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A Embraer apurou prejuízo líquido de R$ 867,8 milhões no quarto trimestre do ano passado, conforme balanço financeiro divulgado pela companhia nesta quinta-feira (26). Trata-se do terceiro período de três meses em que a Embraer relata prejuízo neste ano. O único trimestre com lucro foi o segundo, com R$ 26,1 milhões. Com isso, a companhia encerrou 2019 com prejuízo líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) de R$ 862,7 milhões. Parte da queda nas finanças deve-se aos gastos com a separação da Aviação Comercial do restante da companhia, que exigiram R$ 485,5 milhões no ano passado. A empresa vem sendo fortemente impactada com a crise provocada pela pandemia de coronavírus, que derrubou companhias aéreas em todo mundo, com voos cancelados e países com fronteiras fechadas, As ações da Embraer caíram pela metade neste ano. Os papéis começaram na casa de R$ 20 em janeiro e estavam sendo vendidos a R$ 10,57 na manhã desta quinta-feira. AERONAVES No quarto trimestre de 2019, a Embraer entregou 35 aeronaves comerciais e 46 executivas (20 jatos leves e 26 grandes). No ano passado inteiro, a empresa entregou 89 aeronaves comerciais e 109 executivas (62 jatos leves e 47 grandes), ficando dentro das estimativas da companhia. A carteira de pedidos firmes da companhia atingiu US$ 16,8 bilhões em 31 de dezembro de 2019. A Embraer ainda apurou uma receita líquida de R$ 8,58 bilhões no último trimestre do ano passado e de R$ 21,8 bilhões no ano. A pandemia do coronavírus fez com que a fabricante suspendesse as estimativas para 2020. “As estimativas atualizadas serão divulgadas assim que a Embraer tiver maior visibilidade do impacto do vírus nos seus negócios”, informou. Em nota, a Embraer disse que não sofreu atrasos em sua cadeia de suprimentos, operações de fabricação ou impactos relevantes na demanda por seus produtos por causa da pandemia.
A Ford informou que irá suspender temporariamente a produção em suas fábricas no Brasil --Camaçari (BA), Taubaté e na unidade da Troller, em Horizonte (CE)– e na fábrica de Pacheco, na Argentina, em resposta ao crescente impacto do coronavírus na América do Sul. A medida entra em vigor em 23 de março, no Brasil, e na Argentina no dia 25 de março. Segundo a montadora, o objetivo é manter os funcionários em segurança e ajudar a limitar a propagação do vírus, além de ajustar os volumes de produção à redução na demanda dos consumidores gerada pela situação sem precedentes. A paralisação será feita após a Ford adotar outras medidas para minimizar o impacto da doença, como trabalho remoto, limitação de visitantes nas fábricas e escritórios e aumento da frequência da limpeza nas instalações, entre outras. “A maior prioridade da Ford é sempre a segurança e o bem-estar de nossos funcionários e parceiros. Essa ação adicional ajudará a reduzir o risco de disseminação do COVID-19, ao mesmo tempo em que potencializa a saúde dos nossos negócios durante esse período desafiador para toda a economia”, afirma Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul. Em Taubaté, a suspensão temporária da produção entra em vigor no dia 23 de março, com a retomada das atividades programada para 13 de abril. “Em situações sem precedentes como esta, mais do que nunca é fundamental colocar nosso time em primeiro lugar", disse Watters. "Continuaremos trabalhando em estreita colaboração com os sindicatos e outros parceiros locais para explorar protocolos e procedimentos adicionais para ajudar a impedir a disseminação do vírus e definir novas práticas de trabalho para nossos planos de retorno das operações com base no que aprendemos".
Metalúrgicos da montadora Caoa Chery, em Jacareí, entraram em greve nesta quinta-feira (19) em protesto às 59 demissões realizadas pela montadora. Com a mobilização, segundo a entidade, toda a produção está parada. Os trabalhadores reivindicam a reintegração dos demitidos, estabilidade no emprego, manutenção dos direitos e licença remunerada para todos. “As medidas são uma exigência dos metalúrgicos neste momento de crise provocada pela disseminação do novo coronavírus”, afirmou o sindicato. Está programada, nesta quinta, uma reunião entre o sindicato e a direção da Chery para discussão da pauta de reivindicações. O resultado será apresentado na sexta em assembleia dos trabalhadores, que decidirão sobre os rumos da greve. A Chery anunciou o encerramento da produção de motores na fábrica de Jacareí e tem a intenção de importá-los da China, levando ao fechamento de postos de trabalho no Brasil. Leia Também Caoa Chery encerra produção de motores e demite 59 trabalhadores “Os trabalhadores deram uma resposta à altura a essa covardia cometida pela Chery. As demissões são inaceitáveis, neste momento em que a população mais precisa de seus empregos”, disse Weller Gonçalves, presidente do sindicato. Nota da Caoa Chery na integra: A CAOA CHERY confirma o desligamento de colaboradores da fábrica de Jacareí (SP), nesta quarta-feira, 18 de março. A empresa vem empreendendo grande esforço na produção e comercialização de seus produtos desde o início da sua operação, em 2017, e acumulando resultados positivos, com crescimento gradual mês a mês no volume total de vendas. Entretanto, a situação econômica do Brasil neste início de ano, agravada pela recente disparada do dólar, gerou uma grande e inesperada queda nas vendas do setor. Esta medida tem por objetivo reequilibrar a operação da empresa no País e resistir ao cenário econômico atual e previsto para os próximos meses. Além de permitir a manutenção dos demais empregos na região, que serão fundamentais para o lançamento de um novo produto previsto para o primeiro semestre deste ano. A CAOA CHERY reforça ainda que, desde o início da operação da marca, todos os esforços foram feitos para trazer novos investimentos e valorizar a mão de obra local, com destaque para os mais de 250 novos postos de trabalho abertos, demonstrando o compromisso da companhia com o desenvolvimento econômico da região do Vale do Paraíba e da indústria automotiva nacional.
