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O professor de matemática Tadeu Machado, 42 anos, é uma das vítimas da Covid-19 em São José dos Campos. Professor da EMEF Moacyr Benedicto de Souza, no Campo dos Alemães. De acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais, ele ficou uma semana internado e faleceu na madrugada deste sábado. O professor, que era de Santa Isabel, foi velado na manhã deste sábado e será cremado nesta tarde, em Jacareí. Ele deixou esposa e quatro filhos. Desde o dia 8 de fevereiro, as aulas presenciais nas escolas municipais de São José foram retomadas, no esquema de rodízio, e geraram críticas por parte do sindicato. A prefeitura emitiu nota lamentando a morte do servidor. "É com pesar que comunicamos o falecimento do professor Tadeu Almeida Machado, da Emef Prof° Moacyr Benedicto de Souza, no Campo dos Alemães, ocorrido neste sábado (6) por complicações decorrentes da Covid-19. Tadeu tinha 42 anos e lecionava Matemática, conhecido por sua dedicação à família e ao trabalho, morava em Santa Isabel (SP) e trabalhava em São José dos Campos. A cerimônia de cremação será em Jacareí (SP) neste sábado. Tadeu deixa esposa e quatro filhos", diz a nota. "A Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação e Cidadania, se solidariza à família, aos amigos e toda comunidade escolar da Emef Prof° Moacyr Benedicto e lamenta profundamente a perda do educador. Nosso sincero reconhecimento e agradecimento a todo trabalho e dedicação à rede de ensino municipal", continua. Ainda na nota, a Prefeitura informa que, no momento, não há registro de casos de covid, entre funcionários e alunos, na escola municipal Moacyr Benedicto.
Na última sexta-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou recurso da Prefeitura de São José dos Campos e liberou a permanência do município na fase laranja do Plano SP, após o governo de São Paulo decretar que todos os municípios deveriam permanecer na fase vermelha, para reduzir a onda de contágio pela Covid-19 e evitar o colapso do sistema de saúde. A prefeitura de Taubaté seguiu os passos do prefeito de São José, Felicio Ramuth (PSDB); na noite desta sexta, o prefeito José Saud (MDB), disse que vai entrar na Justiça segunda-feira para que a cidade siga na fase laranja. O prefeito de Cruzeiro, Thales Gabriel, também entrou com ação para manter a cidade na fase laranja, mas a liminar acabou indeferida e, depois, recebeu recomendação do Ministério Público para editar um decreto levando a cidade novamente para a fase vermelha. Ele porém, afirmou que recorreu da decisão. "Entendemos que é uma medida de justiça para a nossa economia e para a nossa população", disse. Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Regional do estado lamentou a iniciativa das cidades e disse que "vidas estão em jogo". "O Estado de São Paulo, assim como a maior parte do País, passa pela fase mais aguda da pandemia de Covid-19. O momento, desta forma, exige atenção redobrada e responsabilidade de todos. As Prefeituras devem, na qualidade de tutoras das cidades, adotarem medidas que protejam a população e que garantam às pessoas segurança, e não o contrário", disse a nota, que continua. "Face à movimentação jurídica da Prefeitura de São José dos Campos-SP, o Estado espera que, em tempo, os prefeitos reavaliem suas condutas e implementem ações sanitárias que resguardem os cidadãos e possam conter o avanço do Coronavírus. Vidas estão em jogo", finaliza.
