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Seis cidades do Vale do Paraíba receberam 82% dos investimentos anunciados para a região entre 2012 e o ano passado. Os dados são da Piesp (Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo), da Fundação Seade. Do total de R$ 26,8 bilhões que a RMVale recebeu neste período, em investimentos anunciados, os seis municípios dividiram R$ 21,8 bilhões. Com isso, eles movimentaram a economia e a produção industrial da região. Outras 12 cidades ficaram com os 2% restantes. Dois investimentos em infraestrutura viária somando R$ 4,2 bilhões --16% do total da RMVale-- foram aplicados em vários municípios da região. CIDADES. São José dos Campos recebeu 33% do total de investimentos do Vale nos últimos seis anos, com R$ 8,8 bilhões. Não à toa, a Embraer foi a empresa que mais aportou recursos na região no período, segundo o Seade, com R$ 6,3 bilhões entre 2012 e 2018, 23,67% da totalidade. Campeã de investimentos no último trimestre de 2018, com R$ 1,2 bilhão para ampliação da fábrica da Novelis, Pindamonhangaba é a segunda cidade do Vale a receber mais recursos desde 2012, acumulando R$ 5,3 bilhões, 20% do total da região. Jacareí vem em seguida, com R$ 3,4 bilhões (12,82%), depois Taubaté acumulando R$ 1,9 bilhão (7,41%), Guaratinguetá com R$ 1,3 bilhão (5,16%) e Caçapava, tendo recebido R$ 819 milhões em investimentos anunciados nos últimos seis anos, 3% do total do Vale. Outros três municípios do Vale foram alvo de investimentos acima de R$ 100 milhões desde 2012, segundo a pesquisa do Seade. São eles Lorena (R$ 238,87 milhões), São Sebastião (R$ 207,50 milhões) e Campos do Jordão (R$ 128,77 milhões). EMPREGO. Para especialistas no tema, a chegada de investimentos resulta em um círculo virtuoso, representado por aumento da produção e criação de empregos, tornando a região ainda mais atraente a outros e novos recursos. "Com um parque industrial consolidado, base tecnológica inovadora e forte presença acadêmica, o Vale é um polo de atração de investimentos", diz Agliberto Chagas, professor de Inovação e Empreendedorismo da Fatec e consultor.
A Embraer lidera o ranking de investimentos na RMVale dos últimos seis anos, segundo a Fundação Seade. Entre 2012 a 2018, de cada R$ 100 investidos na região, R$ 23,6 vieram da fabricante de aeronaves. A companhia foi responsável por R$ 6,35 bilhões em investimentos anunciados na região no período, a maior parte do montante aplicada em São José. Do total de R$ 26,8 bilhões em recursos aportados na RMVale e confirmados pela Fundação Seade, entre 2012 e dezembro do ano passado, a Embraer foi responsável por 23,67% do total. A fabricante de aviões lidera o grupo dos 10 maiores investidores no Vale do Paraíba responsável por 78% dos recursos anunciados no período e que conta com oito companhias da área industrial e duas de infraestrutura. Na indústria, os setores aeroespacial, automotivo e metalurgia são os que mais aportaram recursos na região em seis anos. Depois da Embraer, a empresa Novelis de Pindamonhangaba foi a que mais anunciou investimentos para o Vale, com R$ 3,91 bilhões desde 2012, 14,59% do total na região. O Consórcio Litoral Norte, responsável pela duplicação do trecho de Serra da Rodovia dos Tamoios, ocupa a terceira colocação do ranking regional, com R$ 2,90 bilhões (10,81%). Na quarta posição, a montadora chinesa Chery (hoje Caoa Chery) aplicou R$ 1,62 bilhão (6%) em Jacareí para a construção do complexo industrial. Para completar o 'top 10' dos maiores investidores do Vale, aparecem a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) com R$ 1,36 bilhão (5%) para a duplicação da Rodovia dos Tamoios e a Volkswagen (Taubaté) e a AGC Vidros (Guaratinguetá), respectivamente com R$ 1,20 bilhão (4,47%) e R$ 1,05 bilhão (3,93%), para ampliações e modernizações nas fábricas. As outras investidoras são Visiona Tecnologia Espacial com R$ 1 bilhão (3,73%), Gerdau com R$ 842,6 milhões (3,14%) e a Sany Heavy Industry com R$ 660 milhões (2,46%). Embraer indica executivo da Marcopolo para novo presidente A Embraer