notícias

O retorno do futebol carioca, em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19), ganhou nesta quinta-feira (28) mais um personagem: o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A instituição recomenda a suspensão de tal possibilidade até que os órgãos públicos de saúde atestem a queda do número de contaminados e de óbitos. O MPRJ ainda instaurou uma portaria abrindo um inquérito sobre o caso. Segundo a última atualização da Secretaria de Saúde, o estado do Rio de Janeiro registra 44.886 casos confirmados de covid-19, e 4.856 mortes. A capital lidera o número de óbitos (3.293), seguida das cidades de Caxias (220), Nova Iguaçu (159) e Niterói (99). A recomendação da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital é para o prefeito Marcelo Crivella e à Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro). A instituição afirma que instituição afirma que "só assim será possível a flexibilização de forma segura das normas de isolamento e distanciamento". Procurada pela Agência Brasil, a Ferj se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa, da seguinte forma: “a entidade ratifica, uma vez mais, seguir as diretrizes das autoridades municipais de saúde e que, no momento, por não ter autorização para realizar partidas do campeonato na cidade do Rio de Janeiro, mesmo que de portões fechados, sem a presença do público, não o fará (...) até que deixe de existir impedimento ilegal”. Contactada, a Prefeitura disse que “vai prestar todos os esclarecimentos solicitados pelo MP-RJ”. No último domingo (24), quando se reuniu com 14 dirigentes do 16 clubes que participam do Campeonato Estadual - exceto Botafogo e Fluminense -, Crivella disse que o retorno do Carioca dependeria da curva de casos da covid-19 na cidade. No dia seguinte, os mesmos dirigentes se reuniram com integrantes da Ferj, por videoconferência, e chegaram ao consenso de possível retonro da competição no dia 14 de junho, inclusive com a viabilidade de realização de jogos fora da capital. Botafogo e Fluminense são contrários a mudanças de regulamento e solicitaram a impugnação da reunião da última segunda-feira (25), cuja ata foi assinada pelos dirigentes do Vasco, Flamengo e outros 12 clubes. O MPRJ ressalta ainda que o eventual retorno do Campeonato Carioca de Futebol de 2020, ainda que sem público nas praças esportivas, na atual "situação de emergência" em saúde em que se encontra o município do Rio de Janeiro, fatalmente incentivará a aglomeração de pessoas no entorno dos estádios em dias de jogos e a quebra das regras de isolamento social, e de outras medidas de prevenção à covid-19, gerando risco à vida e à saúde do torcedor.
A CBRu (Confederação Brasileira de Rugby) e os 12 clubes participantes do Campeonato Brasil de Rugby 15 decidiram, de forma unânime, cancelar o torneio desse ano, que estava previsto para ser realizado entre os meses de abril e outubro. O acordo foi divulgado no site da CBRu e levou em consideração o cenário de incerteza sanitária causada pela pandemia de coronavírus (covid-19). O São José Rugby é o atual campeão do torneio, que teria também a participação do Jacareí. “Por ser um esporte de contato, o rugby é mais vulnerável ao contágio. Também não sabemos concretamente como e quando será a liberação das atividades em cada estado. Isso inviabiliza a logística de transporte entre as diversas sedes. Assim, preferimos nos adaptar e nos concentrar nos protocolos de retorno ao jogo de forma gradativa, com poucos atletas e sem contato, seguindo protocolos de identificação, distanciamento e desinfecção em consonância com regras municipais e estaduais. O objetivo é permitir uma volta prudente aos gramados para não expor a riscos desnecessários os cerca de 700 atletas e equipes técnicas envolvidas na competição. Nosso planejamento agora é organizar o tradicional torneio no próximo ano em condições normais, assim esperamos”, declarou o diretor-executivo da CBRu, Jean-Luc Jadoul. O dirigente também alertou para os cuidados com o condicionamento físico dos jogadores: “É um desafio quando temos um prazo curto de tempo e treinamento. As equipes voltarão às atividades em momentos diferentes. Poderíamos ter muitas lesões”. O calendário reduzido, já que a competição teria que ser finalizada em apenas três ou quatro meses, foi um outro fator analisado. A CBRU considerou que essa questão comprometeria a prestação de contas aos patrocinadores e ao Governo Federal, que liberou R$ 700 mil através da Lei de Incentivo ao Esporte.
