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A fábrica da LG, em Taubaté, anunciou que a produção de celulares na fábrica será paralisada em março, por tempo indeterminado. O motivo: a epidemia do coronavírus, que já matou milhares de pessoas na China e algumas em outros países da Ásia. Muitos dos componentes utilizados na fabricação dos aparelhos celulares são importados do país asiático. E, como as fabricantes não estão trabalhando normalmente por conta da doença, que assombra o país, acabou prejudicando e comprometendo a produção na cidade do Vale do Paraíba. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté. A fábrica taubateana, que tem matriz na Coreia do Sul, país vizinho da China, protocolou nesta segunda-feira férias coletivas de 10 dias, valendo a partir do dia 2 de março, uma segunda-feira. Atualmente, a LG Eletronics tem cerca de 1.000 funcionários atuando na unidade de Taubaté. Além dos celulares, também são produzidos monitores de televisão. SANTOS. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) marcou para às 7h de desta terça-feira a inspeção do navio Kota Pemimpin. A embarcação de bandeira chinesa atracou na noite desta segunda-feira no Porto de Santos, em São Paulo. O trabalho será feito em conjunto com a vigilância epidemiológica do estado de São Paulo e do município de Santos. Na última sexta, o navio encaminhou, como parte a documentação necessária para aportar, o livro médico de bordo. Entre os registros, há o de dois tripulantes que tiveram sintomas gripais durante a viagem, com tosse e dor de garganta. No entanto, a Anvisa acabou descartando a possibilidade de se tratarem de casos de coronavírus. “Neste momento, não há nenhum tripulante doente no navio, não havendo motivo para preocupação”, diz comunicado. A embarcação ficará isolada durante a inspeção. “A ação faz parte do reforço da Anvisa para o coronavírus, já que a embarcação teve o relato de dois casos com sintomas de tosse e febre”, informa a nota da Anvisa. Após a avaliação, o navio poderá receber o Certificado de Livre Prática, documento emitido a todas as embarcações que atracam nos portos brasileiros.
O Ministério Público Federal pediu ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa) uma reanálise da aprovação da transação comercial entre a Embraer e a Boeing, autorizada pela Superintendência-Geral do órgão no fim de janeiro. A subprocuradora-geral da República, Samantha Dobrolowolski, entendeu que o tribunal do Cade deve rever a aprovação para reavaliar se o negócio afetará mercados mais amplos. Em janeiro, o Cade entendeu que as empresas não concorrem nos mesmos mercados e, portanto, não haveria risco de problemas concorrenciais decorrentes da aquisição “Não só por estar envolvido em um mercado complexo, já em dinâmica de concentração, e para a qual a operação contribuirá diretamente, como por se identificar algumas omissões, na definição, e consequente análise, do mercado mais amplo por ela afetado”, apontou a subprocuradora. Na época, o Cade dividiu a análise em duas transações: a aquisição pela Boeing de 80% do capital do negócio de aviação comercial da Embraer, englobando a produção de aeronaves regionais e comerciais de grande porte, e a criação da joint venture entre Boeing e Embraer, “voltada para a produção da aeronave de transporte militar KC-390, com participações de 49% e 51%, respectivamente (Operação de Defesa)”. O caso agora será distribuído a algum conselheiro do órgão. O relator poderá indeferir o recurso do MPF e pautar a decisão imediatamente para julgamento, ou acatar o recurso e continuar a instrução do ato de concentração. “Embraer e Boeing têm atuado junto ao Cade e outras autoridades regulatórias durante o processo de análise de nossa potencial parceria”, informou a fabricante, em nota. E completou: “Já recebemos aprovação incondicional para finalizar nossa transação em quase todas as jurisdições, inclusive Estados Unidos, China e Japão. Recebemos com satisfação a aprovação sem restrições da Superintendência do Cade no mês passado. Continuamos a cooperar com o Cade e a Comissão Europeia à medida que finalizam a avaliação de nossa transação e esperamos obter uma solução positiva”. A Comissão Europeia também analisa o negócio entre Embraer e Boeing, e deve dar um parecer somente após o final de abril.
