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Procuradores do Ministério Público de São paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul instauraram procedimento para acompanhar o planejamento de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. O MPF quer saber quais imunizantes serão utilizados, critérios e as motivações de escolha. Nesta segunda-feira, foram enviados pedidos de esclarecimento para o Ministério da Saúde sobre quais as medidas estão sendo tomadas para implementar o acordo com o Instituto Butantan, parceiro da chinesa Sinovac na pesquisa da vacina Coronavac. O MPF questiona ainda os motivos de o Ministério da Saúde considerar no calendário de vacinação apenas a vacina que está sendo desenvolvida pela universidade de Oxford. Também foram pedidas explicações à  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre quais os critérios científicos de escolha e aprovação das vacinas e qual a estimativa de término de testes de cada uma delas. Os pedidos têm como base a informação do Instituto Butantan, de que estaria sendo retardada autorização para importação de matéria-prima da Sinovac, o que dificultaria a fabricação da Coronavac no Brasil. O MPF pediu ainda informações ao Instituto Butantan e à Secretaria de Saúde de São Paulo para que apresentem os termos de acordo com o Ministério da Saúde. Inicialmente, havia informação que o Ministério compraria 46 milhões de doses da Coronavac. Os procuradores querem saber se houve alteração no planejamento, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro afirmou nas redes sociais que a vacina não seria adquirida. Todos os órgãos têm 15 dias para apresentar as informações. Mesmo sem que os estudos tenham terminado e que a Coronavac tenha recebido aprovação da Anvisa, a vacina desenvolvida em parceria com a empresa chinesa se transformou em polêmica. Um dia depois de o governador João Doria  divulgar a compra de 46 milhões de doses pelo Ministério da Saúde, Bolsonaro disse que a vacina não seria compradae chamou a vacina de "vacina chinesa de João Doria", seu rival político. Nenhuma das vacinas que estão sendo testadas no Brasil recebeu ainda a aprovação da Anvisa.
A desembargadora Ana Liarte, do Tribunal de Justiça de São Paulo, acolheu em parte recurso do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e reverteu decisão judicial que bloqueava R$ 29,4 milhões em bens do político. Doria responde a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público (MP) paulista sob a suspeita de ter cometido improbidade administrativa quando prefeito de São Paulo. Em 2018, Doria foi acusado pela Promotoria de ter feito autopromoção por meio de propaganda do programa "Asfalto Novo" e causado prejuízo de R$ 29 milhões aos cofres públicos. O MP diz que o montante gasto com publicidade foi desproporcional e tinha o objetivo de "apenas alavancar" a campanha do tucano ao governo de São Paulo. Na última segunda, o juiz Randolfo Ferraz de Campos concedeu uma liminar (decisão provisória) que bloqueava R$ 29,4 milhões em bens em nome de Doria, como valores em contas bancárias, carros e imóveis. O governador recorreu da sentença. Em sua decisão, a desembargadora Liarte diz que os indícios apresentados pelo MP nos autos não embasam o que a magistrada chama de "graves alegações". "Qualquer programa público prevê o dispêndio de verba com publicidade informativa. Aliás, é dever constitucional do gestor público informar a população, sendo vedada promoção pessoal na publicidade institucional. A questão posta nos autos é tênue", diz a magistrada no texto que reverteu o bloqueio dos bens de Doria. Segundo ela, ainda é preciso analisar com profundidade as provas para "se avaliar se os gastos [em publicidade] ora impugnados trataram de efetiva publicidade institucional ou configuraram abuso do administrador público que causou efetivo prejuízo ao erário." A defesa de João Doria diz que "lamenta que a citada ação civil pública, que encontrava-se sem movimento desde julho de 2019, tenha sido retomada agora, curiosamente às vésperas das eleições municipais, e seja utilizada como arma para ataques infundados contra Doria".
Ex-integrante do governo Izaias Santana (PSDB), o Prof. Will Mendes (PV) vai às urnas pela Prefeitura de Jacareí com um plano de governo que inclui a construção de um hospital municipal, o retorno da UPA infantil para a região central, ensino bilíngue na rede municipal e a proposta de facilitar a abertura de empresas para auxiliar a economia no período pós-pandemia. A conversa integra o 'OVALE Entrevista: Especial Eleições', quadro em que todos os candidatos às prefeituras de São José dos Campos, Taubaté e Jacareí apresentam seus planos de governo para as respectivas cidades, tendo em vista a chegada do pleito eleitoral. Em Jacareí, a votação é única e acontece no dia 15 de novembro. "Quero ser o prefeito da conciliação, quero ser o prefeito que vai conversar, que vai brigar por você e não brigar com você. Acho que o diálogo é a melhor que a gente tem para poder entender os desafios e os problemas da cidade. Eu venho rodando a cidade por mais de 30 dias conversando com as pessoas e o meu propósito é de continuar fazendo isso pelos próximos quatro anos, porque não existe fiscal melhor do que o próprio cidadão", afirmou. Todas as entrevistas podem ser conferidas também nas redes sociais de OVALE. Confira cronograma: 13/10: Adilson dos Santos (PSTU) 14/10: Fernando da Ótica (Republicanos) 15/10: Professora Suzete (PSOL) 16/10: Prof. Claudio Leonetti (PMB) 19/10: Sergio Coutinho (Patriota) 20/10: Marco Aurélio (PT) 21/10: Izaias Santana (PSDB) 22/10: Fernando Cappelli (PSL) 23/10: Arildo Batista (PTB) 26/10: Will Mendes (PV) 27/10: Mauricio Haka (PRTB)