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Após quatro meses de queda consecutiva nas exportações, o Vale do Paraíba registra em maio a primeira alta do ano no montante vendido ao exterior, segundo dados oficiais do Ministério da Economia. As empresas da região exportaram US$ 1,14 bilhão em maio, o dobro do mês anterior (US$ 574 milhões) e 141,6% de aumento na comparação com maio do ano passado, quando as exportações ficaram em US$ 472,2 milhões. Em 2020, maio foi o mês mais afetado pela crise econômica derivada da pandemia do coronavírus. O período registrou o mais baixo montante de exportações da região em 2020. O resultado de maio deste ano pode sinalizar para uma tendência de aumento nas exportações nos próximos meses. O principal motivo é que os principais países importadores da região, como Estados Unidos, China e nações europeias, já estão em trajetória de controlar a pandemia em seus territórios. “Para a economia retornar é preciso primeiro controlar a pandemia. A vacinação é a chave para a recuperação econômica”, salienta Edson Trajano, economista e pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté). A exportação de US$ 1,14 bilhão em maio de 2021 é o maior valor para um único mês desde abril de 2019, quando a região vendeu ao exterior US$ 1,37 bilhão. SALDO. Com o resultado, a RMVale fechou os cinco primeiros meses do ano com saldo de US$ 3,58 bilhões nas exportações, 10% a mais do resultado do mesmo período do ano passado, de US$ 3,25 bilhões. As empresas ainda importaram US$ 2,79 bilhões de janeiro a maio deste ano, resultando em um superávit de US$ 787 milhões no ano. O valor ainda ficou abaixo (-37,7%) do desempenho de 2020, quando a região fechou os cinco primeiros meses com superávit de US$ 1,26 bilhão. A boa notícia é que o superávit de maio foi 193% superior ao resultado de 2020: US$ 447,5 milhões contra US$ 152,4 milhões. Foi ainda o primeiro mês do ano com superávit maior do que o mesmo mês de 2020.
A Embraer negocia uma fusão de US$ 2 bilhões de sua subsidiária Eve, que desenvolve projetos de mobilidade aérea urbana (conhecida como carros voadores), com a  Zanite Acquisition, uma companhia de capital aberto dos Estados Unidos. A notícia foi antecipada pela Bloomberg e confirmada pela brasileira em Fato Relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "As negociações com a Zanite estão em curso. A Companhia não pode prever se a Eve chegará a um acordo definitivo ou quais serão os seus termos", informou a Embraer na nota. A confirmação desta notícia fez com que as ações da Embraer na B3 registrassem nesta quinta-feira valorização de 14,28%, a maior do dia na Bolsa brasileira. A Eve foi anunciada em outubro do ano passado como um spin-off da EmbraerX, subsidiária de inovação da fabricante brasileira de aviões. Sediada no estado americano do Delaware, a Eve pretende elaborar protótipo do chamado de eVTOL (veículo elétrico de decolagem e pouso vertical), uma espécie de carro voador, que seria mais barato, eficiente e versátil que os helicópteros. A expectativa de analistas é que o primeiro veículo esteja certificado para voo em 2030. A Eve já desperta o interesse de empresas como a Uber. Em abril do ano passado, na esteira da piora para o setor aéreo com a pandemia, a Boeing suspendeu o processo de compra da divisão de avião comercial da Embraer. O cancelamento da operação ocorreu 21 meses após seu anúncio.
A Volkswagen deve colocar dois mil funcionários em férias coletivas a partir de 7 de junho, em função da falta de semicondutores para a produção de veículos em Taubaté. A informação é do Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região), que disse ter sido informado nesta sexta-feira (28). As férias coletivas devem afetar trabalhadores dos dois turnos da planta no município. O Sindicato destacou que a indústria automotiva global enfrenta um período de falta de semicondutores para alimentar as linhas de montagem. Os componentes são responsáveis pela comunicação interna de equipamentos eletrônicos nos veículos. Atualmente, a Volkswagen de Taubaté produz os veículos Gol e Voyage. A fábrica também deve receber um novo ciclo de produtos com a implantação da plataforma MQB. Em nota, a empresa informou que uma escassez significativa de capacidades de semicondutores está levando a vários gargalos de fornecimento em muitas indústrias globalmente. "Isso também gerou problemas no abastecimento da indústria automotiva ao redor do mundo desde a virada do ano. O resultado são adaptações em toda a indústria na produção de automóveis, o que também afeta as marcas do Grupo Volkswagen. Nos últimos meses, o time da Volkswagen do Brasil tem trabalhado intensamente e com sucesso, internamente e em parceria com a nossa matriz, para minimizar os efeitos da escassez de semicondutores para a produção em suas fábricas no Brasil. Até hoje, as nossas unidades no País não foram afetadas em maior escala. Entretanto, com o agravamento do cenário e com base na situação atual, presumimos que o fornecimento de semicondutores continuará a ser limitado ao longo das próximas semanas. Por essa razão, as fábricas da Volkswagen em São José dos Pinhais, no Paraná, e em Taubaté, em São Paulo, suspenderão as suas operações por 10 dias, a partir de 7 de junho".  
Levantamento da Fundação Seade mostra que a Região Metropolitana do Vale do Paraíba ficou sem novos investimentos anunciados no primeiro trimestre de 2021. O resultado mostra que a pandemia do novo coronavírus e a crise econômica derivada dela ainda causam impactos negativos na economia e no sistema produtivo da região, que vem perdendo fábricas e negócios, como a fábrica da Ford e o setor de celulares da LG, ambos em Taubaté e que serão fechados. De acordo com o Seade, o total de investimentos anunciados no primeiro trimestre de 2021 para o estado de São Paulo foi de R$ 5,2 bilhões, mas com nenhum anúncio para a região do Vale do Paraíba. Quase dois terços dos recursos foram para a área de serviços, atingindo R$ 3,1 bilhões no estado. Em relação ao trimestre anterior, os investimentos nesse setor aumentaram 59%. Houve crescimento também na indústria, que avançou de R$ 544 milhões para R$ 871 milhões, o maior valor desde o início de 2020. A maior parcela dos investimentos no setor de serviços foi destinada à Região Metropolitana de São Paulo (82%), seguida pelas regiões de Campinas (16%) e Santos (2%). Na indústria, o destaque foi a região de Campinas, que concentrou 78% dos recursos do setor, enquanto os outros 22% dividiram-se entre a região Central (Araraquara e São Carlos) e a Grande São Paulo. A RMVale ficou de fora. Outras regiões também ainda não tiveram investimentos anunciados em 2021: Bauru, Presidente Prudente, Franca, Ribeirão Preto, Marília, Barretos, Itapeva e Registro, segundo o levantamento do Seade..