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A insistência do presidente americano Donald Trump em permanecer no poder, mesmo derrotado na eleição para o democrata Joe Biden, não é bom sinal para o Vale do Paraíba. Ao menos do ponto de vista comercial. Nos quatro anos de mandato do republicano, a região viu as exportações para a China crescerem 326% enquanto que para os Estados Unidos o volume subiu apenas 2%. Isso mesmo com o alinhamento ideológico do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com Trump e seu governo. Essa aproximação não foi capaz de render frutos comerciais, mesmo com o Vale abrigando empresas como a Embraer, que está entre as maiores exportadoras do país. Por outro lado, o crescimento das exportações para a China em meio a ataques do governo e de pessoas ligadas a Bolsonaro, como o filho e deputado Eduardo Bolsonaro, mostra como a relação comercial com os chineses é imprescindível. Manter um clima hostil com a China pode trazer prejuízos irreparáveis às exportações da RMVale. Os números provam. Considerando o período de mandato do presidente Donald Trump, que começou em janeiro de 2017 e termina em 20 de janeiro, as exportações das empresas do Vale para os Estados Unidos cresceram 2,25% nesse intervalo. A comparação é feita com os quatro anos anteriores ao do mandato do republicano. No último período de Barack Obama como presidente americano, a região exportou US$ 11,3 bilhões aos Estados Unidos, nada menos do que 33% do total vendido pelo Vale ao exterior no período. No mesmo intervalo, a China comprou US$ 2,50 bilhões das empresas da região, apenas 7% do total exportado nos quatro últimos anos de Obama. Na gestão Trump, os números mudaram bastante, mas só do lado chinês. O país asiático deu um salto de 326% e importou US$ 10,6 bilhões das empresas do Vale, 26% do total vendido entre 2017 e 2020. Nesse mesmo intervalo, a região vendeu aos americanos US$ 11,5 bilhões, 28% das exportações totais, mas apenas um índice de 2% de crescimento na comparação com o período anterior. Em 2020, os EUA já perderam a liderança para a China. Em ano de pandemia, China supera EUA e se torna maior importadora da RMVale O enfrentamento da pandemia do coronavírus fez diferença na balança comercial internacional. A China importou US$ 2,06 bilhões do Vale em 2020 contra US$ 2,19 bilhões no ano anterior (-6%). Mesmo assim, os chineses subiram de 21% para 26% do total exportado pela região e ultrapassaram os EUA, que compraram US$ 1,88 bilhão contra US$ 3,75 bilhões em 2019, retração de 50% e queda de 36% para 24% no total exportado pelo Vale. O enfrentamento da China ao vírus foi positivo para as exportações do Vale.
O fechamento da fábrica da Ford em Taubaté irá impactar toda a cadeia produtiva do setor automobilístico no Vale do Paraíba e tem potencial para provocar o fechamento de 3.000 empregos, além de redução de renda e cortes em outros setores da economia. Na última segunda-feira (11), a montadora anunciou que irá encerrar a produção no Brasil e fechar as unidades produtivas no país, em Taubaté, Camaçari (BA) e Horizonte (CE). A produção será encerrada imediatamente em Camaçari e Taubaté, mantendo-se apenas a fabricação de peças por alguns meses para garantir disponibilidade dos estoques de pós-venda. Segundo a Ford, a decisão foi tomada na medida em que a pandemia da Covid-19 “amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”. Na avaliação do economista e professor Edson Trajano, pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), a cadeia produtiva do setor automobilístico sofrerá grandes impactos com o fechamento da Ford. “Estamos falando de 830 empregos diretos na montadora, mas a fábrica está no final da cadeia produtiva e isso vai representar em torno de 3.000 empregos na cadeia produtiva como um todo na região, em especial em Taubaté.” Outro problema é que o setor industrial paga os melhores salários, e as demissões irão reduzir a renda em Taubaté. De acordo com os dados do Ministério do Trabalho, a média salarial do setor industrial gira em torno de R$ 5.000 em Taubaté. Nos setores de comércio e serviços, está em torno de R$ 2.000. “Isso contribui para a redução da renda no município e isso impacta diretamente nas atividades de comércio e serviços. É difícil precisar o impacto da redução de emprego nesses dois setores”, disse Trajano. Outro aspecto preocupante é a queda na arrecadação do setor público. Com o fechamento da fábrica da Ford, ocorrerá uma queda na arrecadação, principalmente por parte da Prefeitura de Taubaté, mas também impactando o Estado e o governo federal. “O município já sofre com impacto nas receitas por causa da pandemia. O espaço fechado pela Ford tem que ser ocupado por outra empresa para mitigar esses efeitos prejudiciais, que são muito preocupantes”, completou o economista.