A montadora Caoa Chery demitiu 59 trabalhadores da fábrica de Jacareí, nesta quarta-feira (18), e encerrou as atividades da Powertrain --produção de motores. Foram demitidos trabalhadores da produção e do setor administrativo. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que criticou os cortes: “Colocam os trabalhadores numa grave situação de desemprego justamente no momento em que mais precisam de estabilidade, salário e plano de saúde, com a proliferação do coronavírus no país”. O número de demissões representa 10% do quadro de funcionários da montadora na cidade. Antes dos cortes, a Chery tinha 540 empregados. Segundo o sindicato, a Chery argumentou que os cortes são resultado da perspectiva de queda na produção. Em Jacareí, a montadora produz os modelos Arrizo 5 e Tiggo 2 e já está se preparando para iniciar a produção do Arrizo 6. Com o encerramento da Powertrain, que produzia 60 motores por dia em Jacareí, ainda de acordo com o sindicato, a Chery passa a importar motores da China. “Não podemos aceitar demissões num cenário em que a população mais precisa de seus empregos e planos de saúde. O sindicato vai cobrar do poder público medidas em favor dos trabalhadores. Nem a Chery nem qualquer outra empresa pode fazer demissões neste momento. As empresas têm de assumir suas responsabilidades diante dessa crise”, disse Guirá Borba de Godoy Guimarães, diretor do sindicato. Procurada, a Caoa Chery ainda não se manifestou.
As indústrias do Vale do Paraíba foram responsáveis por 73% dos investimentos confirmados pela Piesp (Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo), da Fundação Seade, desde 2012, início da série histórica do órgão estadual. Nesse período, a região acumula 295 empreendimentos confirmados, sendo que em 203 deles o valor foi divulgado, alcançando R$ 27,7 bilhões em oito anos. Do total, o setor industrial aplicou R$ 20,3 bilhões em investimentos na região, acompanhado à distância pela área de infraestrutura, que investiu R$ 4,60 bilhões no Vale desde 2012, 17% da totalidade. Em seguida aparecem os setores de serviços, com R$ 2,56 bilhões (9%) gastos na região, e o comércio, que aplicou R$ 298,5 milhões (1%). Dezoito cidades do Vale foram alvo desses 295 empreendimentos nesses últimos oito anos (leia texto abaixo). EMPRESAS. Os 203 empreendimentos com o valor anunciado foram realizados por 140 empresas, das quais a Embraer lidera no setor industrial. A fabricante de aviões foi a empresa privada que mais investiu no Vale desde 2012 -- R$ 6,47 bilhões--, 23% do total aportado na região. A companhia criada em São José dos Campos fez investimentos para o desenvolvimento e produção de aeronaves e na expansão da unidade de Eugênio de Melo, inaugurada em janeiro deste ano. Do segmento de alumínio, a Novelis, de Pindamonhangaba, aportou R$ 4 bilhões (14% do total) no Vale nestes últimos oito anos, para expansão e modernização da capacidade produtiva. Depois das duas empresas, aparece o Consórcio Litoral Norte, que duplica o trecho de Serra da Rodovia dos Tamoios e que atende investimento do governo estadual. O grupo ocupa a terceira colocação no ranking regional, com R$ 2,90 bilhões (10%). São José, Pinda e Jacareí lideram aporte de investimentos na RMVale desde 2012 São José dos Campos recebeu 35% dos investimentos com valor divulgado no Vale do Paraíba entre 2012 e 2019, segundo a Fundação Seade. A cidade acumula R$ 9,78 bilhões aplicados no período, por empresas como Embraer, Visiona Tecnologia Espacial e General Motors. Abrigando empresas como Novelis e Gerdau, Pindamonhangaba foi o segundo destino dos maiores investimentos feitos no Vale desde 2012, com R$ 5,41 bilhões (20% do total). Jacareí vem em terceiro, com R$ 3,44 bilhões investidos (12%), seguido de Taubaté (R$ 1,95 bilhão / 7%), Guaratinguetá (R$ 1,38 bilhão / 5%) e Caçapava (R$ 819 milhões / 3%). A região também recebeu R$ 4,25 bilhões (15%) em diversos municípios, para obras em rodovias.