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Enquanto estão de quarentena por conta da pandemia de coronavírus, os jogadores do Taubaté aproveitam o tempo para treinar dentro de casa e tentar manter a forma física. O Burro da Central disputa o Campeonato Paulista da Série A-2, onde está em segundo lugar na classificação da primeira fase. Ainda não existe previsão de retomada das atividades. Um deles é o lateral Ynaiã, que até gravou vídeos dos treinamentos. "Como todos nós sabemos, os campeonatos foram paralisados devido à pandemia. Minha rotina também mudou, estou evitando ao máximo sair de casa, ter contato com as pessoas. É uma forma de preservar minha saúde e de outras pessoas. Mas continuo treinando e me preparando para quando tudo normalizar", afirmou o jogador do Burro da Central. Ele também destaca a importância de permanecer em casa neste momento. "Espero que tudo isso acabe logo e que possamos voltar à nossa rotina do dia dia, treinar, jogar, o que gostamos de fazer. Mas o momento agora é cuidar da nossa saúde, da saúde do próximo, evitar sair de casa, evitar tem contato com as pessoas, pois tudo isso vai passar", ressalta o jogador. O volante Boquita também segue a cartilha de treinos recomendada pelo clube. "Estou em casa, com minha familia, procurando seguir as orientações médicas e segundo a cartilha do Taubaté. E, caso o campeonato não volte, estamos em segundo lugar e temos grande chance de acesso. Estamos passando um momento difícil e esperamos que isso passe logo para fazermos as coisas que a gente mais gosta", disse. O goleiro William também segue o trabalho dentro de casa. "Temos que ter consciência neste momento, e que todos possam ficar em casa. Nós estamos treinando da forma que podemos, fazendo trabalho de manutenção, em casa. Eu particularmente, tenho conseguido fazer de maneira legal para me manter em forma", afirmou o atleta.
Em meio ao clima de indefinição no mundo do futebol por conta da pandemia do novo coronavírus, o presidente do Taubaté, Gilson Rezende, o ‘Gilsinho’, afirmou nesta quarta-feira que os contratos com os jogadores que disputam o Campeonato Paulista da Série A-2 vão ser cumpridos, apesar das dificuldades, e endossou o que disse o gerente de futebol Carlos Arini, há dez dias, de que vai pleitear o acesso do Burro da Central à elite do Paulista caso o campeonato seja cancelado sem terminar. “Conversamos com os atletas na semana passada, que vamos cumprir os contratos com eles e conseguimos pagar 40% dos salários que venceriam agora em março, pois nosso contrato com os patrocinadores é anual. Muitas vezes, nós antecipamos com parceiros e amigos para conseguir honrar e agora estamos com dificuldades. Talvez não consigamos cumprir dentro dos prazos, mas os contratos serão honrados”, disse, em entrevista ao programa ‘Os Donos da Bola Vale’, da TV Bandeirantes. Na entrevista, o presidente do Burro da Central também confirmou que, como o time está em segundo lugar na classificação geral, vai brigar pelo direito do acesso. “Sim. No momento a gente sabe a dificuldade que todo mundo enfrenta, o futebol ficou em segundo plano, mas não podemos jogar fora todo um ano de planejamento e investimento. Torcemos para que o campeonato recomece; 80% do campeonato foi disputado e conseguimos a segunda colocação dentro de campo. Se decidirem que não vai continuar o campeonato, iremos brigar, pois temos uma torcida apaixonada, uma cidade que espera muito por esse momento”, afirmou o dirigente taubateano. Gilsinho disse também que tem contato direto com os dirigentes da FPF (Federação Paulista de Futebol). “A gente tem mantido contato direto. Ontem (terça-feira) mesmo liguei para o Mauro Silva (vice-presidente da entidade), conversamos com ele e da parte deles ainda não tem uma posição oficial, de quando vai jogar. Assim, depois de quinze dias vão nos chamar novamente para conversar sobre o campeonato”, disse. QUARENTENA. Atualmente, o dirigente taubateano cumpre quarentena em casa com a mulher e as duas filhas, na cidade. “Estamos bem, sabemos que estamos passando por uma situação muito triste e muito difícil. Mas só com muita conscientização das pessoas, solidariedade e união para sair deste momento muito difícil”, afirmou.