Com o fechamento da fábrica da Ford em Taubaté, e também as outras unidades do país, anunciado nesta última segunda-feira pela multinacional, começa uma ‘corrida’ entre governos estaduais e Federal para ver quem consegue trazer uma nova fábrica para o local, provavelmente chinesa. Assim como o governador João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disputam quem consegue a primeira vacina contra a Covid-19, agora a luta é por uma empresa que assuma as instalações da Ford. Em Taubaté, 830 empregos serão extintos com a decisão. Nesta terça-feira, inclusive, o prefeito taubateano, José Saud (MDB) esteve no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, onde se encontrou com membros do governo estadual. Em nota enviada à imprensa, a prefeitura disse que “o governo do estado informou na reunião que há tratativas com duas empresas interessadas em comprar o espaço pertencente a Ford e que na próxima semana algumas pessoas estarão em Taubaté para analisar o local”. A Prefeitura ainda vai buscar apoio do Governo Federal por uma alternativa que minimize a perda dessas vagas. Taubaté não é um caso isolado. Na Bahia, por exemplo, onde será fechada a fábrica de Camaçari, o governador Rui Costa (PT), disse que já fez contato com as embaixadas da China, Japão e Coreia do Sul para buscar uma alternativa. Em Brasília, o Governo Federal também diz sondar empresas chinesas para atuarem no lugar da fábrica da Ford em Taubaté. O Ministério da Economia até já montou um grupo de trabalho para avaliar o fechamento das fábricas. Nos bastidores do governo, a probabilidade de uma fábrica da China é maior. A Chery, que já tem uma unidade em Jacareí, seria uma das cotadas para chegar.
Após a Ford anunciar o fim das atividades no Brasil, a Prefeitura de Taubaté, o Sindicato dos Metalúrgicos e o governo do Estado de São Paulo se reuniram para discutir ações na tarde desta terça-feira (12). Segundo a prefeitura, a equipe de João Doria (PSDB) apontou que há interesse de duas empresas no terreno onde funciona a montadora em Taubaté. Em nota, o município disse que em decorrência do interesse de outras empresas pelo espaço que abriga a Ford, visitas para análise do local devem ser realizadas na próxima semana.  O governo informou ainda que irá acionar o Ministério do Desenvolvimento Social, do governo federal, para que encontre alternativas aos trabalhadores. "A Ford foi favorecida com benefícios no intuito de incentivar à continuidade das atividades e possível expansão. Trata-se, porém, da ação de fechamento com base em uma decisão global do grupo", diz nota do governo de José Saud (MDB). Segundo a Folha de S. Paulo, o governo federal também acionou executivos de fabricantes mundiais para buscar um destino para os espaços deixados pela Ford. No total, o fim das atividades deve impactar 830 funcionários diretos e outros 600 indiretos. No ano passado, 160 integraram um PDV (Plano de Demissão Voluntária). A reunião contou com a participação da secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, com o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, com o presidente do Investe SP, Wilson Melo, com o juiz do trabalho Guilherme Feliciano, além do prefeito José Saud (MDB) e de Cláudio Batista, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.
A Ford Brasil anunciou nesta segunda-feira (11) que irá encerrar a produção e fechar a fábrica de Taubaté. O anúncio inclui o fim das atividades de manufatura no Brasil, com fechamentos também nas plantas de Camaçari (BA) e da Troller (Horizonte, CE). A medida foi amparada nos desgastes sofridos pela montadora na pandemia. Segundo a empresa, a produção será encerrada imediatamente em Camaçari e Taubaté, mantendo-se apenas a fabricação de peças por alguns meses para garantir disponibilidade dos estoque de pós-venda. A Ford apontou que a decisão foi tomada à medida em que a pandemia da Covid-19 "amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas".  Como resultado, a Ford encerrará as vendas do EcoSport, Ka e T4 assim que terminarem os estoques. As operações de manufatura na Argentina e no Uruguai e as organizações de vendas em outros mercados da América do Sul não devem ser impactadas. Em decorrência do anúncio, a empresa apontou que prevê um impacto de aproximadamente US$ 4,1 bilhões em despesas não recorrentes, incluindo cerca de US$ 2,5 bilhões em 2020 e US$ 1,6 bilhão em 2021. O Sindicato dos Metalúrgicos informou que convocou uma assembleia emergencial para às 17h30 e que deve decidir, junto dos trabalhadores, quais medidas serão tomadas diante do anúncio.   Em nota, a Prefeitura de Taubaté informou que buscará uma reunião com o governador João Doria (PSDB) e com o Sindicato dos Metalúrgicos. "A Prefeitura de Taubaté lamenta o fechamento da planta da Ford na cidade e a consequente demissão dos 830 funcionários, entendendo que a crise econômica mundial tem reflexos na cidade, mas não podemos arcar com tal monta de prejuízo. Todos os trabalhadores desligados receberão o apoio necessário da administração municipal. Ainda nesta semana, o Executivo terá reuniões com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos e do governo do Estado para buscar alternativas".
