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Um dia após o anúncio de flexibilização e retomada das atividades econômicas, a RMVale ultrapassou a barreira dos 2.000 casos do novo coronavírus. Ao todo, a região também já concentra 81 mortes confirmadas e outras 27 suspeitas. Os dados são de levantamento diário feito por OVALE com base nos boletins epidemiológicos divulgados pelas 39 cidades da região, e mostram que o Vale atingiu 2.058 casos. Quem lidera o número de casos é São José dos Campos, com 794 diagnósticos positivo e outros 789 casos ainda em apuração. Já são 34 mortes no município, que, nesta quinta-feira, viu o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) anunciar as regras para flexibilização do comércio. A lista segue com São Sebastião (344), Jacareí (165), Caraguatatuba (155) e Taubaté (129). Das 39 cidades da região, apenas cinco não possuem casos positivos da doença. Já entre as mortes confirmadas, além das 34 em São José, são 11 em Jacareí; seis em Caraguá; quatro cada em Taubaté, Lorena e São Sebastião; três em Pindamonhangaba e Santo Antônio do Pinhal; duas em Cruzeiro; e uma cada em Caçapava, Ubatuba, Campos do Jordão, Ilhabela, Santa Branca, São Luiz do Paraitinga e Jambeiro. A RMVale está na chamada fase dois do planejamento do governo do Estado para reabertura das atividades comerciais. A partir da próxima segunda-feira, 1º de junho, poderão funcionar atividades imobiliárias, concessionárias, escritórios e o comércio em geral, incluindo shopping centers, com normas específicas.
Após os últimos atritos entre Jair Bolsonaro e o STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente da República - com o reforço de figuras nebulosas do seu entorno - voltou a flertar com medidas autoritárias e o rompimento com a democracia. Em live nessa quinta-feira, Bolsonaro de uma indireta, ao dizer que não quer "brigar com poder nenhum, mas a recíproca tem de ser verdadeira" - ele falava sobre a consulta do ministro Celso de Mello, do STF, à PGR (Procuradoria-Geral da República) acerca da possibilidade de confisco do celular presidencial. Já Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente, não foi tão comedido. Foi direto. Na quarta-feira, disse que vê "momento de ruptura" e afirmou que "quando chegar ao ponto em que o presidente não tiver mais saída e for necessária uma medida enérgica, ele é que será taxado como ditador". Nessa quinta-feira, Eduardo foi além. Propôs o uso das Forças Armadas para "restabelecer harmonia de Poderes". "Eles [Forças Armadas] vêm, põem um pano quente, zeram o jogo e, depois, volta o jogo democrático. É simplesmente isso". Foi com essa 'desculpa' que os militares deram o golpe em 1964. E a história mostra: o que era para ser uma intervenção rápida se transformou em 21 anos de ditadura, com cassação de direitos, supressão de liberdades individuais e perseguição, com tortura e morte, de quem ousasse pensar diferente. A nova ameaça de ruptura democrática foi a forma encontrada pelo clã Bolsonaro e seus asseclas para reagir à operação da Polícia Federal, autorizada pelo STF, que fechou o cerco contra aliados do presidente suspeitos de comandar uma rede de disseminação de notícias falsas. A resposta do núcleo mais próximo ao presidente mostra que existe grande temor do que poderá vir à tona com a investigação. Como tudo que envolve a família Bolsonaro, é difícil saber se a ameaça de rompimento da democracia é verdadeira ou apenas um jogo de cena, para agradar o eleitorado mais fiel. É nesse grupo, que representa um terço do eleitorado brasileiro (33%, segundo a última pesquisa Datafolha), que o presidente se escora para convencer o Centrão que ele ainda tem condições políticas de continuar no cargo. Outra prova de que Bolsonaro está acuado, desesperado, foi a declaração dada nessa quinta-feira a respeito do procurador-geral da República, Augusto Aras. O presidente afirmou que Aras é um nome forte que pode ser indicado por ele para disputar uma possível terceira vaga no STF. Um aceno para lá de suspeito ao homem que é responsável por investigações com potencial de atingir em cheio o chefe do Executivo. Nesse ponto, vale lembrar que Aras foi escolhido para a PGR após Bolsonaro desprezar a lista tríplice e tem adotado posicionamentos favoráveis ao presidente. Apenas nessa semana, ele pediu a suspensão do inquérito das fake news e criticou a ordem do ministro Alexandre de Moraes sobre a operação contra aliados bolsonaristas. Verdade ou bravata, tanto faz. O fato é que as ameaças de Bolsonaro contra a democracia não podem ser toleradas. Por enquanto, a bola está com o STF. Espera-se que o Supremo adote postura firme contra os arroubos autoritários do clã. Mas essa guerra não cabe apenas ao Supremo. Qualquer 'medida enérgica' contra a democracia deve ser repelida com outra medida igualmente enérgica. Bolsonaro segue a mostrar, dia após dia, que é uma ameaça ao Brasil.
