Logo Jornal OVALE

notícias

A companhia holandesa KLM Cityhopper, operadora regional da Europa, confirmou a intenção de compra de até 35 jatos comerciais da Embraer, do modelo E195-E2. São 15 pedidos firmes com direitos de compra para outras 20 aeronaves do mesmo modelo. A intenção de adquirir as aeronaves ainda precisa passar por um contrato de compra, estimado no valor de US$ 2,48 bilhões, com base nos atuais preços de lista da Embraer e com todos os direitos de compra sendo exercidos. O anúncio foi feito na última quarta-feira, durante a 53ª edição do Paris Air Show International, na França. "Com uma frota de 49 E-Jets, a KLM já é a maior operadora da Embraer na Europa e adicioná-la à família E2 de operadores seria um grande voto de confiança em nosso atendimento pós-venda e no programa E2", disse, em nota, John Slattery, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. Segundo ele, a aeronave usa 30% menos combustível por assento em comparação aos atuais E190 da KLM Cityhopper. E, em termos de ruído, é a mais silenciosa de sua classe, "tanto internamente para os passageiros quanto externamente, por uma margem significativa". Em comunicado, o presidente e CEO da KLM, Pieter Elbers, comentou o negócio com a fabricante brasileira. "A Embraer tem sido um parceiro fundamental para a KLM e a KLM Cityhopper nos últimos dez anos. Nossos clientes apreciam o E190 e o E175. O E2 seria uma adição bem-vinda à frota da KLM, proporcionando maior flexibilidade de capacidade e ajudando a reduzir custos", afirmou. "Além disso, o ecoeficiente E195-E2 também suporta os nossos objetivos de sustentabilidade com níveis mais baixos de ruído e emissões". No início da semana, a Embraer anunciou a venda de quatro jatos comerciais para companhias da Europa e do Japão por US$ 239 milhões. Os clientes são a companhia aérea Binter, da Espanha, para dois jatos E195-E2 (US$ 141,8 milhões), e a japonesa FDA (Fuji Dream Airlines), para dois jatos E175 (US$ 97,2 milhões)..
As incertezas sobre o futuro da Embraer após a compra de 80% da área comercial pela Boeing não são poucas. A transação deve se concretizar até o fim do ano. Num contexto de desconfiança em relação à fabricante americana e guerra comercial entre Estados Unidos e China, a empresa brasileira focou a sua participação no Paris Air Show, o maior salão aeronáutico do mundo, nos seus carros-chefes de defesa e jatos comerciais de médio porte, além de jatinhos. A feira é a primeira participação da Embraer em um evento internacional depois da transação com a Boeing. Além disso, o salão também é um marco importante nos festejos dos 50 anos da fabricante. Para comemorar, a indústria brasileira levou ao Bourget o cargueiro KC-390, a maior aeronave já fabricada no Brasil. O primeiro de uma série de 28 aviões encomendados pela FAB deve ser oficialmente entregue ao retornar ao país, nas próximas semanas, numa compra estimada em R$ 7,2 bilhões. Trata-se da aeronave mais tecnológica já elaborada pela marca. “A produção está em dia. Na linha de montagem, já temos até o FAB número 7, em diferentes estágios”, explica Valter Pinto Junior, vice-presidente dos programas de Defesa e Segurança da Embraer. “Nesse ano, teremos mais uma para ser entregue além dessa, e o contrato são 28 aeronaves até 2026. A forma e a cadência que iremos entregar por ano é uma informação confidencial do governo brasileiro, que envolve questões estratégicas de como ele está se emparelhando.”  Os KC-390 poderão transportar cargas e veículos militares, como um tanque médio, levar até 80 soldados ou 66 paraquedistas, realizar operações humanitárias ou de salvamento, além de poder abastecer caças no ar. O setor representa um filão apetitoso para a fabricante: aos poucos, os 2,5 mil antigos C-130 Hercules da FAB serão substituídos por novos cargueiros. Com a vitrine do salão de Paris, a Embraer espera emplacar novos contratos mundo afora, embora tenha preferido manter sigilo sobre potencias compradores. “O produto levantou a barra e trouxe um novo patamar para a indústria, não só para a Força Aérea Brasileira (FAB), mas também para todo o mercado. É um produto que trouxe tecnologias que, para essa categoria, você não encontra”, argumenta Pinto Junior. “As últimas aeronaves que foram desenvolvidas para a categoria de transporte médio militar são plataformas antigas.” Turbulências na Boeing O novo jato executivo Praetor 600 e jato comercial E195-E2 são as outras duas apostas de contratos da Embraer no salão, marcado por fortes pressões sobre a Boeing, que não perdeu oportunidades de se desculpar pelas duas recentes catástrofes envolvendo seus 737 MAX. A companhia americana enfrenta turbulências pela suspensão do modelo em vários países, inclusive nos Estados Unidos. A guerra comercial entre os americanos e os chineses não colabora para melhorar a situação – a China é o maior mercado de jatos comerciais da Embraer. A área de defesa não foi incluída na joint venture com a Boeing, à exceção justamente do KC-390. A fabricante brasileira espera que, apesar da atual crise de confiança na marca americana, a influência e a tradição da Boeing poderão ajudá-la a conquistar novos clientes em países onde a construtora de São José dos Campos é menos conhecida. “As discussões continuam em andamento e a transação ainda não aconteceu. Ela está na fase de planejamento, sujeita à aprovação de órgãos reguladores e esperamos que acontecerá no final do ano. Até lá, não existe nenhum trabalho em conjunto das duas empresas”, ressalta Pinto Junior. RFI O Paris Air Show se encerra domingo (23).