O ministro do esporte da Itália, Vincenzo Spadafora, anunciou no início da tarde desta quinta (28) que o Campeonato Italiano voltará a ser disputado no dia 20 de junho. A decisão foi tomada em encontro com representantes das ligas de futebol e com a Federação Italiana de Futebol. Além disso, o líder político falou que há a esperança de que a bola volte a rolar na Itália uma semana antes, com a disputa das semifinais da Copa da Itália no dia 13 de junho. “A Itália está começando de novo e é certo que o futebol também começa de novo […]. A Série A será retomada em 20 de junho […]. Há também a possibilidade de que as semifinais e a final da Copa da Itália possam ser disputadas nos dias 13 e 17 de junho, dando um sinal para todo o país”, disse Spadafora. Logo após a declaração de Spadafora, o presidente da Serie A (liga que organiza a primeira divisão do Campeonato Italiano), Paolo Dal Pino, divulgou uma nota agradecendo a decisão do Governo italiano: “Agradeço ao ministro Spadafora e sua equipe. Enfrentamos com consistência, determinação e espírito de serviço um período extraordinário, complexo e cheio de obstáculos e pressões, sempre trabalhando com um pensamento: o bem do futebol e a defesa de seu futuro”. No dia 13 de maio, a Serie A realizou uma assembleia por videoconferência na qual definiu que 13 de junho seria a data ideal para reiniciar a competição, que está suspensa desde o dia 9 de março por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Segundo a nota emitida pela entidade, a decisão foi tomada para “cumprir os prazos de pagamento estabelecidos pelos contratos” firmados e seguindo “as decisões do Governo e de acordo com os protocolos médicos para a proteção dos jogadores e de todos os profissionais”. INGLÊS. Também nesta quinta outra liga importante do Velho Continente definiu a sua data de retorno, o Campeonato Inglês. Segundo a decisão, alcançada em reunião entre os 20 clubes da Premier League, a competição volta em 17 de junho.
Depois de três meses parado devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Campeonato Inglês tem data para voltar. De acordo com o jornal The Telegraph, a decisão saiu nesta quinta-feira (28) após reunião entre os 20 clubes da Premier League. Por meio de sua conta oficial no Twitter, a Premiere League confirmou o retorno da competição às 14h (horário de Brasília). No dia 17 de junho, uma quarta-feira, dois conforntos - Aston Villa x Sheffield United e Manchester City x Arsenal - reabrirão um dos campeonatos mais importantes do mundo. Apesar de a competição ter parado na 30ª rodada, os dois jogos ainda não disputados são referentes à 28ª rodada. As partidas da 30ª rodada ocorreriam entre os dias 19 e 21 de junho. O campeão já poderá sair neste fim de semana. Com 82 pontos, o Liverpool é o líder, com 25 pontos a mais que o segundo colocado, o Manchester City. Caso o City perca para o Arsenal e o Liverpool vença o Everton - fora de casa - os Reds garantem o título. O atual campeão do mundo chegaria a 85 pontos, e o time do técnico Pep Guardiola só poderia chegar a 84. Na parte de baixo da tabela, Bournemouth, com 27 pontos, Aston Villa, com 25 e Norwich, com 21 pontos, ocupam a zona do rebaixamento. O jornalista Dan Roan, editor de esportes da BBC, revelou que jogadores e funcionários da Premier League farão testes duas vezes por semana. Qualquer atleta que testar positivo para a covid-19 terá que se isolar por um período de sete dias. Segundo Roan, até agora, foram realizados um total de 2.752 testes, e 12 jogadores confirmaram a infeccção pelo novo coronavírus.
Após 35 anos a Holanda voltaria a sediar este ano uma corrida de Fórmula 1, mas a pandemia do novo coronavírus (covid-19) forçou o adiamento no evento para 2021. A prova de Zandvoort, província no norte do país, inicialmente programada para o último dia 3, já havia sido adiada, mas nesta quinta-feira (28) os organizadores do Grande Prêmio decidiram pelo cancelamento da corrida, tendo em vista que a competição ocorreria sem a presença de público, caso fosse remarcada. “Nós e a Fórmula 1 investigamos o potencial de realizar uma corrida remarcada para este ano, sem espectadores, mas gostaríamos de comemorar este momento - o retorno da Fórmula 1 em Zandvoort - junto com nossos fãs de corrida na Holanda. Pedimos a todos que sejam pacientes. Eu tive que esperar por 35 anos, então eu posso esperar mais um ano”, esclareceu o diretor esportivo do GP da Holanda, Jan Lammers, em comunicado oficial publicado no site da Fórmula 1. Desde 1985, quando o austríaco Niki Lauda saiu vitorioso, o país não recebia uma prova do Campeonato Mundial de Fórmula 1. O circuito passou por reformas de modernização e adequação, exigidas pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). O interesse pelo retorno da disputa no país cresceu, principalmente, devido ao sucesso do piloto holandês Max Verstappen. Em meio à pandemia de covid-19, o GP da Holanda é a quarta prova extinta do calendário da F1 este ano. Antes, os GPs da Austrália, Mônaco e França já haviam sido cancelados. Além disso, foram adiados os GPs do Bahrein (Vietnã), China, Holanda, Espanha, Azerbaijão e Canadá. Atualmente, os organizadores da competição miram no GP da Áustria, programado para julho, que abrirá a temporada 2020.