Vai ser às 20 horas de hoje, no instagram da @grandcruvinhos – que tem uma de suas lojas em São José dos Campos – a Live com o sommelier Massimo Leoncini que promete um interessante bate-papo com os interessados e seguidores sobre os mitos e verdades sobre o teor de açúcar no vinho e a classificação do semi-seco. Serão degustados os Ricossa Barbera d'Asti DOCG 2020 e Escorihuela Gascón Cabernet Salvignon 2018 – que podem ser solicitados na loja de São José pelo WhatsAap (11) 982086958 – e acompanhar degustando. Alda Nilma de Miranda Poesia digital Nascida em Jacareí e tendo oportunidade de estudar em São José dos Campos a escritora e publicitária Alda Nilma de Miranda acaba de lançar uma versão digital especial e pode ser baixada gratuitamente, visando espalhar cultura e encantamento nesses tempos de isolamento social. Trata-se do livro “Maria Curiosa” que apresenta a poesia para as crianças de uma forma lúdica. "A ideia é espalhar poesia para crianças Brasil afora. Num momento em que o mundo atravessa uma fase difícil de isolamento e distanciamento, a intenção é buscar com que a poesia nos aproxime aos bons pensamentos e à redescoberta das inspirações do cotidiano. O mundo precisa de delicadezas", afirma Alda Nilma de Miranda. Ciente da importância de levar aos pequeninos conteúdos positivos e criativos, a autora busca, nesta edição especial da obra inédita, engajar crianças e adultos numa leitura divertida e recheada de alegria. E completa, "Estávamos preparando o lançamento da edição impressa do livro quando fomos surpreendidos pela pandemia. Decidimos então mudar o formato e promover a estreia dessa divertida obra em uma versão especial em formato digital para distribuição gratuita", conta. Ela explica que esta edição exclusiva será disseminada com ajuda de amigos que abraçaram a iniciativa, pessoas que acreditam na importância do livro infantil como ferramenta transformadora e fomentadora na cultura da paz. Nesta história cheia de encantamento, a menina Maria resolve entender o que é poesia. As perguntas não param e são construídas a partir de elementos e curiosidades que integram o universo das crianças. E acrescenta que houve todo um cuidado inclusive na escolha da imagem do beija-flor, Colibri serrirostris, conhecido como beija-flor-de-orelha-violeta ou beija-flor-cantador, que é uma espécie brasileira. As fotografias desta "personagem" de asas foram cedidas pelo fotógrafo de natureza Jarbas Mattos Alda também é autora da série “Tem planta que virou bicho”, em parceria com o fotógrafo Cacio Murilo, obra que ganhou destaque por sua abordagem lúdica à alimentação saudável e de “Um reino sem dengue”, livro que se desdobrou em peça de teatro levada a centenas de escolas do país. Em parceria com Ligia Miranda, Alda é também coautora da série “O gigante”, que apresenta o Mindfulness às crianças de forma lúdica. Como escritora, Alda tem um forte compromisso com a Cultura da Paz e participa de eventos literários e realiza palestras, tendo sido já homenageada pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo com o Colar do Centenário por sua importante contribuição à literatura infantil. Link para download gratuito do livro: http://www.beeart.com.br/Maria-Curiosa-de-Poesia-edicao-especial-2020 Capa do livrio Maria Curiosa ENTITY_sharp_ENTITYLiveDaPriEmCasa Sala Vip A #LiveDaPriEmCasa, apresentada por Priscilla Coutto, de São José dos Campos, teve a sua edição mais recente realizada no último dia 15 e contou com presenças especias. Participaram virtualmente da Live o artista Jair Oliveira (filho do também cantor Jair Rodrigues), com quem Priscilla dividiu o palco cantando a música “Tiro Onda” (composta por Jair Oliveira) e a esposa, a atriz Tania Khalill (das novelas “Caminho das Índias”, “Cobras e Lagartos”, “Senhora do Destino” e "Fina Estampa"); o ator Leonardo Miggiorin (da minissérie “Presença de Anita” e das novelas “Mulheres Apaixonadas" e “Viver a Vida”); a jornalista Ana Paula Torquetti; o apresentador Vinícius Valverde; a