Para aprovar a negociação entre Embraer e Boeing, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou duas transações diferentes. A primeira consiste na aquisição pela Boeing de 80% do setor de aviação comercial da Embraer e a segunda trata da criação da joint venture entre as duas empresas. A negociação geral é avaliada em uma quantia de US$ 4,2 bilhões. Para a análise da chamada 'Operação Comercial', que engloba a produção de aeronaves comerciais de grande porte da Embraer, o Conselho concluiu que a operação "não deve impactar negativamente os níveis de rivalidade existentes neste mercado, apesar de as condições de entrada no setor não serem favoráveis." A avaliação da autarquia é que ampliação da Boeing pode aumentar a competitividade com a Airbus, que é líder no setor de mercado. Já na chamada 'Operação Defesa', a avaliação foi voltada para a produção da aeronave de transporte militar KC-390, com participações de 49% da Boeing e 51% da Embraer. "A autarquia concluiu que não existe possibilidade de exercício de poder de mercado", diz o comunicado do Cade. "A aprovação do acordo pelo órgão regulador brasileiro é uma demonstração clara da natureza pró-competitiva de nossa parceria", disse Francisco Gomes Neto, CEO e Presidente da Embraer. "A decisão não apenas beneficiará nossos clientes, mas também permitirá o crescimento da Embraer e da indústria aeronáutica brasileira como um todo". "Esta mais recente aprovação de nossa parceria é outra validação por parte das agências reguladoras globais de nossa parceria, a qual, como consistentemente afirmamos, trará maior competitividade ao mercado de jatos regionais, mais valor para nossos clientes e maiores oportunidades aos nossos funcionários. Mantivemos um engajamento produtivo com o Cade para demonstrar a natureza competitiva da parceria que estamos planejando e para a qual esperamos um desfecho positivo", disse Marc Allen, executivo da Boeing e presidente da Parceria Embraer e Operações do Grupo. Transação agora depende do aval da União Europeia para ser concretizada Após a aprovação do Cade, o negócio entre Embraer e Boeing só depende de aval da União Europeia para ser concretizada. As empresas acreditam em um desfecho favorável. "Diante do endosso favorável que temos recebido de nossos clientes na Europa e das aprovações incondicionais de todas as agências reguladoras que analisaram nossa transação, esperamos receber a aprovação final para a transação o mais rápido possível", afirmou Marc Allen, executivo da Boeing e presidente da Parceria Embraer e Operações do Grupo. Se for aprovada, a parceria será a principal concorrente do consórcio europeu Airbus, que controla majoritariamente o programa de jatos regionais da canadense Bombardier.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou taxa de 0,71% em janeiro deste ano. O resultado ficou abaixo do 1,05% do IPCA-15 de dezembro, mas acima do 0,30% de janeiro de 2019. Essa é a maior taxa para o mês desde 2016 (0,92%). O dado foi divulgado hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa do IPCA-15 acumulada em 12 meses ficou em 4,34%, acima dos 3,91% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. A taxa de janeiro foi puxada principalmente pelos alimentos e bebidas, que tiveram inflação de 1,83% e responderam por mais da metade da taxa de 0,71% do IPCA-15. Os principais responsáveis por esse resultado foram as carnes, que tiveram alta de preços de 17,71% no período e foram o item individual com maior impacto. A alimentação fora de casa também teve alta importante, de 0,99%. Outro grupo de despesas com impacto importante na prévia de janeiro da inflação foi o de transportes, que teve alta de preços de 0,92%. A gasolina teve inflação de 2,64% e foi o segundo item individual com maior impacto no IPCA. Também tiveram inflação os grupos de despesa vestuário (0,10%), saúde e cuidados pessoais (0,35%), despesas pessoais (0,47%), educação (0,32%) e comunicação (0,02%). Por outro lado, tiveram deflação (queda de preços) os grupos de despesa habitação (-0,14%) e artigos de residência (-0,01%).