A Embraer anunciou a venda de quatro jatos comerciais para companhias internacionais nesta terça-feira, durante a 53ª edição do Paris Air Show International, na França. Os contratos chegam a US$ 239 milhões. A companhia aérea Binter, da Espanha, comprará dois jatos E195-E2 adicionais, confirmando os direitos de compra do contrato original, firmado em 2018. A encomenda tem valor de US$ 141,8 milhões, com base na atual lista de preços da Embraer. A companhia aérea Binter celebra 30 anos de operações em 2019. “Estamos extremamente orgulhosos em ver a Binter reforçar o compromisso com o programa E2, tendo confirmado estas novas aquisições antes mesmo da entrega do primeiro jato à companhia aérea”, disse Martyn Holmes, diretor da Embraer Aviação Comercial para Europa, Rússia e Ásia Central. A Binter receberá seu primeiro jato E195-E2 no segundo semestre de 2019, tornando-se o primeiro cliente europeu do maior modelo dos E-Jets E2. A companhia aérea configurará as aeronaves com 132 assentos em um confortável leiaute de classe única. JAPÃO A empresa japonesa FDA (Fuji Dream Airlines) assinou contrato com a Embraer para dois jatos E175. O pedido tem um valor estimado de US$ 97,2 milhões, com base em preços de lista de 2019. Os novos E175 da FDA serão configurados em classe única com 84 lugares, com entregas a partir de 2019. A Embraer entregou o primeiro E-Jet, um E170, para a Fuji Dream Airlines em 2009. “Estamos extremamente satisfeitos em aumentar continuamente nossa frota e nosso relacionamento com a Embraer”, disse Yohei Suzuki, presidente do Conselho de Administração e CEO da Fuji Dream Airlines. “A FDA opera atualmente 14 aeronaves – três modelos E170 e onze jatos E175. Essas novas aeronaves nos permitirão aumentar nossa capacidade, nos permitindo adicionar mais rotas e frequências, além de oferecer aos nossos passageiros a melhor cabine em sua categoria”, completou o executivo.
