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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou taxa de 0,71% em janeiro deste ano. O resultado ficou abaixo do 1,05% do IPCA-15 de dezembro, mas acima do 0,30% de janeiro de 2019. Essa é a maior taxa para o mês desde 2016 (0,92%). O dado foi divulgado hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa do IPCA-15 acumulada em 12 meses ficou em 4,34%, acima dos 3,91% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. A taxa de janeiro foi puxada principalmente pelos alimentos e bebidas, que tiveram inflação de 1,83% e responderam por mais da metade da taxa de 0,71% do IPCA-15. Os principais responsáveis por esse resultado foram as carnes, que tiveram alta de preços de 17,71% no período e foram o item individual com maior impacto. A alimentação fora de casa também teve alta importante, de 0,99%. Outro grupo de despesas com impacto importante na prévia de janeiro da inflação foi o de transportes, que teve alta de preços de 0,92%. A gasolina teve inflação de 2,64% e foi o segundo item individual com maior impacto no IPCA. Também tiveram inflação os grupos de despesa vestuário (0,10%), saúde e cuidados pessoais (0,35%), despesas pessoais (0,47%), educação (0,32%) e comunicação (0,02%). Por outro lado, tiveram deflação (queda de preços) os grupos de despesa habitação (-0,14%) e artigos de residência (-0,01%).
A Embraer concedeu três dias de licença remunerada aos funcionários. As atividades na empresa deveriam ser reiniciadas nesta semana após duas semanas de férias coletivas para a separação interna dos negócios de aviação comercial dos demais setores. A companhia está, desde 2018, em um processo de fusão com norte-americana Boeing. “Nos próximos dias, os sistemas que foram separados e/ou duplicados passarão pelos ajustes e testes finais, que são extremamente importantes para a constituição de duas empresas independentes e prontas para operar com total qualidade”, explica o comunicado da empresa sobre a decisão de adiar a volta ao trabalho. Hoje (21), foram inauguradas as novas instalações da unidade Eugênio de Melo. O centro de tecnologia e engenharia tinha capacidade para 1,5 mil profissionais e foi ampliado para abrigar 4 mil funcionários. Assim, o local passará a concentrar as atividades da empresa em São José dos Campos. A Embraer ressaltou que ainda aguarda a aprovação das autoridades concorrenciais para finalizar a fusão. O acordo em andamento entre as duas companhias prevê a criação de uma nova companhia, uma joint venture, na qual a Boeing terá 80% e a Embraer, 20%. A nova empresa não vai absorver as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que continuarão somente com a Embraer. No dia 1º de janeiro, a Embraer divulgou um fato relevante, informando ao mercado e os acionistas que tinha efetuado a segregação da parte de aviação comercial das demais atividades.
Presidente da Aviação Comercial da Embraer, John Slattery confirmou nesta segunda-feira que a fabricante brasileira está em estágio avançado de análise para lançamento de um novo turboélice a ser desenvolvido em parceria com a Boeing. A informação é da agência Reuters. A aeronave será do mesmo tamanho ou maior que o turboélice ATR-72, de 70 lugares, produzido pelo grupo franco-italiano Avions de Transport Régional, que atualmente domina o segmento. No entanto, o projeto depende do aval da Comissão Europeia e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), no Brasil, que analisam a compra do controle da divisão comercial da Embraer pela Boeing. Na Europa, a expectativa é que a decisão sobre a fusão, que vai movimentar cerca de US$ 4,2 bilhões, saia até 30 de abril. "Ele [turboélice] fica dentro de nosso mercado alvo, que sempre fomos claros em dizer que é abaixo de 150 lugares, e terá uma adjacência natural com a família E2”, disse Slattery à Reuters, citando a família de jatos regionais de 80 a 120 lugares da Embraer. “O estudo do modelo de negócios está indo bem”. O executivo ainda afirmou que a Embraer não seguirá adiante com o projeto do turboélice se tiver de desenvolvê-lo sozinha por causa do custo estimado em bilhões de dólares, além de outras prioridades da companhia. Mas ele destacou que não há relação entre o estudo do turboélice e as negociações com reguladores sobre o restante das atividades de aviação comercial da Embraer. "O volume de recursos necessários para uma nova aeronave comercial estado da arte é de uma ordem de magnitude que nós simplesmente não temos apetite para desenvolver fora do ambiente da joint venture [com a Boeing], Sem joint venture, sem turboélice", disse Slattery, que será o presidente da Boeing Brasil Commercial, nome da joint venture entre as fabricantes. Segundo a agência, analistas afirmam que turboélices são mais eficientes que jatos em distâncias curtas, especialmente em momentos de alta nos preços do petróleo. A Airbus e a italiana Leonardo controlam a ATR, que detém cerca de 80% do mercado de turboélices do mundo, com o restante sendo atendido pelo De Havilland Canada DHC-8. A China também está buscando atuar no mercado de turboélices com o futuro Xian MA700.