A Embraer concedeu três dias de licença remunerada aos funcionários. As atividades na empresa deveriam ser reiniciadas nesta semana após duas semanas de férias coletivas para a separação interna dos negócios de aviação comercial dos demais setores. A companhia está, desde 2018, em um processo de fusão com norte-americana Boeing. “Nos próximos dias, os sistemas que foram separados e/ou duplicados passarão pelos ajustes e testes finais, que são extremamente importantes para a constituição de duas empresas independentes e prontas para operar com total qualidade”, explica o comunicado da empresa sobre a decisão de adiar a volta ao trabalho. Hoje (21), foram inauguradas as novas instalações da unidade Eugênio de Melo. O centro de tecnologia e engenharia tinha capacidade para 1,5 mil profissionais e foi ampliado para abrigar 4 mil funcionários. Assim, o local passará a concentrar as atividades da empresa em São José dos Campos. A Embraer ressaltou que ainda aguarda a aprovação das autoridades concorrenciais para finalizar a fusão. O acordo em andamento entre as duas companhias prevê a criação de uma nova companhia, uma joint venture, na qual a Boeing terá 80% e a Embraer, 20%. A nova empresa não vai absorver as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que continuarão somente com a Embraer. No dia 1º de janeiro, a Embraer divulgou um fato relevante, informando ao mercado e os acionistas que tinha efetuado a segregação da parte de aviação comercial das demais atividades.
Presidente da Aviação Comercial da Embraer, John Slattery confirmou nesta segunda-feira que a fabricante brasileira está em estágio avançado de análise para lançamento de um novo turboélice a ser desenvolvido em parceria com a Boeing. A informação é da agência Reuters. A aeronave será do mesmo tamanho ou maior que o turboélice ATR-72, de 70 lugares, produzido pelo grupo franco-italiano Avions de Transport Régional, que atualmente domina o segmento. No entanto, o projeto depende do aval da Comissão Europeia e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), no Brasil, que analisam a compra do controle da divisão comercial da Embraer pela Boeing. Na Europa, a expectativa é que a decisão sobre a fusão, que vai movimentar cerca de US$ 4,2 bilhões, saia até 30 de abril. "Ele [turboélice] fica dentro de nosso mercado alvo, que sempre fomos claros em dizer que é abaixo de 150 lugares, e terá uma adjacência natural com a família E2”, disse Slattery à Reuters, citando a família de jatos regionais de 80 a 120 lugares da Embraer. “O estudo do modelo de negócios está indo bem”. O executivo ainda afirmou que a Embraer não seguirá adiante com o projeto do turboélice se tiver de desenvolvê-lo sozinha por causa do custo estimado em bilhões de dólares, além de outras prioridades da companhia. Mas ele destacou que não há relação entre o estudo do turboélice e as negociações com reguladores sobre o restante das atividades de aviação comercial da Embraer. "O volume de recursos necessários para uma nova aeronave comercial estado da arte é de uma ordem de magnitude que nós simplesmente não temos apetite para desenvolver fora do ambiente da joint venture [com a Boeing], Sem joint venture, sem turboélice", disse Slattery, que será o presidente da Boeing Brasil Commercial, nome da joint venture entre as fabricantes. Segundo a agência, analistas afirmam que turboélices são mais eficientes que jatos em distâncias curtas, especialmente em momentos de alta nos preços do petróleo. A Airbus e a italiana Leonardo controlam a ATR, que detém cerca de 80% do mercado de turboélices do mundo, com o restante sendo atendido pelo De Havilland Canada DHC-8. A China também está buscando atuar no mercado de turboélices com o futuro Xian MA700.