ex-nadadora olímpica, multimedalhista, empresária e atual Secretária Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis) do Governo Federal, Fabíola Molina e a amiga e empresária Alessandra Lia. Todos enviaram pedidos musicais por meio de vídeos, que foram atendidos ao vivo pela artista. "Fiquei muito feliz com a participação de pessoas tão queridas e as quais eu admiro muito", comentou ela. Para participar do projeto “Vidas em Música”, que conta com o apoio da Fabíola Molina Store (que cedeu 500 máscaras de tecido, confeccionadas pela loja, para a campanha) e a parceria de Gilmara Gomes, que vem coordenando a confecção de máscaras de tecido com o trabalho de costureiras voluntárias, basta somente entrar em contato com a produção da Priscilla Coutto. É possível ainda, contribuir com a ação solidária doando alimentos para receber, em troca, máscaras de tecido. "É gratificante saber que já ajudamos muitas famílias, podemos contar com o engajamento de voluntários e o envolvimento de muitas pessoas nessa corrente do bem", comentou Priscilla Coutto. ENTITY_sharp_ENTITYLiveDaPriEmCasa ENTITY_sharp_ENTITYLiveDaPriEmCasa
O Sindicato dos Servidores de São José dos Campos ajuizou uma ação para pedir a revogação do trecho de um decreto do prefeito Felicio Ramuth (PSDB) que determinou a volta dos professores às escolas municipais a partir de 3 de junho. Na ação, a entidade cita que a cidade tinha 616 casos e 31 mortes até o dia 23 de maio (cinco dias depois, dia 28, já são 794 casos e 34 mortes) e que a medida irá expor os profissionais ao risco de contágio, tanto nas escolas quanto no caminho até as unidades. O sindicato alega que “o município enfrenta um aumento assustador do número de infectados” e que, como “os alunos continuam sem aulas”, o ideal seria que os professores desempenhassem suas atividades por meio de “trabalho remoto”. Por isso, na ação, o sindicato pede que os professores sejam “colocados em regime de trabalho remoto enquanto não ocorrer o retorno dos alunos as escolas”. A ação foi protocolada na terça-feira (26). Na quarta (27), a juíza Laís Helena de Carvalho Scamilla Jardim, da 2ª Vara da Fazenda Pública, deu prazo de três dias para a prefeitura se manifestar. Depois disso, o Ministério Público será ouvido. E, na sequência, o pedido do sindicato será analisado. OUTRO LADO. O retorno dos 2.242 professores efetivos às escolas estava previsto para o dia 22 de maio, mas acabou adiado para o dia 3 de junho após o governo Felicio antecipar os feriados previstos no calendário escolar. Questionada a respeito da ação do sindicato, a gestão tucana informou que “irá prestar todos os esclarecimentos à justiça”. A prefeitura argumentou ainda que adotou “medidas de prevenção” para “preservar os servidores e evitar a propagação do vírus”, como: uso de salas separadas pelos docentes; uso obrigatório de máscara; orientações de higiene; trabalho remoto para o HTC (Horário de Trabalho Coletivo) e para as horas atividades; uso de todos os espaços das escolas a fim de evitar aglomeração. A prefeitura alegou que, no máximo, haverá 28 profissionais por período nas escolas. “As escolas municipais dispõem de espaços amplos e arejados”, o “que oportunizará o distanciamento desses profissionais”, alegou o município. TRABALHO PRESENCIAL. Sobre a possibilidade de deixar todos os professores em trabalho remoto, o governo Felicio alegou que, “com o retorno do ano letivo, as atividades passarão a ser elaboradas pelos professores de cada unidade escolar de acordo com a realidade de cada escola e os alunos terão a obrigatoriedade de realizá-las”. E que, “considerando a obrigatoriedade da realização das atividades e o caráter letivo do cumprimento dessa demanda, faz-se extremamente necessário garantir nesse momento, entre outras demandas, o monitoramento dos registros de acesso/execução/acompanhamento das atividades dos alunos, realizados pelos professores e a elaboração de documentação para contabilizar as atividades não presenciais como carga horária”. Segundo a