A General Motors vai retomar o plano de investimentos de R$ 10 bilhões no Brasil, que havia sido anunciado em 2019 e ficou suspenso por causa da pandemia do coronavírus. O montante será investido no estado de São Paulo, especialmente nas fábricas de São José dos Campos e de São Caetano do Sul, no ABC paulista. A previsão anterior era de que a planta do Vale do Paraíba recebesse até R$ 6 bilhões do investimento, mas a GM ainda não detalha a divisão do recurso. Uma boa parte do montante será destinada a novos modelos de carros. Em comunicado, a montadora disse que os “investimentos são estratégicos para o desenvolvimento e a produção de veículos inéditos, além da ampliação da oferta de equipamentos”. “Somando o plano do quinquênio anterior, de R$ 13 bilhões, a GM aportará o maior montante de investimentos de uma empresa na história da indústria automotiva brasileira no período de uma década”, informou a GM. De acordo com o site Autoesporte, o investimento deve ser aplicado na nova Spin, que será um crossover ao estilo SUV na próxima geração. Ainda há outros projetos, como de uma picape entre média e pequena para concorrer com a Fiat Toro. O lançamento não vai tirar a S10 do mercado, picape que é fabricada em São José dos Campos e que terá uma nova geração até 2023. Os lançamentos dos novos veículos estão previstos para ocorrer entre 2022 e 2024. Ainda podem surgir dois novos SUVs da GM no futuro. Nas redes sociais, o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), celebrou o anúncio dos investimentos: “Mais uma excelente notícia para iniciarmos 2021. Investimentos da GM confirmados para a nossa cidade”. O complexo industrial da GM em São José tem cerca de 3 mil trabalhadores e produz a picape S10 e a Trailblazer. O último grande investimento na unidade ocorreu em 2008 e o novo aporte vem sendo cobrado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José, que espera a geração de novos empregos.
O Vale do Paraíba fechou 2020 com as mais baixas exportações da série histórica do Ministério da Economia, que começa em 2015. As empresas da região venderam US$ 7,86 bilhões em produtos ao exterior no ano passado, contra US$ 10,5 bilhões em 2019, uma retração de 25,4%. Nada menos do que todos os meses do ano passado, com exceção de março, registraram queda nas exportações do Vale na comparação com o ano anterior. Os meses de pandemia foram os piores em termos de queda percentual nas exportações, com -57,6% em abril, -56% em maio, -20,6% em julho, -30% em agosto e -29% em setembro. As importações da região também caíram durante o ano de 2020, com -24% na comparação com 2019: US$ 4,46 bilhões contra US$ 5,87 bilhões, revelando a queda na atividade industrial da região em razão da pandemia. Com isso, a RMVale atingiu o mais baixo superávit desde 2016, segundo o Ministério da Economia. A balança comercial fechou com saldo positivo de US$ 3,39 bilhões no ano passado contra US$ 4,67 bilhões em 2019, uma queda de 27%. Em 2018, o superávit do Vale foi de US$ 5,32 bilhões e de US$ 5,35 bilhões em 2017. Em 2016, o valor foi menor do que o de 2020: US$ 1,29 bilhão. "Nessa escala global, a recessão da crise provocada pelo coronavírus só se compara à depressão de 1929. É algo sem precedentes", diz relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional). A previsão é de queda de alguns trilhões de dólares na economia mundial. "A recessão é realidade para o mundo todo. Essa situação é associada ao vírus. A pandemia requer distanciamento social e temos diferentes graus de intensidade, de lockdown até outras medidas. O setor de serviços é o que mais sofre na pandemia. A revisão do FMI prevê que a economia mundial vai contrair na ordem de 4,9%", completa Carlos Braga, professor associado da Fundação Dom Cabral e ex-diretor do Banco Mundial. COVID. Segundo ele, o enfrentamento da Covid-19 está ligado ao ritmo de recuperação da economia. Os países que melhor combateram o vírus também são aqueles cujas economias estão retomando mais rápido, caso da China. Já Brasil e Estados Unidos estão no campo oposto, embora ideologicamente parecidos com os governos de Donald Trump, que segue sem reconhecer a própria derrota, e de Jair Bolsonaro. "O Brasil e os Estados Unidos são exemplo de 'como não fazer'. São países que demoraram a agir