anunciou o executivo Francisco Gomes Neto, atual presidente do grupo Marcopolo --que atua na fabricação de ônibus--, para assumir a direção da fabricante de aviões. Em março, a companhia anunciou a saída de Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer. Em comunicado ao mercado nesta terça-feira, a fabricante informou que Gomes Neto será indicado ao Conselho de Administração para substituir Souza e Silva. A eleição do novo presidente ocorrerá em reunião do conselho após a assembleia geral ordinária da Embraer, em São José dos Campos, marcada para 22 de abril. BOEING. Gomes Neto poderá se tornar presidente da Embraer em meio à transação comercial que venderá o controle da aviação comercial da fabricante para a Boeing, negócio que passa atualmente por autorizações em órgãos regulatórios no Brasil e Estados Unidos. A previsão da Embraer é concluir o negócio até o final deste ano. Em fevereiro, os acionistas da companhia aprovaram o acordo entre as empresas. Com isso, Gomes Neto herdará os segmentos de Aviação Executiva e Defesa e Segurança que ficarão sob o nome "Embraer". A nova companhia que surgirá da transação com a Boeing ainda não tem nome e absorverá toda a Aviação Comercial da Embraer, responsável por cerca da metade do faturamento da empresa. Pelo acordo, a Boeing pagará US$ 4,2 bilhões para controlar 80% da joint venture com a Aviação Comercial da empresa brasileira, com 20% para a Embraer, que não terá direito a voto no conselho administrativo da nova companhia..
Dos três produtos mais vendidos pela RMVale no exterior, apenas as aeronaves tiveram alta nas exportações no primeiro trimestre deste ano, segundo dados do Ministério da Economia. O segmento saltou de US$ 490,1 milhões exportados entre janeiro e março do ano passado para US$ 561,9 milhões em igual período deste ano, um crescimento de 14,64%. Também é o terceiro período consecutivo com alta nas vendas de aviões da Embraer no exterior, empresa que é uma das maiores exportadoras do país. Em janeiro, a RMVale registrou alta de 50,33% na exportação de aeronaves, índice que ficou em 48,40% no primeiro bimestre. Na contramão, os outros dois produtos principais da cesta de exportações da região reduziram as vendas no trimestre. O destaque negativo ficou por conta dos automóveis, exportados por Taubaté, São José dos Campos e Jacareí. O volume caiu 43,28% nos três meses deste ano, com US$ 167,5 milhões contra US$ 295,3 milhões no primeiro trimestre do ano passado. PETRÓLEO. Depois de anotar alta de 285,24% em janeiro e 50% no primeiro bimestre, a exportação de petróleo recuou -2,17% entre janeiro e março. As cidades venderam US$ 1,090 bilhão contra US$ 1,115 bilhão no primeiro trimestre de 2018. As principais exportadoras de petróleo do Vale são Ilhabela e São Sebastião. Os resultados impactaram a cesta dos 10 produtos mais exportados pelas empresas da região, cujo montante vendido no primeiro trimestre foi de US$ 2,3 bilhões, queda de -5% ante o desempenho do mesmo período do ano passado, de US$ 2,5 bilhões. Cesta com 10 produtos é responsável por 96% das exportações da RMVale em 2019 As exportações da RMVale estão cada vez mais dependentes de 10 produtos, especialmente petróleo, aviões e automóveis. No primeiro trimestre deste ano, 10 itens produzidos na região foram responsáveis por 96% do total vendido ao exterior. Segundo recorde em dois meses. No bimestre, o índice foi de 96,39%. O top 10 da cesta de exportação do Vale acumulou US$ 2,3 bilhões em vendas de um total exportado de US$ 2,4 bilhões pela RMVale. Trata-se do segundo maior percentual de participação do top 10 no total das exportações em toda a série histórica do Ministério da Economia, que começa em 1997. Economista defende em livro 'diversificação nas exportações' No livro "Complexidade econômica", o economista Paulo Gala aponta a importância da diversificação nas exportações, avaliação que serve ao Brasil --recordista na exportação de commodities-- e ao Vale do Paraíba. "Se determinada economia é capaz de produzir bens não ubíquos, raros e complexos, estamos diante de uma indicação de que o país tem um sofisticado tecido produtivo". Segundo ele, em vez de o país (e a região) continuar "extraindo recursos naturais", como o petróleo bruto, deveria investir na sofisticação produtiva, segundo ele "como fizeram os países nórdicos". ARTE EXPORTAÇÃO RMVALE
