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A Fatec de São José dos Campos desenvolveu um colete tecnológico para a atuação de cães em resgate em missões de salvamento. O equipamento conta com câmeras e sensores para monitorar a saúde do cão e o ambiente onde ele será inserido. O objetivo, segundo os desenvolvedores, é a proteção do cachorro e o aumento da eficiência das operações. O colete foi desenvolvido após três anos de pesquisas realizadas por professores e estudantes e envolveu conhecimentos das áreas das indústrias 4.0, de Automação e de Tecnologia da Informação. A coordenação foi da professora Vera Lúcia Monteiro do curso superior tecnológico de Logística. A tecnologia foi testada e aprovada pela cadela Hope da unidade do Corpo de Bombeiros no Ipiranga, zona sul de São Paulo, e doada para a instituição. Um colete similar ao desenvolvido pela Fatec custaria cerca de R$ 20 mil no mercado, mas o custo de produção ficou bem abaixo desse valor por causa da colaboração de professores, estudantes e acesso aos laboratórios da Fatec. O hardware e software embutidos no equipamento permitiram a comunicação e geolocalização. As equipes de salvamento conseguem monitorar os batimentos cardíacos, oxigenação, pressão sanguínea e temperatura corporal do animal mesmo quando ele está fora do campo de visão. Com base nestes dados, os monitores passam os comandos para o cachorro descansar, seguir ou retornar. “O monitoramento das condições físicas e de estresse do animal é fundamental porque para os cães a operação de resgate é uma brincadeira e por isso eles não têm limites”, explica Vera. Outro dispositivo de segurança do colete tecnológico é o GPS que envia dados de localização geográfica e sinais de detecção de gases nocivos. As informações otimizam a operação de resgate porque evitam que os cães repitam percursos perigosos e também reduzem as ameaças de acidentes.
A Prefeitura de São José dos Campos anunciou nesta terça-feira (19) o lançamento do PPI (Programa de Parcerias Privadas) que prevê, com 10 projetos, o investimento de cerca de R$ 500 milhões no município por meio de parcerias com a iniciativa privada. O decreto, publicado na segunda-feira (18), estabelece dentre os objetivos a ampliação de oportunidades de investimento e emprego e o estímulo do desenvolvimento tecnológico e industrial na cidade. Inicialmente, devem ser disponibilizados para o programa de parceria 10 projetos: usina para geração de energia renovável fotovoltaica para abastecimento da Linha Verde e de prédios públicos; o aeroporto Professor Ernesto Stumpf; centro de convenções; o novo transporte público, incluindo a Linha Verde; a Arena Poliesportiva; o Estádio Martins Pereira; o Parque Roberto Burle Marx; Bilhete Único; Sistema de Gestão Financeira do Transporte Público e estacionamentos subterrâneos. Segundo a prefeitura, é previsto o lançamento gradual dos projetos para avaliação de interesse da iniciativa privada. São previstas, pelo PPI, concessões comuns, patrocinadas, administrativas, permissão de serviço público, o arrendamento de bem público e concessão de direito real, por exemplo. Cada projeto disponibilizado deve contar com especificidades distintas.  "Nossa prioridade agora é o aeroporto, que já está mais adiantado. Claro, o sistema de transporte público, depois o Bilhete Único, até mesmo a transformação do Bilhete Único em uma ferramenta de pagamentos, numa fintech para pagamento de todo tipo de serviço de transporte. E, também, o sistema de compensação financeira do transporte público, então existem prioridades dentro dos projetos do PPI", explicou o prefeito Felicio Ramuth (PSDB). Outros projetos ainda podem ser acrescentados ao programa futuramente, conforme a disponibilização das secretarias. A coordenação do PPI é desenvolvida pela Assessoria de Projetos Especiais, comandada por José de Mello Correa. "Com esse decreto nós estamos colocando a cidade no futuro. A criação da APE [Assessoria de Projetos Especiais] é importante porque nós vamos modelar esse jeito correto de passar para a iniciativa privada essas iniciativas de investimento", disse. "Hoje já temos 10 projetos e a gente espera muito mais para esse grande desafio", acrescentou.