e tiveram mensagens de que problema ia desaparecer rápido. Quando agiram, entraram em conflito com estados sobre as regras e restrições. Mensagens conflitantes não inspiram confiança para mercados e investidores", afirmou o economista. INDÚSTRIAS. A força do Vale na balança comercial se mostrou, com a pandemia, a sua principal fraqueza. Os setores mais fortes e exportadores da região foram os que mais sofreram com a crise causada pelo coronavírus, caso da indústria aeroespacial e do mercado automobilístico. Não à toa, cidades com grande volume de exportação nesses segmentos estão entre as que mais retraíram as vendas ao exterior no ano passado, na comparação com 2019. São José dos Campos terminou o ano com US$ 2 bilhões exportados, o maior montante da região, mas queda de 49% diante do volume de 2019, de US$ 3,93 bilhões. Maior exportadora de carros, Taubaté vendeu US$ 552,8 milhões em 2020, -31% frente aos US$ 810,2 milhões de 2019. Na mesma comparação, Jacareí retraiu 13,4%: US$ 679,6 milhões ante US$ 785,5 milhões.n
A ligação ideológica e política do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com seu colega norte-americano, Donald Trump --derrotado nas eleições presidenciais para o democrata Joe Biden--, não foi suficiente para garantir crescimento na relação comercial entre os dois países, em benefício das empresas da RMVale. A exportação de produtos feitos na região para os Estados Unidos caiu 55% neste ano, entre janeiro e novembro, na comparação com igual período do ano passado. De acordo com dados oficiais do Ministério da Economia, as exportações para os EUA despencaram de US$ 3,21 bilhões no ano passado para US$ 1,43 bilhão, em 2020, ano marcado pela pandemia do coronavírus e crise econômica mundial. Com isso, os EUA têm a maior queda percentual nas exportações do Vale entre as 10 nações que mais compraram produtos da região neste ano, grupo responsável por 80% do total das vendas das empresas da região. O forte impacto da pandemia derrubou as exportações para o grupo dos 10 maiores compradores, com queda de 17,8% em 2020: US$ 5,56 bilhões contra US$ 6,77 bilhões. A China manteve a primeira colocação como a principal parceira comercial do Vale do Paraíba, a despeito de todo o conflito político provocado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. No final de novembro, o deputado disse (sem provas) que a China praticaria espionagem por meio de sua rede de tecnologia 5G. Pequim acionou o Itamaraty para reclamar da publicação de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, posteriormente apagada por ele. O episódio abriu outra crise diplomática entre o governo brasileiro e a China, que chegou a dizer que o Brasil poderia “arcar com consequências negativas”. Na balança comercial do Vale, a China segue registrando queda nas importações, com US$ 2,011 bilhões nos 11 meses deste ano contra US$ 2,016 em igual período do ano passado, uma ligeira retração de 0,28%. Porém, é o terceiro período consecutivo em que a China diminui as importações do Vale, depois de aumentar 14% entre janeiro e agosto. Terceira maior compradora do Vale, a Argentina importou US$ 477,7 milhões neste ano contra US$ 568,2 milhões no ano passado, queda de 16%. A Holanda importou US$ 475 milhões contra US$ 319,4 milhões, um aumento de 48%. Além dos holandeses, dos 10 países que mais compraram produtos do Vale em 2020, seis aumentaram a importação e quatro reduziram. Contudo, o grupo das quatro nações representa 58,6% do total das exportações do Vale em 2020 e reduziram a compra em 32%, com US$ 4,08 bilhões ante US$ 6,04 bilhões. PRODUTOS. A redução de 57% na exportação de aeronaves foi o principal motivo para a queda nas vendas para os EUA. Enquanto o Vale exportou US$ 2,87 bilhões em aeronaves no ano passado, neste ano o total foi de US$ 1,23 bilhão, afetando principalmente a Embraer, terceira maior fabricante de aeronaves do mundo. No total, nove dos 10 produtos mais exportados pelo Vale tiveram reduções nas vendas em 2020 na comparação com 2019. A queda ameaça a produção industrial da região em razão de que essa “cesta negativa” representa 90% do total exportado pela região. Petróleo caiu 7%, com US$ 3,50 bilhões contra US$ 3,77 bilhões, e veículos reduziu 21,8%, com US$ 561,6 milhões contra US$ 718,3 milhões.