Depois de ter registrado retirada líquida - mais saques que depósitos - nos dois primeiros meses do ano, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em março. No mês passado, a captação líquida - depósitos menos retiradas - somou R$ 1,85 bilhão, informou nesta quinta-feira (4) o Banco Central. O valor representa queda de 53,4% em relação a março do ano passado, quando os depósitos tinham superado os saques em R$ 3,98 bilhões. Mesmo com o recuo, a captação líquida atingiu o segundo melhor nível para meses de março desde 2013. Naquele mês, os depósitos tinham excedido as retiradas em R$ 5,96 bilhões. Em março de 2014, 2015 e 2016, a poupança tinha registrado saques líquidos – com os correntistas retirando mais do que depositando. Apesar do desempenho positivo em março, as retiradas continuam maiores que os depósitos em 2018. No primeiro trimestre, a caderneta de poupança registrou saques líquidos de R$ 13,4 bilhões, contra saques líquidos de R$ 1,93 bilhão no mesmo período do ano passado. Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrirem dívidas, num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego. Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões. Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança está se torando menos atrativa porque os juros básicos estão no menor nível da história, em 6,5% ao ano. Nos últimos meses, o investimento não tem conseguido garantir rendimentos acima da inflação. Nos 12 meses terminados em março, a poupança rendeu 4,16%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 4,18% no mesmo período. No dia 10 (quarta-feira), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA cheio de março.
O governador João Doria (PSDB) vai visitar Campos de Jordão nesta quinta-feira para a cerimônia de assinatura de contrato de concessão do Parque Capivari e do Horto Florestal. A Cerimônia acontecerá na Estação Emílio Ribas - Estrada de Ferro Campos do Jordão em Vila Capivari e contará também com a presença do Prefeito Fred Guidoni (PSDB). O vencedor da licitação do Parque Capivari foi o Consórcio Eco Parque, que agora passa a chamar Eco Campos. O investimento será de R$ 35,3 milhões e a empresa pagará ao estado cerca de R$ 80 milhões. A empresa Urbanes Empreendimentos, do Rio Grande do Sul, foi a vencedora da concorrência para administração do Horto Florestal. Ela deverá investir, no mínimo, R$ 8,3 milhões na manutenção da área e instalação de equipamentos para ecoturismo. O projeto do governo estadual prevê a concessão de cerca de 25 parques que serão concedidos à iniciativa privada. As duas áreas em Campos de Jordão serão as primeiras a serem privatizadas. Os vencedores das licitações farão um investimento de R$ 35,3 milhões, no Parque Capivari e mais R$ 8,3 milhões em serviços de Eco-Turismo, no Horto Florestal. "Para nós é uma alegria receber estes projetos, que trarão para a cidade, novos e importantes atrativos turísticos. O Turismo é uma ação de interesse público, porque gera emprego e renda, mas deve ser gerido pela iniciativa privada. Nesta união, entre o poder público e a iniciativa privada, quem ganha é a população de Campos do Jordão", disse o prefeito Fred Guidoni. Para a realização do projeto, o planalto do Morro do Elefante passou por uma regularização de área, que foi transferida para o governo estadual. O projeto também conta com um novo tipo de teleférico, um equipamento chamado trenó sobre trilhos. Também haverá uma nova requalificação do pedalinho, áreas verdes e reurbanização do Morro do Elefante, com um novo mirante e novas instalações. A concessão do Horto compreende uma área de 473,15 hectares, 5,6% da área total do Parque Estadual de Campos do Jordão, por 20 anos. A empresa poderá explorar bilheteria, restaurantes, centro de aventuras, entre outros..