A crise na Argentina derrubou a exportação de veículos do Vale do Paraíba para o país vizinho, com retração de 51,21% neste ano frente ao ano passado. Os automóveis são o terceiro produto mais vendido ao exterior pelas empresas da região, atrás de petróleo bruto e aeronaves. Entre os meses de janeiro a maio de 2019, a região exportou US$ 193,6 milhões em automóveis para a Argentina, contra US$ 396,9 milhões em igual período do ano passado. A retração causou paralisações na produção de veículos nas duas cidades que mais exportam automóveis e peças para a Argentina: Taubaté e São José dos Campos. Em janeiro, trabalhadores da Ford entraram em greve em Taubaté após a demissão de 12 funcionários. Na ocasião, a montadora informou que o desligamento ocorreu para "adequar os volumes de produção em função da queda nas exportações para a Argentina e do término do fornecimento de motores e transmissões para o México em 2019". Entre 13 de maio e 3 de junho, trabalhadores do 2º turno de produção entraram em férias coletivas na fábrica da Volkswagen, em Taubaté. O motivo também foi a queda nas exportações, principalmente para a Argentina. O mesmo ocorreu na GM em São José, que concedeu dois dias de folga em maio na produção da picape S10. No geral, a exportação de veículos caiu 26,82% na região durante os cinco primeiros meses do ano (US$ 413,8 milhões) na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 565,5 milhões). Responsável por 30% da exportação de veículos no Vale, a cidade de Taubaté anotou retração de 42,28% nas vendas para a Argentina nos cinco primeiros meses deste ano. Indústrias da RMVale perdem 950 postos de trabalho no mês de maio, revela Caged Após gerar emprego nos dois primeiros meses de 2019, a indústria do Vale do Paraíba cortou postos de trabalho pelo terceiro mês seguido, com -950 vagas em maio --pior resultado desde agosto de 2018, quando o Vale cortou 1.100 postos. Também houve cortes em abril (-290) e março (-60). Com isso, a região registra -800 empregos nos cinco primeiros meses do ano, com -1.900 vagas nos últimos 12 meses. Em todo estado, a indústria encerrou 6,5 mil vagas de trabalho em maio. No acumulado do ano, o saldo está positivo em 14,5 mil empregos. Os dados são do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Com 28 cidades, a regional de Taubaté do Ciesp foi a que mais cortou vagas em maio, com -800 postos. Taubaté e São José reduzem venda de carros para os vizinhos neste ano A retração da exportação de veículos de Taubaté para a Argentina caiu 42,28%, com US$ 120,9 milhões nos cinco primeiros meses deste ano contra US$ 213,2 milhões em igual intervalo do ano passado. Na mesma comparação, São José dos Campos caiu 83,57%, passando de US$ 179,2 milhões para US$ 29,4 milhões. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o Brasil deve deixar de exportar 240 mil veículos para a Argentina em 2019, em razão da crise no país latino, que é o maior comprador de carros produzidos no Brasil. Exportação de carro
A GM (General Motors) abriu um PDV (Plano de Demissão Voluntária) exclusivo para trabalhadores lesionados na fábrica de São José dos Campos. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, a montadora emprega por volta de 1.400 trabalhadores nesta condição. Eles têm estabilidade no emprego e poderão aderir ao PDV até a próxima terça-feira. Além de São José, a fábrica da GM de São Caetano do Sul também abriu um PDV para lesionados. A medida faz parte do plano de reestruturação da montadora, que chegou a ameaçar de fechamento as duas fábricas. Em nota, a GM confirmou o PDV e explicou que o plano atenderá apenas trabalhadores reconhecidos pelo INSS como empregados com lesão reflexo do trabalho ou vítimas de acidente. “A General Motors informa que abriu um Plano de Demissão Voluntária (PDV) nesta quinta-feira. O plano é voltado exclusivamente aos empregados com limitação laboral reconhecidos pelo INSS (B91, B94) e cobertos pela cláusula de estabilidade da empresa das fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos. E está em conformidade com os acordos sindicais vigentes e com a lei trabalhista. O prazo para adesão é até o dia 18 de junho próximo”, informou a companhia. Além das verbas rescisórias, o PDV dará outros benefícios para incentivar a adesão dos trabalhadores, entre eles o pagamento de adicional de até 40 salários --proporcional ao tempo até a aposentadoria-- e até dois veículos Cruze. O modelo custa mais de R$ 90 mil. Haverá ainda extensão do plano de saúde por até cinco anos. Em São José, a GM produz a picape S10 e a SUV Trailblazer e emprega cerca de 5.000 trabalhadores.