O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, disse que a rápida disseminação do coronavírus em todo o mundo e sua aceleração nas áreas já afetadas levaram à decisão anunciada nesta terça (24) de adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio por um ano. Segundo o dirigente, em vídeo divulgado pelo COI, interromper o evento foi fundamental para a segurança dos atletas e de todos os envolvidos nos Jogos. Afirmando que a ameaça do vírus é um desafio sem precedentes, Bach afirmou que o mesmo será superado e prometeu que o evento esportivo ocorrerá em 2021. Ele também revelou que a chama olímpica será mantida no Japão até o início dos jogos e que o nome Tóquio 2020 será mantido, apesar de o evento ocorrer um ano depois. Pergunta - Como foi a teleconferência de hoje? Thomas Bach - “Na ligação telefônica, o primeiro-ministro Abe e eu discutimos a gravidade da pandemia do coronavírus e, mais importante, os efeitos devastadores que isso causou na vida de tantas pessoas em todo o mundo. Nós dois estamos muito preocupados com o desenvolvimento mundial, porque nos últimos dois a três dias, em particular, vimos números rapidamente crescentes, vimos o início de um surto em particular na África, vimos o início de um surto também em algumas ilhas da Oceania e vimos os números que crescem rapidamente na América do Sul e em muitas outras partes do mundo. A Organização Mundial da Saúde fala da aceleração da propagação do vírus, então estávamos lidando com essa situação e chegamos à conclusão de que, para proteger a saúde dos atletas e de todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos, precisamos adiar as Olimpíadas e os Jogos Paraolímpicos Tóquio 2020 até o ano de 2021, com o objetivo de tê-lo no mais tardar no verão de 2021”. Pergunta - Os custos humanos e logísticos desta decisão são enormes. Você pode nos dar uma ideia dos desafios que enfrenta? Bach - “Estamos enfrentando um desafio sem precedentes agora, pois esse adiamento é o primeiro adiamento de todos os Jogos Olímpicos da história olímpica. Os Jogos Olímpicos são um dos eventos mais complexos deste planeta. Temos que reunir 11 mil atletas de 206 Comitês Olímpicos Nacionais, bem como a Equipe Olímpica de Refugiados do COI, em um só lugar. Não apenas pelo esporte e mostrando excelência esportiva, mas também vivendo juntos em uma Vila Olímpica, celebrando a humanidade juntos”. Pergunta - Esta é uma situação difícil, mas há um elemento de esperança aqui? Bach - “Sim, serão realizados os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Portanto, os atletas terão a chance e oportunidade de suas vidas, de realizar seu sonho olímpico, mesmo em tempos incertos, e seus preparativos precisarão da cooperação de todos. E também é necessário o entendimento em particular dos atletas. Eles precisam se unir e resolver essa situação sem precedentes. Se o fizermos, se estivermos todos juntos e todos fizerem sua contribuição, estou realmente confiante de que, no final, esses Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 podem ser a luz no fim deste túnel escuro que todos nós estamos passando juntos agora, e todos nós queremos ver a chama olímpica no final deste túnel escuro”. Pergunta - Os Jogos ainda serão chamados Tóquio 2020. Você pode nos dizer a razão desta decisão? Bach - “Com essa decisão, estamos demonstrando nosso compromisso com os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e com o sucesso do evento, e também nossa gratidão ao povo japonês, ao Comitê Organizador, às autoridades governamentais e a todos que prepararam esses Jogos Olímpicos tão bem. E decidimos que a chama olímpica, que chegou ao Japão há alguns dias, permanecerá no Japão até o início dos Jogos e também concordamos que o nome será mantido como 'Jogos Olímpicos Tóquio 2020', novamente para mostrar nosso compromisso e o significado altamente simbólico desses Jogos Olímpicos. Eles podem, e serão, no final, uma celebração da humanidade que superou esse desafio sem precedentes do coronavírus”.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou, nesta terça-feira (24), o adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 para 2021. O entendimento sobre a impossibilidade do início das competições no dia 24 de julho, por conta da pandemia do novo coronavírus, aconteceu após conversa por teleconferência entre o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente do COI, Thomas Bach. Nota publicada no site de instituição esclarece que: “Nas atuais circunstâncias, e com base nas informações fornecidas hoje pela OMS, o Presidente do COI e o primeiro-ministro do Japão concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada de Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020, mas o mais tardar no verão de 2021, para proteger a saúde dos atletas, todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e da comunidade internacional.” Tocha olímpica A publicação ainda confirma que a chama Olímpica vai permanecer no país. A tocha chegou ao Japão na última sexta-feira (20), após cerimônia de acendimento, no Estádio Panatenaico, em Atenas, na Grécia. A medida foi tomada após pressão de atletas e comitês nacionais pelo mundo todo criticarem a manutenção do calendário em meio a pandemia do novo coronavírus. Canadá, por exemplo, havia decidido que não mandaria competidores, caso os jogos ocorressem na data prevista. O Comitê Olímpico Brasileiro também engrossou o coro para a mudança do cronograma. Guerra mundial O presente nos faz lembrar do passado, em 1940 as olimpíadas, que também ocorreriam em Tóquio, no Japão, foram canceladas. Mas há 80 anos o motivo foi diferente: a II Guerra Mundial. Este havia sido o segundo cancelamento das Olimpíadas. Os jogos também foram cancelados em Berlim (1916) e em Londres(1944).
O COB (Comitê Olímpico do Brasil) defendeu neste sábado a  transferência dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021, em período equivalente ao originalmente marcado, entre o fim de julho e a primeira quinzena de agosto. A posição do COB se dá por conta do notório agravamento da pandemia do novo coronavírus, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global. “Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude”, afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley, ao site oficial da entidade. Ele comandou a delegação brasileira nos Jogos de Barcelona-1992. O COB ressalta que a sugestão de adiamento em nada altera a confiança da entidade no COI (Comitê Olímpico Internacional) de que a melhor solução para o Olimpismo será tomada. “O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal 1976, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade”, completa Paulo Wanderley. "Desde o início da pandemia, o COB tem priorizado a saúde e o bem-estar dos atletas brasileiros e colaboradores do Comitê. Ha uma semana, a entidade cancelou eventos públicos e preparatórios para os Jogos e determinou na terça-feira o fechamento total do CT Time Brasil", diz a entidade ao site oficial