Depois de recorde no primeiro bimestre com superávit de US$ 755,4 milhões --60,65% acima do mesmo intervalo de 2018--, a balança comercial da RMVale recuou nas exportações em março e o superávit do trimestre bateu em US$ 1,172 bilhão, 7,66% menor do que o do primeiro trimestre do ano passado, de US$ 1,269 bilhão. Nos três meses, a região exportou US$ 2,4 bilhões contra US$ 2,6 bilhões de janeiro a março de 2018, retração de 7,79%. As importações também caíram no mesmo período: US$ 1,3 bilhão ante US$ 1,4 bilhão, queda de 7,91%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Ministério da Economia. O motivo da queda foi a exportação de março, de US$ 756,6 milhões, 38,73% a menos do que o resultado do mesmo mês do ano passado, de US$ 1,2 bilhão. Também foi o menor montante vendido ao exterior desde julho do ano passado, quando a região exportou US$ 602,8 milhões. Em 2019, o indicador estava crescendo: US$ 851,1 milhões exportados em janeiro e US$ 871,8 milhões, em fevereiro. Dezesseis cidades da região exportaram e 20 importaram em março. O resultado fez com que, das 25 cidades do Vale que comercializaram no exterior no primeiro trimestre, oito anotassem superávit na balança comercial, enquanto 17 fecharam o mês com déficit. CIDADES. Ilhabela é a maior exportadora de petróleo do Vale, com US$ 751,1 milhões vendidos no trimestre. O valor é o mesmo do superávit, pois as importações foram de apenas US$ 19,5 mil. No entanto, a cidade registrou queda de 32,58% no trimestre comparado à exportação de janeiro a março de 2018, de US$ 1,1 bilhão, o que impactou negativamente no resultado da região. Segundo maior exportadora do Vale, São José dos Campos registrou um aumento tímido de 0,26% nas vendas ao exterior no primeiro trimestre deste ano ante igual período de 2018: US$ 701,3 milhões contra US$ 699,5 milhões. A cidade fechou o período com importações de US$ 267,9 milhões e um superávit de US$ 433,3 milhões, 22,05% acima do valor registrado no ano passado, de US$ 355 milhões. Taubaté e Pinda têm superávit; Guará, São Sebastião e Jacareí registram déficit Após as recordistas Ilhabela e São José, as cidades da RMVale com maior superávit na balança comercial do primeiro trimestre foram Pindamonhangaba (US$ 62,7 milhões) e Taubaté (US$ 62,3 milhões), mas em situações opostas. Pinda caiu 56% comparando o saldo do primeiro trimestre de 2018 (US$ 142,3 milhões) e Taubaté cresceu 13.093% (US$ 472,6 mil). As demais principais exportadoras da região fecharam o trimestre com déficit na balança: Guaratinguetá (US$ 108 milhões), Cruzeiro (US$ 19 milhões), Jacareí (US$ 12 milhões), Caçapava (US$ 4,1 milhões) e São Sebastião (US$ 1,3 milhão). Com o resultado da balança comercial do primeiro trimestre, a RMVale acumula US$ 162,2 bilhões exportados desde 1997, segundo série histórica do Ministério da Economia. BALANÇA COMERCIAL