A Prefeitura de São José dos Campos anunciou na última semana que adquiriu 25 dispositivos de visão artificial que podem ser acoplados à armação de quaisquer óculos. O equipamento, que conta com uma câmera inteligente, lê instantaneamente textos em qualquer superfície e reconhece rostos, produtos, placas de sinalização, cores e cédulas de dinheiro em tempo real. O dispositivo será utilizado por 22 alunos atendidos pela Educação Especial. Atualmente, esses estudantes contam com materiais escritos em braille ou ampliados. A aquisição dessa tecnologia tem como principal objetivo facilitar o processo de aprendizagem dos alunos com deficiência visual e dislexia matriculados na Rede de Ensino Municipal. A nova tecnologia vai proporcionar ainda mais autonomia no ambiente escolar, além de contribuir na qualidade de vida e no dia a dia desses alunos. O Atendimento Educacional Especializado é um serviço da Prefeitura realizado por meio da Secretaria de Educação e Cidadania para cerca de 1.300 alunos da educação infantil e ensino fundamental com deficiência ou Transtorno Global do Desenvolvimento. O programa identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que facilitam a participação dos alunos na rotina escolar. Os professores do AEE são especialistas e utilizam o espaço das Salas de Recursos nas escolas de educação infantil e ensino fundamental. As Salas de Recursos oferecem ambientes com materiais e equipamentos específicos que podem atender às necessidades dos alunos.
A vacina contra a Covid-19 chegou! A primeira pessoa já foi imunizada no domingo e, durante a semana, profissionais de saúde de todo o país começam a receber a primeira dose da CoronaVac, a vacina do laboratório chinês Sinovac. Porém, para que a vida volte à normalidade, vai demorar bastante tempo. Fernando Bizarria, médico imunologista de São José dos Campos, lembra que é necessário vacinar ao menos 70% da população brasileira para conseguir uma imunização coletiva. "A vida não vai voltar ao antigo normal com o início da vacinação no Brasil. É preciso tempo e paciência", disse. "Em mais de 40 países a vacinação já foi iniciada e domingo, no Brasil, mas o uso de máscara e isolamento devem continuar ainda por um bom tempo até que boa parte da população seja vacinada, o que chamamos de vacinação em massa", explica o especialista. O médico lembra ainda que, após tomarmos a primeira dose da vacina é preciso esperar mais três semanas até a segunda e depois, mais 15 dias. "Nesse período, é essencial que todos tomem os cuidados e mantenham o isolamento social", ressalta. "A vacina está aí, mas precisa ser pra todos! Uma vacinação rápida e eficaz traz a esperança a nós brasileiros, por isso precisamos de um plano de vacinação concreto e democrático, acessível a todos", afirma o médico. SOBRE A VACINA. Segundo Bizarria, trata-se de um imunizante e precisa ativar o nosso sistema imune. "Isso pode demorar até alguns dias, pois o corpo precisa produzir o famoso anticorpos - no caso das aprovadas no Brasil, elas vão ser aplicadas em duas doses para uma melhora resposta imune do organismo", disse. "Par garantimos a famosa imunidade de rebanho e acabarmos com a pandemia o mais rápido possível, é preciso que pelo menos 70% da população esteja imunizada", reforça o imunologista.