prefeitura, “a execução dessas diretrizes só será possível com”: a presença de servidores do magistério nas escolas “para garantir o recebimento e monitoramento da realização das atividades por todos os alunos matriculados”; “a garantia de condições de trabalho aos docentes com acesso à internet, computadores, câmeras, máquina de reprodução de cópias, telefone para o planejamento e elaboração das atividades sem custo pessoal”; “otimização dos recursos públicos já existentes (tecnológicos e infraestrutura) para a elaboração, desenvolvimento e acompanhamento das atividades não presencias”; e “suporte técnico pedagógico da equipe gestora, da coordenadoria pedagógica e do LEDI (Laboratório de Educação Digital)” nas escolas.
O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), ajuizou uma ação contra uma moradora da cidade que o chamou de “vagabundo” e de “capacho do empresariado” nas redes sociais. A moradora, Maria José de Carvalho Scamilla Jardim, é mãe da juíza Laís Helena de Carvalho Scamilla Jardim, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública e que foi criticada por Felicio no fim de abril após determinar a suspensão do decreto do tucano sobre o ‘isolamento seletivo’, que previa a retomada de atividades comerciais não essenciais no município. Na ação, protocolada na última terça-feira (26), Felicio pede que Maria Scamilla seja obrigada a excluir as postagens e condenada a pagar uma indenização de R$ 10 mil ao tucano. O caso será julgado pela 2ª Vara Cível, que ainda não se manifestou. Procurada pela reportagem, Maria Scamilla não quis se pronunciar. A filha dela, a juíza Laís Scamilla Jardim, não respondeu as mensagens do jornal. FACEBOOK. A ação cita duas postagens feitas pela moradora no Facebook. Em uma delas, do dia 20 de abril, Maria disse: “Prefeito de São José dos Campos, do PSDB, vai reabrir o comércio antes do dia das mães. Está claro de que lado o vagabundo está, néh?!”. Na segunda postagem, dia 22 de abril, ao compartilhar uma reportagem em que Felicio defendia a reabertura do comércio, a moradora afirmou: “Esse é o vagabundo Ramuth, prefeito de São José dos Campos e capacho do empresariado”. Na ação, Felicio alegou que “respeita o direito à livre manifestação do pensamento e o direito de ser oposição”, mas que “não consente com ofensas pessoais que afrontam a sua honra, o seu nome, a sua imagem e a lei”. ACUSAÇÃO. No dia 23 de abril, com base em outra postagem de Maria Scamilla, Felicio publicou um vídeo nas redes sociais em que cogitou que haveria “viés ideológico” na decisão da filha dela, Laís Scamilla Jardim, que barrou o decreto do ‘isolamento seletivo’. No post, de 20 de abril, Maria afirmou: “O Judiciário não vai permitir que o prefeito de São José dos Campos reabra o comércio da cidade no dia 27 de abril”. Na data da postagem, o processo ainda nem havia sido distribuído à 2ª Vara da Fazenda Pública. Apenas no dia 22 de abril Laís Scamilla Jardim foi sorteada como juíza do caso – e, no mesmo dia, suspendeu o decreto. Mesmo assim, Felicio disse no vídeo do dia 23: “a gente percebe aí um viés ideológico não só na mãe, mas talvez também na Dra. Juíza. A ideologia cada um tem a sua, o que a gente não pode é extrapolar os universos ideológicos para a nossa profissão”, e pediu para que a juíza deixasse de analisar ações relacionadas a seu governo. “Aproveite essa oportunidade para se julgar agora impedida de qualquer ação perante a prefeitura. Acho que a partir de hoje a situação dela para julgar ações da prefeitura é, no mínimo, antiética”. Na ocasião, a Apamagis (Associação Paulista de Magistrados) emitiu uma nota para repudiar as declarações do prefeito. “Não se pode aceitar, até como forma de garantir a segurança jurídica, que a decisão de uma juíza, e da Magistratura como um todo, seja desqualificada publicamente, nos termos em que fez o prefeito. Eventuais questionamentos das decisões judiciais devem ser exclusivamente contestados por recurso e não por meio da internet”, disse o comunicado emitido à época.