Centros de compras da região apostam no Dia dos Namorados para aquecer as vendas em junho, mês marcado pela chegada do frio. Não à toa, roupas devem ser um dos itens mais procurados pelos enamorados. Em São José dos Campos, os comerciantes esperam um aumento de 5% nas vendas na comparação com a mesma data do ano passado. Cada R$ 300 gastos em compras no Colinas Shopping até a próxima quinta-feira dará direito a um cupom para concorrer a uma viagem para Cancún, no México. O sorteio será no dia 14 de junho. O premiado ganhará hospedagem no resort Hard Rock Hotel, com vista privilegiada para o mar caribenho e jacuzzi duplo. “A ideia do prêmio é proporcionar uma experiência em um lugar que seja eternizado na memória e na vida do casal”, disse Margarete Sato, gerente de marketing do Colinas Shopping. O Vale Sul Shopping sorteará 200 jantares para duas pessoas no bistrô Paris 6 Vale Sul. Para concorrer, o cliente deve acumular R$ 250 em compras até 12 de junho e trocar os cupons. O primeiro sorteio ocorreu em 5 de junho. O próximo será nesta quarta-feira. Os sorteados terão direito a duas entradas, dois pratos principais, duas sobremesas, bebida (água, suco ou refrigerante) e até uma garrafa de vinho da casa. O prêmio deverá ser utilizado até o dia 12 de julho mediante reserva. Os clientes do CenterVale Shopping que gastarem R$ 400 em compras poderão trocar o cupom por um do Kit Gourmet no Outback e ainda concorrer a uma moto Harley Davidson Sportster XL883N/Iron 883TM, modelo 2019. O sorteio será no dia 13 de junho. “Estamos trazendo novamente a fórmula ‘compre & ganhe & concorra’, que tem sido sucesso nas ações promocionais anteriores por oferecer kits instantâneos, além da oportunidade de levar para a casa um superprêmio”, disse Thiago Marques, responsável pelo Marketing do CenterVale Shopping. Em parceria com a RDC Construtora, o Pátio das Américas Mall, no Jardim Aquarius, região oeste de São José, lançou campanha do Dia dos Namorados e vai sortear R$ 1.000 em ‘Patio Money’, que poderá ser gasto em qualquer estabelecimento no local. Para participar, basta fazer compra de qualquer valor em alguma loja do Pátio Mall entre terça e quarta-feira. O sorteio será feito às 22h30 desta quarta. A data também movimentou o setor da construção. A Braido Incorporadora e a Independence Negócios Imobiliários oferecerão um jantar para 40 casais neste dia 12 de junho, a partir das 19h, sem nenhum custo. Os casais são clientes que estão interessados em adquirir uma unidade no Residencial Vale das Flores, que ficará pronto em 2021. Trata-se de um condomínio de prédios, no Parque Industrial, que já tem três torres prontas. "Estamos vivendo novos tempos, inclusive nos negócios imobiliários, onde se faz necessário cada vez mais o encantamento com o cliente, que ele esteja dentro do negócio, do empreendimento”, disse André Silva, diretor da Independence. O jantar será servido no local do empreendimento, com estacionamento gratuito e cardápio assinado pelo chef André Mangini.
Com o sobe e desce constante da moeda americana, não são só viagens ao exterior e produtos importados que ficam mais caros. Itens básicos, geralmente que mais têm saída no dia a dia dos supermercados, também sofrem muito com o dólar acima, ou bem próximo, dos R$ 4. Levantamento feito pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) aponta quais foram os principais artigos que subiram nas gôndolas e impactaram o bolso do consumidor. “Nos últimos 12 meses o consumidor percebeu aumentos em produtos que adquire com frequência, como carnes, pão, macarrão, sabão de roupa líquido, entre outros que possuem matéria prima cotada na moeda americana. Ou também aquele item que o produtor vê mais vantagem em exportar do que em abastecer o mercado interno, já que o lucro em dólar é maior” disse Thiago Berka, economista da Apas. Produtos com maiores aumentos nos últimos 12 meses: Frango (31,65%): alta começou por conta da morte de cerca de 70 milhões de aves durante o período da greve dos caminhoneiros em maio de 2018, uma vez que os insumos para alimentá-las não chegavam às granjas. Aliado a isto, o câmbio ficou mais atrativo para exportação. Pão Francês (10,04%) e Macarrão (12,51%): o Brasil não é autossuficiente na produção da matéria-prima desses produtos, o trigo, e mais da metade do que se consome do produto vem do exterior. Carne Suína (8,51%): a carne suína era uma opção de proteína mais em conta, pois sofreu menos o impacto da alta do dólar. Porém, em 2019 o cenário mudou. Cerca de 35% do rebanho suíno chinês (que é metade do rebanho do mundo) morreu por conta da febre suína africana. Com a moeda americana em alta, os preços ficam mais competitivos para exportar. Carne Bovina (7,68%): com preços comportados ao longo de 2018, inclusive vários meses apresentando deflação, os produtores viram com a alta do dólar uma excelente oportunidade para exportação, melhorando, assim, suas margens e lucros. Sabão de roupa líquido (11,73%) / Desinfetante (10,47%) / Inseticida (11,54%) / Alvejante (9,44%): quanto mais pesado em componentes químicos é um produto de limpeza, maior a provável dependência do dólar, uma vez que o Brasil não é autossuficiente nas matérias-primas para a produção.