Matéria atualizada às 14h14, para acréscimo de informação Na contramão de São José dos Campos e Taubaté, que defendem a manutenção da fase laranja do Plano SP, o prefeito de Jacareí e presidente do Codivap (Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte), Izaias Santana (PSDB) defendeu neste sábado que haja um consenso geral e criticou a judicialização do assunto. Na sexta-feira, o TJ (Tribunal de Justiça) aceitou recurso da prefeitura manteve São José na fase laranja do Plano SP. O prefeito de Taubaté, José Saud, disse que vai entrar na Justiça segunda-feira pedindo para que a cidade se mantenha na fase laranja. Para Izaias, a situação atual é difícil e precisa ser bem analisada. “Desde o início, estamos insistindo que essas questões não devem ser judicializadas. Se já é difícil para os governos, com diversas assessorias, médicos, profissionais, conhecendo a estrutura hospital, como está o avanço da pandemia, tomar decisões, imagina a Justiça analisando só sobre a ótica do direito. Esse é o pior dos caminhos”, disse Izaias. Segundo ele, é importante sempre conversar para definir o melhor caminho. “Vamos insistir na política, vamos insistir na conversa, tivemos uma reunião na sexta-feira com o Marcos Vinholi (secretário de Desenvolvimento Regional) e vamos tentar fazer mais uma na segunda-feira e torcemos para que, via governo do estado ou Judiciário, tendo uma única decisão. Não é possível ter política ou plano municipal para um só município. Precisamos uniformizar essas regras, as mesmas para toda a região”, afirmou o prefeito de Jacareí. O Codivap segue postura parecida com a da APM (Associação Paulista de Municípios), presidida por Fred Guidoni, ex-prefeito de Campos do Jordão e defende as medidas mais restritivas. Segundo ele, nenhuma região é uma ilha para ficar de fora. "São Paulo pode entrar em colapso", disse ele ao Gabinete de Crise de OVALE. Em nota, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional defende o que preconiza o Plano SP, tendo em vista que a 2ª onda da pandemia de Covid-19 tem transmissibilidade maior e é potencialmente mais letal que a 1ª.
Parte da RMVale e o governo do Estado de São Paulo voltaram a entrar um embate. O estopim foi a decisão do governo João Doria (PSDB) de regredir a região à fase vermelha do Plano SP, o que não agradou uma parcela dos prefeitos da área, que se rebelaram contra a medida. O primeiro a se manifestar foi Felicio Ramuth (PSDB). Cidade em que no ano passado já teve multa estipulada pelo judiciário caso não acatasse as decisões estaduais, pediu nessa semana uma nova liminar contra a ida do município para a fase vermelha, mas não obteve êxito. O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou na noite desta sexta-feira (5) recurso da Prefeitura de São José dos Campos e liberou a permanência do município na fase laranja do Plano SP. O pedido foi feito pelo governo Felicio Ramuth após decisão em primeira instância, na quinta-feira (4), negar o descumprimento da determinação do governo estadual. "Eu respeito todas as ações do governo estadual, sempre vou elogiar aquilo que eu acho positivo e aquilo que não serve para a minha cidade, independente de quem é o governador, eu vou brigar pela minha cidade. Seja para não colocar gente digitando no Vacivida, seja para entender que não é correto estar na fase vermelha", destacou Felicio a OVALE. Thales Gabriel (PSD), de Cruzeiro, também alegou que a medida vai na contramão dos indicadores do Vale. "Sempre pautamos as nossas decisões, por mais impopulares que fossem, pela ciência, pela saúde, pela medicina. E a nossa região do Vale do Paraíba, pelos dados, pelos números, pela ciência, estaria classificada em, no mínimo, manutenção de fase laranja e até mesmo, numa melhor situação, progredindo para a fase amarela", afirmou. O Estado, por sua vez, rebateu e disselamentar que alguns prefeitos "finjam" não compreender a gravidade enfrentada no pior momento da pandemia no país. "Prefeitos e prefeitas que se rebelam contra as determinações do Plano SP estão mais preocupados com eventuais desgastes políticos e pressões de segmentos econômicos e menos com a defesa da saúde pública e a proteção de dezenas ou centenas de milhares de vidas em suas cidades". Prefeitos da região alegam não terem sido consultados sobre a fase vermelha Depois de o governo estadual ter alegado que a decisão de endurecimento havia sido alinhada em conferência com a maioria dos prefeitos da RMVale, o prefeito de Jacareí, Izaias Santana (PSDB), que também é presidente do Codivap (Associação de Municípios do Vale do Paraíba e Litoral Norte), afirmou que não houve amplo diálogo. "Não houve nenhuma 'consulta'. Aliás, o Governador costuma frisar que só ouve a 'Ciência'. Houve uma exposição prévia dos dados e argumentos que fundamentam um endurecimento das restrições", disse. "Sabemos que a velocidade do contágio está maior e que quanto antes adotarmos medidas mais restritivas é melhor", ponderou o tucano. Em São José, Felicio também destacou não ter sido ouvido sobre a medida. "Eu não fui consultado em relação a isso, então não acredito nessa 'unanimidade'", disse.
