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A GM (General Motors) apresentou nesta quarta-feira (12) uma proposta para prorrogar o período de layoff e abrir um PDV (Programa de Demissão Voluntária) na fábrica em São José dos Campos. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a medida da empresa seria decorrente de uma "adequação de suas plantas". A proposta ainda deve ser submetida à votação pelos trabalhadores, em assembleia. Caso aprovada, o PDV será oferecido a trabalhadores de todas as áreas. Os benefícios incluem salários adicionais, extensão do convênio médico e um carro da montadora. De acordo com o Sindicato, a proposta da empresa é a de que o layoff que terminaria em 12 de setembro seja estendido por mais dois meses, com 100% do salário líquido -- R$ 1.813 pagos pelo governo e o complemento pela empresa. Se após esse período o mercado não tiver reagido, haveria a prorrogação do layoff por mais cinco meses. Neste caso, a GM arcaria com a íntegra do salário líquido. Em nota, a empresa informou que desde o início das medidas de isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19 vem tomando uma série de medidas para proteger a saúde e segurança de seus empregados, fornecedores e parceiros, além de garantir a sustentabilidade do negócio. "Dentro deste contexto, a empresa vem utilizando mecanismos como redução de custos, postergação de investimentos, banco de horas, férias coletivas, redução de jornada com redução salarial e Layoff. As especificidades de cada operação da GM no Brasil estão sendo tratadas com os respectivos sindicatos", diz trecho de texto. A empresa conta com cerca de 3.800 funcionários em São José, e, nesta quinta-feira (12), 360 que estavam em layoff desde abril devem retornar aos serviços. Confira a proposta de condições para adesão ao PDV: - 1 a 3 anos de fábrica: sem benefícios. - 4 a 10 anos: 3,5 salários + 12 meses de convênio médico. - 11 a 13 anos: 4 salários + um carro Onix Joy Black + 18 meses de convênio médico. - 14 a 16 anos: 4,5 salários + um carro Onix Joy Black + 18 meses de convênio médico. - 17 a 19 anos: 5 salários + um carro Onix Joy Black + 24 meses de convênio médico. - 20 a 22 anos: 5,5 salários + um carro Onix Joy Black + 24 meses de convênio médico. - 23 a 25 anos: 6 salários + um carro Onix Joy Black + 24 meses de convênio médico. - Acima de 26 anos: 7 salários + um carro Onix Joy Black + 24 meses de convênio médico.
A Embraer divulgou na manhã desta quarta-feira (5) os resultados financeiros do segundo trimestre de 2020. No período, a companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 1, 68 bilhão comparado ao lucro líquido de R$ 26 milhões registrado no mesmo período de 2019. Na soma dos seis primeiros meses do ano, o prejuízo líquido acumulado foi de R$ 2,95 bilhões, enquanto no primeiro semestre de 2019 a companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 134 milhões. No segundo trimestre de 2020, informou a Embraer, a receita líquida caiu 47% em relação ao mesmo período do ano passado e ficou em R$ 2,86 bilhões. No período foram entregues somente quatro aeronaves comerciais e 13 executivas. No acumulado de todo ano de 2020, a Embraer entregou nove jatos comerciais e 22 executivos, comparado aos 37 jatos comerciais e 36 executivos entregues durante os seis primeiros meses de 2019. “As entregas de aeronaves foram negativamente impactadas pela pandemia da Covid-19 que tem afetado o mundo e pela pausa no início do ano para concluir a separação dos negócios de Aviação Comercial para a parceria não concretizada com a Boeing”, informou a Embraer, em comunicado. Nos seis primeiros meses do ano, a receita líquida consolidada foi de R$ 5,70 bilhões, bem abaixo dos R$ 8,5 bilhões reportados no mesmo período de 2019. Na comparação entre os semestres, todos os segmentos de negócio tiveram queda de receita, sendo que a maior queda ocorreu na Aviação Comercial que contribui com quase 75% da queda na receita líquida da Embraer. Devido à incerteza relacionada à pandemia da Covid-19, a Embraer suspendeu as estimativas financeiras e de entregas para 2020.