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A Justiça do Trabalho deu prazo de 10 dias para a Urbam (Urbanizadora Municipal) realizar o pagamento do vale-alimentação de 600 funcionários que estão afastados por serem do grupo de risco da Covid-19. A decisão foi tomada no último dia 18 pelo juiz Bruno da Costa Rodrigues, da 5ª Vara do Trabalho de São José dos Campos, a pedido do SEAAC, sindicato que representa a categoria. “Considerando o patamar salarial das funções existentes na reclamada [Urbam], não se pode negar que o valor disponibilizado a título de refeição possui enorme impacto na composição salarial e alimentar, sobretudo quando a realidade demonstra grande endividamento de trabalhadores, sendo que o tolhimento do pagamento da refeição acaba por obstar a própria alimentação dos empregados afastados”, afirmou o juiz em trecho da decisão. Segundo o sindicato, o pagamento deixou de ser realizado no último dia 30 de setembro. O vale-alimentação é de R$ 22,39 por dia. O valor, em setembro, deveria ter sido de R$ 492,58 para cada funcionário. Em nota, a Urbam, estatal controlada pela Prefeitura de São José, informou que “vai analisar se entrará com recurso”. AFASTAMENTO E MULTA. Em março, mês em que foi decretada a pandemia, a Justiça do Trabalho determinou o afastamento dos funcionários da Urbam que pertencem ao grupo de risco. Em agosto, após a estatal confirmar que havia determinado o retorno desses funcionários ao serviço, a Justiça do Trabalho aplicou multa de R$ 1,2 milhão à Urbam – a multa foi calculada em R$ 2.000 por funcionário que deixou de ser afastado.
A Prefeitura de Jacareí registrou mais três mortes decorrentes do novo coronavírus e chegou, nesta terça-feira (20), a 161 falecimentos de moradores diagnosticados com a doença. O número de infectados teve um acréscimo de 87 pessoas em 24h e chegou a 3.895. De acordo com a Secretaria de Saúde, as vítimas mais recentes foram três mulheres, todas com comorbidades. O primeiro óbito foi o de uma mulher de 66 anos e ocorreu no dia 11 de outubro, em um hospital particular. O segundo, de uma mulher de 77 anos, ocorreu no dia 16 deste mês, em unidade pública. O terceiro caso aconteceu no dia 17. A vítima tinha 71 anos e veio a óbito em unidade particular. CASOS. O município chegou a 3.895 casos confirmados da doença, com 1.987 homens e 1.908 mulheres. Do total, são quatro internados (dois em hospital público – sendo um em UTI –, e dois em hospital privado – sendo os dois em UTI), 165 em isolamento domiciliar e 3.565 recuperados. A faixa etária que predomina nos dados dos casos confirmados é a entre 30 e 45 anos, com 1477 casos, seguida da faixa entre 45 e 60 anos, com 925 casos. Depois estão os jovens entre 15 e 30 anos, com 783 casos. Os idosos de 60 a 75 anos vêm na sequência, com 427 casos. Seguidos daqueles que têm mais de 75 anos, com 164 casos confirmados. E a faixa dos menores de 15 anos tem 119 casos. SUSPEITOS. Os casos suspeitos foram para 1.852, com 10 pacientes internados (cinco em hospital público – sendo um em UTI –, e cinco em hospital privado – três em UTI) e três óbitos suspeitos da doença. Os casos suspeitos aguardam resultado dos exames já realizados.
A mãe uma criança autista relata ter sido agredida após o filho ter entrado em um supermercado sem máscara de proteção na manhã desta segunda-feira (19) na região oeste de São José dos Campos. O caso foi em um estabelecimento que fica no bairro Urbanova, onde a mulher de 35 anos teria chegado com o filho e explicado ao segurança que pessoas do espectro autista não precisam utilizar a máscara, conforme determina lei federal sancionada em julho deste ano. O segurança teria discutido com a mãe, que somente entrou no estabelecimento após conversar com a gerência. Porém, o homem teria insistido no assunto e afirmado que ela estava expondo o filho ao vírus. Durante a discussão, o segurança teria se aproximado e agredido a mulher. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o caso foi registrado como lesão corporal e as investigações devem ser realizadas pelo 8º Distrito Policial. OUTRO LADO. Em nota, o Villarreal Supermercados informou que lamenta o incidente e reafirma seu compromisso de repudiar e não compactuar com qualquer tipo de comportamento agressivo ou violento seja ele verbal ou físico, em qualquer situação ou local. O segurança envolvido no caso foi afastado e o supermercado solicitou à empresa terceirizada responsável uma auditoria interna para esclarecer o fato e informar quais medidas devem ser tomadas. "A partir do momento que tomamos conhecimento do incidente prestamos toda a assistência à cliente e aos seus familiares para nos desculpar pelo lamentável incidente e também prestar os esclarecimentos e a assistência necessária". A Globall Services, empresa terceirizada responsável pela segurança, informou que não compactua com o ocorrido e repudia qualquer tipo de abordagem truculenta ou violenta, "ainda que se possa entender que o profissional tenha sido provocado a agir de tal modo, sendo certo que o colaborador envolvido no caso já foi desligado do quadro de funcionários, além do que a empresa está prestando toda a assistência à suposta vitima". A empresa alegou ainda que em nenhum momento a vítima teria informado que a criança não estava usando máscara pelo fato de ser autista, "o que foi esclarecido somente após a ocorrência dos fatos". "Os colaboradores passam por treinamentos e reciclagens para evitar esse tipo de atitude e comportamento, portanto este ocorrido se trata de um fato isolado".