 Em meio à lentidão e falta de doses para vacinar a população contra a Covid-19, 35 das 39 cidades da RMVale decidiram integrar um consórcio público nacional para a compra de mais vacinas. O movimento, batizado de Conectar (Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras) é coordenado pela FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) e reuniu mais de 1.700 assinaturas de prefeitos de todo o país. A proposta inclui a aquisição de, além de vacinas, medicamentos, insumos e equipamentos ligados à saúde. Contudo, não deve trazer resultados em curto prazo. Segundo a FNP, um projeto de lei único deve ser disponibilizado às prefeituras para que o processo seja iniciado. A intenção não seria competir com o PNI (Programa Nacional de Imunização), mas prover suporte caso o governo federal não consiga suprir a demanda. “A palavra é colaboração, e não enfrentamento. Ouvimos, inclusive, que o governo federal poderia requisitar as vacinas adquiridas por meio do consórcio. Isso não é problema nenhum, é esse o espírito”, explicou Jonas Donizette, presidente da Frente. No Vale, as cidades de São Sebastião, Ilhabela, Santa Branca e Campos do Jordão decidiram não integrar o consórcio. Prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB) ponderou que a iniciativa não deve gerar resultados rápidos. “O consórcio, vejo que a solução do consórcio é mais a médio, longo prazo. Talvez no fim do ano, vacinação para os anos seguintes. A solução do consórcio pode ser uma boa solução, mas não vai, infelizmente, resolver o problema imediato que é a necessidade de mais vacinas”, disse.
Após cerca de um mês desde que deixou a fase vermelha do Plano SP, a RMVale voltou a ser colocada na etapa mais rígida do planejamento estadual de enfrentamento ao coronavírus. A medida, inicialmente válida por duas semanas, é justificada com base no agravamento da pandemia enfrentado pelo estado. Para o governador João Doria (PSDB), as próximas duas semanas devem ser as mais severas desde o início da pandemia. No estado, a ocupação de leitos de UTI tem batido seguidos recordes, com mais de sete mil pessoas internadas e mais 75% de ocupação das unidades de terapia intensiva. "Estamos em São Paulo e no Brasil à beira de um colapso na saúde. Isso exige medidas urgentes e coletivas", destacou o tucano, em coletiva. No Vale, a ocupação da UTI é um pouco menos grave, em 57%. A diferença de indicadores levou prefeitos da região a se manifestarem contra a regressão e enfrentarem um embate com o Estado. Na fase vermelha, apenas serviços considerados essenciais ficam abertos, como mercados e farmácias. Desta vez, as escolas também devem permanecer em funcionamento, de forma opcional e com a capacidade ainda reduzida. A fiscalização do cumprimento das normas do Plano SP é realizada pelos municípios. Cientes da reação de setores econômicos, especialistas em saúde do governo estadual também defenderam a necessidade da fase vermelha. "A gente entende a dificuldade que setores econômicos sofrem, mas tivemos que fazer opção pela vida. Porque hoje, com velocidade que temos na transmissão, não existe outra alternativa que não o isolamento", disse João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência. Em São José dos Campos, no entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou na noite desta sexta-feira (5) recurso da Prefeitura  e liberou a permanência do município na fase laranja do Plano SP. O pedido foi feito pelo governo Felicio Ramuth (PSDB) após decisão em primeira instância, na quinta-feira (4), negar o descumprimento da determinação do governo estadual. Na decisão, assinada pelo desembargador Jeferson Moreira de Carvalho, ele aponta que considera a situação com base nos critérios técnicos apresentados pelo município sobre o cenário local da pandemia. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) comemorou o resultado da decisão e afirmou que o decreto publicado nessa sexta-feira, que estabelecia as novas multas para a fase vermelha, será revogado. Com isso, voltam a valer as normas da fase laranja.