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O Ministério da Saúde divulgou uma nova atualização hoje (29) dos dados sobre o novo coronavírus (covid-19), no Brasil. O número de mortes chegou a 136, 22 a mais do que o número anunciado pela pasta nesse sábado (28), quando foram registrados 114 óbitos. São Paulo concentra 98 do total de mortes, seguido por Rio de Janeiro (17), Ceará (cinco) e Pernambuco (cinco), Paraná (dois), Rio Grande do Sul (dois), Santa Catarina (um), Goiás (um), Distrito Federal (um), Rio Grande do Norte (um), Piauí (um) e Amazonas (um). Com 22 novas mortes, foi o maior resultado diário registrado desde o início, juntamente com o de ontem, que teve o mesmo número. Em relação ao perfil das pessoas que morreram, 39,2% eram mulheres e 60,8%, homens. Mantendo o padrão identificado ao longo da semana, 90% tinham mais de 60 anos e as doenças crônicas mais associadas foram cardiopatias, diabetes, pneumopatia e condições neurológicas. Os casos confirmados da doença aumentaram de 3.904 para 4.256. O resultado de mais 352 pessoas infectadas marcou um crescimento de 9% em relação ao total de ontem. O total, contudo, foi menor do que o registrado em dias anteriores, quando os novos casos ficaram entre 482 e 502. Em entrevistas à imprensa, durante a semana, a equipe do Ministério da Saúde afirmou que era esperado um crescimento diário de até 33%. Em comparação com o início da semana, quando havia 1.891 casos, o total representa uma ampliação de 225%. Os estados com mais casos foram São Paulo (1.406), Rio de Janeiro (558), Ceará (314), Distrito Federal (260) e Minas Gerais (205). A menor incidência está em estados da Região Norte, como Amapá (quatro), Rondônia (seis), Tocantins (nove) e Amazonas (14). O índice de letalidade, que começou a semana abaixo de 2%, atingiu 3,2% com o balanço de hoje. Na distribuição por estados, os mais altos são em São Paulo (6,8%), Pernambuco (6,8%), Rio de Janeiro (2,4%), Goiás (1,7%) e Rio Grande do Norte (1,5%). O número de hospitalizações em razão do novo coronavírus chegou a 625. Em todo o mundo, o painel de monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS) registra hoje 638. 461 mil casos e 30.105 mil óbitos, em 202 países. Os Estados Unidos são o país com mais casos confirmados (103.321), seguidos por Itália (94.472), China (82.356), Espanha (72.248) e Alemanha (52.547).
Após fazer um tour pelas ruas de cidades do Distrito Federal, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a se colocar contra o isolamento social como medida essencial contra o novo coronavírus na tarde deste domingo (29). No sábado (28), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu a importância de que todos fiquem em casa. Para jornalistas, o presidente afirmou que não dá para negar que o vírus é um problema a ser enfrentado, mas que o emprego é essencial. "Essa é uma realidade, o vírus tá aí. Vamos ter que enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, porra. Não como um moleque. Vamos enfrentar o vírus com a realidade. É a vida. Tomos nós iremos morrer um dia. Queremos poupar a vida? Queremos, na parte da economia, o Paulo Guedes tá gastando dezenas de bilhões de reais, que é do Orçamento, que é dinheiro do povo, se bem que nem dinheiro é. Pegamos autorização do Congresso para estourar o teto, que vai ser paga essa conta lá na frente", afirmou. Questionado sobre o passeio que provocou aglomerações, o presidente disse que esse era o trabalho dele, sair para conhecer as necessidades do povo. Ele voltou a dizer que é contra o total isolamento, pois a população teria sustento próprio prejudicado. Ao mesmo tempo, ele lembrou a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados que prevê auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais. "Temos um problema mais sério no momento. Essas pessoas informais, que nunca tiveram voz em lugar nenhum. Tiveram agora que arranjar R$ 600 para eles", disse. ISOLAMENTO. O posicionamento do presidente contraria as recomendações das autoridades de saúde de todo o mundo. Após provocar aglomerações, ele disse que não avisou previamente seus simpatizantes sobre o passeio. "Eu não marquei nada em lugar nenhum. Foi tudo de forma inopinada. Vamos lá. Entra aqui, para aqui, já tava o povo lá dentro. Eu não juntei ninguém. 'Ah, junta aí, vamos fazer um oba-oba'. Nada disso. Fui reconhecido", continuou.
