesma situação. ", contou Vieira..