Em um documento entregue à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês para Securities and Exchange Commission), sobre a transação comercial com a Boeing, a Embraer aponta riscos de perdas com a complexidade do negócio, que está em fase de aprovações em instituições regulatórias. Entre os desafios, segundo a fabricante, estão operações e forças de trabalho da aviação comercial e potenciais dificuldades não previstas na segregação de operações, além dos custos. Embraer e Boeing criarão uma joint venture com toda a Aviação Comercial da fabricante brasileira, com 80% das ações nas mãos da Boeing e 20% para a Embraer. O setor foi avaliado em US$ 5,26 bilhões e a Boeing pagará US$ 4,2 bilhões à Embraer. Anteriormente, a Embraer previa gastar cerca de US$ 3 bilhões (R$ 11,61 bilhões) com os custos da separação da aviação comercial dos demais segmentos da companhia, como Aviação Executiva e Defesa e Segurança. "A segregação do negócio de aviação comercial de nossos outros os negócios e a contribuição dos ativos e passivos relevantes para a joint venture da Aviação Comercial são complexos, dispendiosos e demorados, e podem desviar o foco e os recursos de nossa administração de nossas operações cotidianas", informou a Embraer no documento. Noutro trecho, a empresa é mais explícita: "Se não formos capazes de segregar nossa unidade de negócios de aviação comercial de acordo com o tempo e os custos originalmente planejados, nossos negócios e operações, bem como o preço de negociação de nossas ações e ADSs [Ação Depositária Americana] podem sofrer um efeito adverso relevante". Entre as maiores dificuldades, empresa lista 'propriedade intelectual e custos' As dificuldades de segregar os negócios de Aviação Comercial, segundo a Embraer, incluem propriedade intelectual, ativos de tecnologia, licenças, autorizações governamentais, segregar e reter pessoal chave, manter clientes e fornecedores existentes, custos imprevistos e déficits de desempenho como resultado do desvio da atenção da gerência. Por outro lado, os acordos operacionais na Aviação Comercial e a parceria para o KC-390 gerarão "sinergias e outros benefícios", como escala, presença de mercado mais amplos e acesso à oferta global da Boeing. "Nossa capacidade de perceber os benefícios da transação dependerão, em grande medida, do sucesso, da tempestividade e implementação destas joint ventures". 'Nosso negócio pode ser afetado adversamente', aponta companhia A Embraer não garante que o negócio com a Boeing, chamado de "parceria estratégica", seja bem-sucedido após finalizado, de acordo com trecho do documento entregue pela fabricante à comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos. "Se não formos capazes de realizar integralmente os benefícios previstos da transação, ou se o valor da transação for reduzido por qualquer motivo, nossos negócios, resultados operacionais e condição financeira, bem como o preço de negociação de nossas ações ordinárias e ADSs, podem ser afetados material e adversamente".