O Vale do Paraíba fechou 2019 com superávit de US$ 4,67 bilhões na balança comercial, menor saldo dos últimos três anos. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Economia. O resultado é 12% menor do que o superávit da região no ano passado, de US$ 5,32 bilhões. Quase a mesma queda percentual ante o desempenho da balança comercial em 2017, com superávit de US$ 5,35 bilhões. Já o superávit deste ano supera o de 2016 (US$ 1,29 bilhão) e o dos demais anos da série histórica do governo, que começa em 1997. Nesses 23 anos, a região fechou com superávit apenas em oito, sendo que metade nos últimos quatro anos. O baixo rendimento da balança da RMVale em 2019 deve-se à redução das exportações, que caíram 10,44% ante 2018: US$ 10,5 bilhões contra US$ 11,7 bilhões. As importações também foram menores: -9% (US$ 5,87 bilhões ante US$ 6,45 bilhões), o que pode representar uma desaceleração na produção industrial neste começo de ano, segundo analistas, o que poderá afetar a geração de empregos. Com queda nas exportações e importações, o saldo da balança comercial foi 12,26% menor em 2019 (US$ 4,67 bilhões) comparado a 2018 (US$ 5,32 bilhões). A boa notícia é que a exportação de dezembro (US$ 1,027 bilhão) foi a mais alta da região dos últimos oito meses, ultrapassando em 1,16% a de novembro (US$ 1,015 bilhão). O recorde do ano foi em abril, com US$ 1,37 bilhão. A cidade de São José dos Campos foi quem garantiu o aumento nas exportações do Vale, com crescimento de 40% nas vendas ao exterior em dezembro na comparação com novembro: US$ 599,7 milhões contra US$ 428,4 milhões. BRASIL. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 46,6 bilhões em 2019, o menor valor em quatro anos e uma queda de 19,6% em relação a 2018, segundo dados do Ministério da Economia. José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, disse à agência Sputnik Brasil que o país, em 2019, não teve "nenhuma direção no comércio exterior". Com US$ 3,93 bilhões exportados em 2019, São José lidera ranking na região No geral, das 28 cidades do Vale do Paraíba que venderam ou compraram no exterior ao longo do ano passado, 20 tiveram déficit na balança comercial e oito registraram superávit. São José dos Campos foi a cidade com o maior volume de exportações em 2019 (US$ 3,93 bilhões) e importações de US$ 1,07 bilhão, que renderam um superávit de US$ 2,86 bilhões. Ilhabela vendeu US$ 2,91 bilhões e registrou igual superávit, o maior do Vale. São Sebastião exportou US$ 968,5 milhões e importou US$ 1,41 bilhão, anotando déficit de US$ 445,7 milhões no saldo da balança comercial. Taubaté teve déficit de US$ 130,8 milhões (US$ 810,2 milhões exportados contra US$ 941 milhões importados), Guaratinguetá fechou com déficit de US$ 822 milhões (US$ 276,4 milhões contra US$ 1,09 bilhão) e Jacareí teve superávit de US$ 149,7 milhões (US$ 785,5 milhões ante US$ 635,7 milhões). Pindamonhangaba exportou US$ 575,2 milhões, o sexto maior valor do Vale. A cidade importou US$ 413,6 milhões e fechou 2019 com um superávit de US$ 161,6 milhões, o terceiro maior. Na comparação entre as exportações de dezembro e novembro de 2019, São José foi o destaque, com alta de 40%. Lorena teve crescimento de 73% e Caçapava de 30%. As demais cidades exportadoras venderam menos: Ilhabela (-23%), Jacareí (-60%) e Taubaté (-5%).