A pandemia do novo coronavírus provocou uma “queda acentuada” na arrecadação da Prefeitura de Taubaté. A afirmação foi feita pela secretária de Finanças, Odila Sanches, em uma série de audiências públicas na Câmara para prestação de contas do primeiro quadrimestre. De janeiro a abril, Taubaté arrecadou R$ 438,5 milhões, o que corresponde a 35% do previsto para o ano todo. “Janeiro, fevereiro e março, a nossa receita estava correndo a contento, mas a partir do dia 20 de março, tivemos uma queda acentuada. Mesmo assim, a diferença não foi tão acentuada. Deveríamos estar em 38%. A gente vê que o taubateano preza muito o pagamento dos seus impostos, e viemos com a prorrogação de impostos para junho, julho e agosto”, explicou Odila. ADMINISTRAÇÃO INDIRETA. Órgãos da administração indireta também acusaram o impacto da pandemia em suas contas. A Unitau (Universidade de Taubaté) arrecadou R$ 46 milhões de janeiro a abril, o que corresponde a 24,57% do estimado para o ano. “Houve queda da arrecadação, mas pouca queda na despesa, porque continuamos pagando todos os salários, encargos e contratos. Houve redução de água, luz e telefone, mas isso não vai a zero, provavelmente, deve ter caído 30%, pois parte da universidade está funcionando”, explicou o pró-reitor de Finanças, Francisco Grandinetti. A Funac (Fundação de Artes, Cultura, Educação, Turismo e Comunicação) realizou R$ 5 mil no quadrimestre, equivalente a 7,15% do esperado para o ano. A Funcabes (Fundação Caixa Beneficente dos Servidores) obteve receita de R$ 1,9 milhão, correspondente a 20% da expectativa para 2020. A Fapeti (Fundação de Apoio à Pesquisa, Tecnologia e Inovação) realizou R$ 32 mil no período, 1,88% da meta. E a Fust (Fundação Universitária de Taubaté) alcançou R$ 9,9 milhões, totalizando 19,58% do esperado no ano. Já o IPMT (Instituto de Previdência do Município de Taubaté) realizou 22,18% da meta para o ano – em valores, R$ 37,9 milhões.
Após críticas de alunos, a Unitau (Universidade de Taubaté) lançou um novo programa, o Parcele Já, que amplia a possibilidade de adiamento de mensalidades durante a pandemia do novo coronavírus. O programa anterior, o PAM (Programa de Adiamento de Mensalidade) Emergencial, que permitia adiar para o semestre seguinte 30% do valor das mensalidades dos meses de maio e junho, foi considerado insuficiente por parte dos universitários. Já o novo programa permite o adiamento de 30%, 50% ou 70% das mensalidades dos meses de abril, maio e junho. Além disso, o aluno também poderá parcelar as mensalidades de agosto, setembro e outubro. Para participar do Parcele Já, o estudante precisa se inscrever diretamente pelo portal do aluno, no site da Unitau, declarando a renda e os motivos que levaram à redução ou à perda de renda familiar. “A universidade entende que muitos de nossos alunos e suas famílias foram prejudicados economicamente pela pandemia. Seguimos estudando formas de ajudá-los para que permaneçam trilhando seu caminho profissional e realizando o sonho de transformar suas vidas”, disse a pró-reitora Estudantil, Máyra Cecilia Dellu. ACORDOS. O novo programa também permite acordos para o pagamento de dívidas. Os interessados devem procurar a Pró-reitoria de Economia e Finanças. Nesse caso, os alunos que cursam do primeiro ao penúltimo semestre terão de dar uma entrada de 20% e parcelar o restante em até 12 vezes. Já os alunos do último semestre precisarão dar uma entrada de 60% e parcelar o restante em até 12 vezes. Para os alunos que já tinham acordo e não conseguiram cumpri-lo, o programa Parcele Já permite retirada da multa de 20% para um novo acordo. Para os adimplentes, o programa prevê um desconto de 10% na rematrícula.