O Conselho Deliberativo do São José Esporte Clube deve discutir uma possível cassação do mandato de Celso Monteiro, atual presidente do clube esportivo. O encontro ainda não tem uma data definida para acontecer, devido à pandemia do novo coronavírus. O assunto foi colocado em pauta após o presidente ter apresentado parecer favorável à troca de uma área com a prefeitura no Teatrão, sem que os conselheiros fossem consultados. Para Monteiro, como se tratava de uma "adequação", a anuência não seria necessária. "É somente uma adequação do primeiro acordo que eles fizeram, então é uma coisa que não compete a mim mudar, só achei que não houve prejuízo nem para o São José, nem para a prefeitura, só mudou de um lado para o outro", disse. "Fiz o que está dentro da legislação, sem passar por baixo, nem por cima de nada. Como presidente da executiva, o São José não perdeu nenhum centímetro, apenas adequou o espaço. A torcida pode ficar tranquila", continuou. Para o presidente do Conselho, Cezar Trunkl, os integrantes deveriam ter sido inclusos no processo e na discussão da troca. "Na minha opinião, foi um desrespeito ao Estatuto porque o Conselho deveria no mínimo ser consultado, inclusive no processo, tendo em vista que esse novo acordo, de certa forma, modificou a questão patrimonial do São José Esporte Clube", disse Cezar Trunkl. Leia Também Justiça homologa acordo por hospital no Teatrão; Conselho da Águia diz não ter sido consultado
O Real Madrid é o clube mais valioso da Europa em 2020, aponta um estudo da auditoria KPMG. Os espanhóis são acompanhados pelo Manchester United, em segundo lugar, e por uma novidade no pódio: o Barcelona, que ultrapassou o Bayern de Munique e assumiu a terceira colocação. Para determinar o valor de mercado de um clube, o estudo considera uma série de variáveis, entre elas a lucrabilidade, a popularidade, o potencial esportivo e a força de receitas com estádios e direitos de transmissão. Nessa matemática, o Real Madrid aparece com valor de 3,478 bilhões de euros (aproximadamente R$ 20,2 bilhões). A força dos espanhóis está especialmente no sucesso esportivo. A conquista de três títulos seguidos da Liga dos Campeões, entre 2016 e 2018, turbinou os números. Vencer também aumentou o valor do Liverpool. Os atuais campeões do mundo subiram quase 27% em relação ao ano passado e assumiram a quinta posição do ranking, com valor de mercado de 2,658 bilhões de euros (R$ 15,4 bilhões), atrás do Bayern. O futebol inglês, embora não seja no topo, domina o top 10. Além do Manchester United e do Liverpool, aparecem nas primeiras posições Manchester City, Chelsea, Tottenham e Arsenal. O Paris Saint-Germain, da França, é a novidade entre os mais valiosos, ao assumir a nova posição. A Itália, por outro lado, perdeu espaço, e a Juventus, sua melhor representante, caiu para a 11ª colocação. Os mais valiosos da Europa (valores em euro) 1º — Real Madrid (Espanha) — 3,478 bilhões 2º — Manchester United (Inglaterra) — 3,342 bilhões 3º — Barcelona (Espanha) — 3,193 bilhões 4º — Bayern de Munique (Alemanha) — 2,878 bilhões 5º — Liverpool (Inglaterra) — 2,658 bilhões 6º — Manchester City (Inglaterra) — 2,606 bilhões 7º — Chelsea (Inglaterra) — 2,218 bilhões 8º — Tottenham (Inglaterra) — 2,067 bilhões 9º — Paris Saint-Germain (França) — 1,911 bilhão 10º — Arsenal (Inglaterra) — 1,852 bilhão
São José, Atlético Joseense e Manthiqueira de Guaratinguetá participam de uma videoconferência com os demais integrantes do grupo 5 do Campeonato Paulista da Quarta Divisão nesta quinta-feira, com o presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), Reinaldo Carneiro Bastos. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o campeonato sequer começou - inicialmente, estava marcado para o dia 18 de abril. Agora, poderá haver alguma definição de datas e até mesmo protocolos de segurança sanitária para o início do torneio, que deverá também passar por reformulação. Dos 42 clubes inicialmente inscritos, muitos poderão desistir por conta da indefinição financeira. E o rebaixamento para a nova Quinta Divisão do ano que vem já estava descartada na reunião anterior entre as equipes. Apesar das indefinições e sem treinos, os clubes seguem de olho no mercado e em busca de jogadores, como é o caso da Águia do Vale, que ainda não definiu, porém, o nome do novo treinador - Ricardo Costa ainda é o nome mais bem cotado. Para uma possível volta do campeonato, é praticamente certo que os jogos serão sem torcida no estádio. Nesta quarta-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que a quarentena no estado segue até ao menos 15 de junho, mas com flexibilização de parte das atividades não-essenciais, o que também passa a ser um alento para as equipes de futebol.