O engenheiro Ricardo Souza, 39 anos, foi demitido de uma empresa de engenharia em janeiro do ano passado. Passou a viver de projetos e consultorias autônomas, além de ajudar a mulher na venda de cosméticos. Em janeiro deste ano, Souza voltou a ter um emprego formal. Só que bem abaixo da sua qualificação. Conseguiu vaga numa fábrica de peças para veículos no Vale do Paraíba. O salário é menor do que o de engenheiro, mas ele ao menos está no mercado. "Não me esqueci do diploma e continuo procurando emprego em engenharia, mas não está fácil", afirma Souza. A situação do engenheiro pode ser observada nos números. Cresceu o emprego formal no Vale no início do governo de Jair Bolsonaro (PSL), mas para carreiras de menor qualificação e salários mais baixos. A profissão que mais empregou foi a de alimentador de linha de produção, cargo comum nas indústrias do Vale. No primeiro bimestre deste ano, a carreira registrou salário médio de R$ 1.464,75 contra R$ 1.507,54 em igual período do ano passado, -2,84%. De acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, o saldo do empregos na RMVale cresceu 19,45% entre os dois períodos, saltando de 586 em janeiro e fevereiro de 2018 para 700 no mesmo intervalo deste ano. Nesse período, o salário médio geral na região registrou aumento de 4,45%, passando de R$ 2.041,44 para R$ 2.132,36. Nos últimos 12 meses a partir de fevereiro, a inflação oficial foi de 3,89%. O reajuste restante se explica por aumento real conquistado por algumas categorias profissionais, como os metalúrgicos, por exemplo. "A crise causou a precarização dos empregos, com vagas de menor qualificação e salários mais baixos", diz o economista Edson Trajano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais) da Unitau (Universidade de Taubaté). Além de alimentador de linha, as carreiras que mais contrataram no Vale neste ano foram assistente administrativo, auxiliar de escritório e faxineiro, todas com pouca exigência. Em 2018, alimentador também foi a carreira que mais gerou postos, seguida de auxiliar de desenvolvimento infantil, professor e assistente administrativo. Na RMVale, microrregião de São José tem mais empregos e Paraibuna, maior salário Considerando as seis microrregiões do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) no Vale do Paraíba, a de São José dos Campos, que reúne oito cidades, foi a que mais gerou postos de trabalho no primeiro bimestre de 2019, com 868 empregos criados no período nas cinco carreiras que mais contrataram. Porém, as profissões não representaram o maior salário médio da região, que ficou por conta da microrregião de Paraibuna (sete cidades), com o valor de R$ 1.666,32 no top 5. Em São José, valor foi de R$ 1.335,97. Em Paraibuna, as duas carreiras com maior salário médio no período foram a de montador de andaimes (edificações), com R$ 2.489,63, e a de operador de centro de usinagem, com R$ 1.935,40. ARTE EMPREGO
Após 15 meses de análise e quatro grupos concorrentes, o consórcio “Águas Azuis”, do qual faz parte a Embraer Defesa & Segurança, foi escolhido pela Marinha Brasileira para fornecer até quatro corvetas da classe Tamandaré para a força naval de superfície da instituição. Outras duas empresas do Vale do Paraíba participavam de consórcios concorrentes: Mectron e Akaer. O contrato é estimado em US$ 1,6 bilhão (R$ 6,4 bilhões) e prevê que os navios sejam entregues de 2024 a 2028. As embarcações serão finalizadas no Brasil. O consórcio vencedor é formado pela empresa alemã Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer e Atech Negócios em Tecnologias, que subcontratarão outras três empresas para o negócio: Estaleiro Aliança, Atlas Elektronik e L3 Mapps. O produto escolhido pela Marinha é da classe de navios MeKo --acrônimo alemão para “combinação multipropósito”--, que tem corvetas, fragatas e navios-patrulha oceânicos em 13 países. As corvetas brasileiras terão 107,2 metros de comprimento, poderão se deslocar com 3,4 mil toneladas e atingir velocidade de 14 nós (25,9 quilômetros por hora). Segundo a Marinha, o processo de seleção levou em conta 215 critérios técnicos e contou com apoio da Fundação Getúlio Vargas e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Inicialmente, o resultado deveria ter sido definido no final do ano passado, mas foi adiado para o primeiro trimestre deste ano pela necessidade de “análise de informações adicionais, relativas às propostas finalistas”, segundo a Marinha. Quatro critérios foram determinantes para a definição do vencedor: desempenho do navio, ciclo de vida, modelo de negócio e, um dos mais importantes, o grau de participação da indústria nacional. O grupo “Águas Azuis” ofertou 31,6% de nacionalização na primeira corveta a ser entregue e 41% nas demais embarcações. Os navios serão finalizados no Arsenal da Marinha no Rio de Janeiro. A previsão é que o negócio gere a criação de 2.000 empregos diretos e 6.000 indiretos.