Nos primeiros 30 meses de execução do contrato, a Prefeitura de Taubaté recebeu 89,83% do valor total do empréstimo do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), que foi assinado em dezembro de 2017. Os dados foram obtidos pela reportagem por meio de um pedido feito à prefeitura com base na LAI (Lei de Acesso à Informação). O percentual representa que o banco já repassou ao município, por obras executadas, US$ 53,89 milhões do total de US$ 60 milhões. Caso todas as obras licitadas e em execução já tivessem sido concluídas, esse índice seria de 92,67%, segundo a prefeitura – o equivalente a US$ 55,6 milhões. Ou seja, restam US$ 4,4 milhões (R$ 23,6 milhões, na cotação atual da moeda norte-americana) para outras obras. O prazo para o município solicitar reembolso do banco por obras realizadas termina no dia 1º de dezembro de 2021, 48 meses após a assinatura do contrato. Já o pagamento do empréstimo terá início em junho de 2022 e será feito em sete anos. EMPRÉSTIMO. Inicialmente, o contrato previa apenas pacotes de obras viárias, como o prolongamento da Estrada do Pinhão, o binário da Estrada do Barreiro e obras de pavimentação em centenas de vias. Posteriormente, o pacote foi ampliado, com novas obras viárias (como a duplicação do viaduto do Cidade Jardim) e obras antienchentes, como ‘piscinões’. As principais obras do pacote ou estão atrasadas ou não devem ser entregues dentro do prazo. O pacote de obras na região do Quiririm, que inclui o prolongamento da Estrada do Pinhão, deveria ter sido concluído em dezembro de 2018. Após três adiamentos, o novo prazo é 29 de junho desse ano. O pacote de obras no Barreiro, que inclui o binário, teve início em dezembro de 2017 e deveria ter sido entregue em junho de 2019, mas teve o prazo prorrogado para julho de 2020. Já a obra de duplicação do viaduto do Cidade Jardim tem previsão de entrega para 26 de junho, mas a conclusão dentro do prazo é incerta.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que a atuação do procurador-geral da República, Augusto Aras, é "excepcional" e sugeriu que ele é um bom nome a ser indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso surja uma nova vaga além das duas que já estão previstas até o fim deste mandato presidencial. O presidente disse que a indicação de Aras não está "prevista" para os lugares de Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, que se aposentarão até o ano que vem, mas colocou o procurador-geral na disputa por uma hipotética terceira vaga. - Se aparecer uma terceira vaga, espero que ninguém ali (no STF) desapareça, mas Augusto Aras entra fortemente na terceira vaga ali. Conheci em agosto do ano passado, gostei muito dele. Está tendo uma atuação, no meu entender, excepcional, em especial nas pautas econômicas - disse o presidente. Aras, que foi escolhido fora da lista tríplice da categoria, contrariando a tradição dos últimos governos, adotou medidas que foram do agrado do presidente em pelo menos duas ocasiões recentes: ao não dar andamento ao pedido de busca e apreensão do celular de Bolsonaro, o que foi sugerido em uma petição de deputados de oposição, e ao pedir o arquivamento do inquérito das fake news, em curso na Corte. Este pedido foi sorteado para o ministro Edson Fachin, que decidiu levar o caso ao plenário - o presidente elogiou o fato de o tema ter sido direcionado para o colegiado. A aposentadoria dos ministros da Corte é compulsória quando eles atingem 75 anos. Em períodos recentes, houve a abertura de vagas de maneira imprevista, como em 2014, quando Joaquim Barbosa antecipou a saída e deixou a Corte, e em 2017, quando Teori Zavascki morreu em um acidente aéreo. O presidente disse que um dos ministros indicados para a Corte durante seu mandato será evangélico e reconheceu que o titular da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, é