A Igreja da Cidade de São José dos Campos faz, a partir deste domingo (29), uma campanha para arrecadar alimentos e produtos de higiene pessoal que serão doados para famílias que passam por dificuldades. Cestas básicas também serão aceitas. Batizada de “Drive-thru Solidário”, a campanha funciona todos os dias da semana, das 8h às 17h, no Campus Betânia, na avenida Francisco José Longo, 1195, na região central de São Jose. A arrecadação segue até 12 de abril. A ação segue todos os cuidados com o coronavírus e quem quiser doar não precisa sair do próprio carro. “Recolhemos as doações e depois repassaremos a 150 família que atendemos, das regiões sul e leste, e instituições carentes que necessitem, não necessariamente evangélicas, como orfanatos, abrigos e clínicas de recuperação”, disse Silk Pompeu, líder do Campus Betânia e da campanha. A lista de produtos inclui água sanitária, pó de café e óleo, entre os considerados urgentes. E mais pasta de dente, detergente e farinha de trigo. Segundo Pompeu, as famílias também receberão o que eles chamam de “Kit Ternura” para crianças, com bíblia, massinha, caderno e livro para colorir. Filhos de profissionais da saúde irão receber o mesmo kit. VACINAÇÃO Nesta segunda-feira (30), o Campus Betânia da Igreja da Cidade de São José terá um ‘drive-thru’ para a vacinação contra a gripe (Influenza), para pessoas com mais de 60 anos e profissionais da saúde.
A Prefeitura de São José dos Campos informou neste domingo (29) que o tráfego no Arco da Inovação, a ponte estaiada em construção na região oeste, não será liberado no dia 30 de março. Em nota, o governo informou que os trabalhos continuam e a liberação da obra está prevista para a data máxima de encerramento do contrato, no dia 22 de abril. O motivo do atraso é o avanço da pandemia do coronavírus, que provocou alterações da escala de trabalho da construtora Queiroz Galvão, segundo a prefeitura, com “redução significativa de sua equipe de colaboradores”. “A empresa afastou as pessoas acima de 60 anos e do grupo de risco para garantir a saúde de seus colaboradores, impossibilitando a conclusão na data prevista”, diz a nota. A obra acumula prorrogações desde que começou oficialmente, em 2 de julho de 2018. O cronograma inicial previa que a ponte fosse concluída em 2 de setembro de 2019. A prefeitura disse ainda que os testes técnicos de carga no viaduto foram concluídos e estão aprovados pela empresa. A obra está com 97% de execução realizada, faltando concluir juntas de dilatação e adequações. Também estão sendo executados os serviços de acabamento. “Em seguida, a empresa responsável finalizará os trabalhos, com a limpeza da obra e desmobilização do canteiro. Toda a iluminação já foi instalada com lâmpadas e refletores LED”, disse a prefeitura. “Com relação aos serviços da Secretaria de Mobilidade Urbana, já foi marcada a sinalização horizontal da obra. A secretaria implantou 90% do sistema semafórico no complexo e aguarda a desmobilização [da construtora] na pista para realizar o recapeamento”, completou. VIA CAMBUÍ. Na obra da Via Cambuí, o governo Felicio Ramuth (PSDB) manteve a data prevista para liberar o tráfego na extensão completa da nova via, em 31 de março. Dos 8,6 quilômetros de extensão, 3,5 quilômetros já foram liberados.