O Vale do Paraíba registrou 2.422 diagnósticos positivos para a Covid-19 nesta segunda-feira (18) e superou a barreira de 2.000 infectados em 24 horas pela terceira vez em janeiro. Com isso, o primeiro mês do ano acumula 20.697 casos confirmados e já supera todos os meses até o momento, mesmo faltando 13 dias para encerrar o mês. A segunda-feira ainda teve 23 novas mortes por Covid-19 e se soma a outros cinco dias com mais de 20 óbitos em 24 horas, levando janeiro a registrar 236 mortes pela doença, acima das 196 óbitos de dezembro. Janeiro ainda alcançou médias diárias recordistas de toda a pandemia, com 1.150 novos casos por dia e 13 mortes, este indicador empatando com agosto, quando houve o primeiro pico da doença na região. O aumento exponencial da doença fez o governo estadual recuar a região para a fase laranja a partir desta segunda-feira, com cidades regredindo ainda mais para a etapa vermelha, na qual só funcionam serviços essenciais. Regrediram as cidades de São José dos Campos, Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Bananal e Lavrinhas. Outras cidades, como Taubaté e Pindamonhangaba, permaneceram na fase laranja mas com regras mais rígidas. O número de internações também segue aumentando no Vale, com 161 hospitalizações neste domingo (17), recorde de toda a pandemia para um único dia. É a terceira vez que o indicador é recorde em janeiro, que acumula 1.963 internações, média de 109 por dia.
A taxa de contágio (Rt) do novo coronavírus aumentou em todas as regiões de São Paulo e, pela primeira vez desde o início da pandemia, ultrapassou o teto do estado. A análise é da Info Tracker, painel das universidades estaduais Unesp e USP que monitora a pandemia. De acordo com o serviço, a taxa de contágio na RMVale é de 1,59 nesta segunda-feira (18), a 11ª mais alta entre as regiões do estado. A liderança é da Grande São Paulo Norte, com 2,66 de Rt. Os pesquisadores consideram como teto o índice 1: cada doente pode contaminar outro. Se for maior, significa que cada pessoa doente pode contaminar mais de uma. Na RMVale , a taxa é a maior já registrada pela Info Tracker desde 2 de dezembro, quando o Rt estava em 1,68. Para que a transmissão do novo coronavírus seja contida, segundo os pesquisadores, a taxa de Rt precisa ficar abaixo de 1. Esse índice, porém, acaba de ser ultrapassado pelos 22 departamentos regionais de saúde, que agrupam cidades no estado de acordo com características parecidas, como proximidade. De acordo com a Info Tracker, o aumento ocorreu a partir de 5 de janeiro e está relacionado às festas de fim de ano. Com taxa média estadual em 1,34, os maiores índices estão na Grande São Paulo, Franca e Barretos. “Houve um aumento generalizado depois das festas”, disse Wallace Casaca, coordenador do Info Tracker e professor da Unesp, em entrevista ao UOL. “Todas as regiões no estado estão acima [de 1], e essa é a primeira vez. A última vez que a taxa se elevou foi no começo da segunda onda, na metade de novembro. Na época, 15 estavam acima de 1”, completou o pesquisador. Segundo ele, o índice abaixo de 1 “significa que a pandemia está sob controle”. Em uma cidade com 100 pessoas infectadas e taxa em 0,78, por exemplo, haverá 78 novas contaminação diretas. Para o cálculo, basta multiplicar a taxa por 100, segundo a Info Tracker. Nesta base de cálculo, o Vale pode ter 159 novas infecções para cada pessoa contaminada, que depois poderão contaminar outros 252 e assim crescendo sucessivamente. Levando em consideração a média diária de novos casos em janeiro, que está acima de 1.000, percebe-se o potencial de crescimento da Covid-19 neste começo de ano. Segundo Casaca, a taxa na região Sul do país ficou acima de 1 por cerca de um mês, e o resultado foi “o colapso do sistema hospitalar no Paraná e Rio Grande do Sul”. “Se no estado de São Paulo essa taxa se mantiver pelas próximas semanas, os hospitais vão lotar ainda mais. Se ficar acima disso por um mês, será preciso lockdown”, afirmou o pesquisador. Além de criticar prefeituras, o professor lamenta o relaxamento da população, parte dela confiante em uma vacina que não deve mostrar resultados rapidamente. “As pessoas perderam um pouco do medo e por isso acho muito difícil conscientizá-las no estágio em que a gente está. Além disso, não teremos resultados palpáveis da vacina tão rápido. Até abril, maio, a situação ainda será delicada mesmo se começarmos a vacinar hoje”, completou.