um dos cotados. Ele defendeu que um magistrado com "orientação cristã" seria bem-vindo em determinadas pautas votadas pela Corte. De acordo com Bolsonaro, além de Mendonça, há outros dois nomes sendo analisados. Bolsonaro também afirmou que o inquérito para investigar a disseminação de fake news é "inconstitucional" e não tem "base legal nenhuma". A investigação atinge deputados bolsonaristas e, na quarta, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados a blogueiros que apoiam o governo e a empresários que, supostamente, financiam o esquema. Ao sair do Palácio da Alvorada nesta manhã, Bolsonaro disse que não haveria "outro dia igual a ontem", em referência à data da operação. Em uma transmissão ao vivo à noite, o presidente voltou a criticar a apuração, que foi aberta de ofício pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, o que não é a praxe. - Liberdade de expressão, em que pese exageros, da minha parte não sofrerá nenhuma sanção. Estou chateado com inquérito sim. Respeitosamente a quem está fazendo, mas é inquérito que não tem base legal nenhuma. É inconstitucional. Muita coisa errada acontecendo - disse o presidente. O presidente voltou a reclamar do STF pela barração da indicação do delegado Alexandre Ramagem para a direção-geral da PF e pela divulgação integral do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Segundo Bolsonaro, todas suas falas poderiam ter sido divulgadas, à exceção de pequenos trechos que ele pediu que fossem eliminados, no que foi atendido pelo ministro Celso de Mello. As declarações de ministros que não tinham relação com o objeto central da investigação - a suposta interferência de Bolsonaro na PF -, no entanto, deveriam ter sido suprimidas, na avaliação do presidente. Em uma das intervenções, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu a prisão de ministros do STF e os chamou de "vagabundos". - Teve problemas. Tem o ministro da Educação, que jamais falaria aquilo num ambiente como o nosso (da transmissão ao vivo), numa reunião aberta. Ali era reservado. Ele (Weintraub) extrapolou ali, mas é negocio reservado, era nosso - argumentou o presidente.
Direito torto O prefeito de Jacareí, Izaias Santana (PSDB), criticou a decisão da Justiça de receber uma denúncia do Ministério Público e o tornar réu por improbidade administrativa. "Direito torto", postou no Facebook o tucano, que é formado em Direito e também é procurador do município de São Paulo (nesse caso, se afastou do cargo para assumir a prefeitura). Denúncia A ação foi ajuizada pelo MP em outubro do ano passado. A Promotoria acusa o prefeito de ter agido ilegalmente ao autorizar a ligação da rede de esgoto em loteamentos irregulares no Parque Imperial e no Jardim Pedramar, em 2018. Defesa "120 famílias vivem sem ligação de esgoto na rede pública por não ter tratamento (realidade de 45% das residências do Brasil). Duas famílias obtém na Justiça (Tribunal de Justiça a pedido da Defensoria Pública e com parecer favorável do Ministério Público ambiental de segunda instância) determinação para ligar. Determino a extensão para as demais (isonomia, igualdade e evitar novas ações). Sou denunciado por improbidade! Francamente...", defendeu-se o tucano nas redes sociais. Metas fiscais A Câmara de Jacareí sedia nessa sexta-feira (29), às 15h, a Audiência Pública de Avaliação e Demonstração do Cumprimento das Metas Fiscais do 1º Quadrimestre de 2020. Participação A audiência será fechada ao público externo devido à pandemia de Covid-19. Os moradores poderão participar de forma online, via chat, no canal do Youtube da TV Câmara Jacareí, ou pelas páginas da Câmara e da TV Câmara no Facebook. Transmissão A audiência será transmitida ao vivo pela TV Câmara Jacareí nos canais 39.2 UHF Digital, 12 da NET e também via internet, pelo site (www.jacarei.sp.leg.br), pelo Facebook e Youtube.