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Não é exatamente uma novidade quando o Emmy decide celebrar o conjunto da obra de uma série e amontoá-la de troféus em sua temporada final. Foi assim com "Game of thrones"(HBO), em 2019, por exemplo. Mas, convenhamos, tal manobra se torna um tanto quando inusitada quando é feita em nome de uma produção menos popular, com menor audiência, repercussão e orçamento. Na noite deste domingo (20), quem acompanhou a festa do Emmy de olho nas redes sociais, se divertiu bastante com a reação de muitas pessoas diante do domínio de "Schitt’s Creek" nas categorias de comédia, com suas sete vitórias. "Esse não é o cara de ‘American pie’?". "Caramba, essa é aquela atriz que fazia o papel de mãe do Macaulay Culkin em ‘Esqueceram de mim’?". "Onde passa isso?". O nome da série, aliás, foi motivo para piada recorrente durante a cerimônia, toda vez que o apresentador Jimmy Kimmel a mencionava. O motivo? A sonoridade da palavra "Schitt’s", que é idêntica à de "shit" (merda, em inglês). A transmissão resolveu o incidente de um jeito gaiato, inserindo na tela a grafia correta da série sempre que Kimmel a citava. Entre a surpresa e a curiosidade, muita gente ficou espantada com a derrota acachapante de produções mais badaladas, como "The good place" (Netflix) — também em sua temporada final — e "The marvelous Mrs. Maisel" (Amazon). Mas afinal de contas, qual o charme de "Schitt’s Creek"? Do que se trata "Schitt's Creek"? Onde assistir a "Schitt's Creek"? 'Schitt's Creek' é sobre o quê? A série foi idealizada pelo ator, produtor e roteirista canadense Eugene Levy, que marcou a adolescência de quem cresceu nos anos 1990 no papel de Sr. Levenstein, em "American pie" (1999). No projeto de "Schitt’s Creek", Eugene teve a parceria do filho, Dan Levy. Exibido no Canadá pela emissora CBC, o programa, ignorado por gigantes como HBO e ABC, acabou caindo nas graças do modesto canal a cabo americano Pop TV. Em seis temporadas, iniciadas em 2015, "Schitt’s Creek" narra a saga de uma família rica que vai à falência e precisa se mudar para o único bem que lhe resta: uma cidadezinha comprada pelo patricarca Johnny Rose (Eugene Levy), cujo nome é Schitt's Creek. O talentoso elenco tem também Catherine O’Hara na pele de Moira Rose, mulher de Johnny. Para quem ainda não associou o nome à pessoa, Catherine interpretou a mãe de Macaulay Culkin em "Esqueceram de mim". Completam o time Annie Murphy e Dan Levy, intérpretes dos filhos Alexis e David Rose. Quantos Emmy a série venceu? "Schitt’s Creek" bateu um recorde na noite deste domingo, se tornando a série de comédia com mais vitórias por uma mesma temporada. A produção levou para casa sete troféus: melhor série de comédia, melhor direção em série de comédia, melhor roteiro em série de comédia, melhor ator em série de comédia (Eugene Levy), melhor atriz em série de comédia (Catherine O’Hara), melhor ator coadjuvante em série de comédia (Dan Levy) e melhor atriz coadjuvante em série de comédia (Annie Murphy). Onde assistir no Brasil? Desde maio "Schitt’s Creek" está na programação do canal a cabo Comedy Central. As três temporadas iniciais estão disponíveis no Net Now. E no Prime Video é possível conferir a série com a assinatura extra do canal Paramount+, por R$ 19,90.
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos enviou um ofício à Coordenação da Comissão Permanente da Infância e Juventude solicitando a suspensão imediata do filme "Cuties", da Netflix. A pasta também pede que se apure a responsabilidade "pela oferta e distribuição de conteúdo pornográfico envolvendo crianças". O filme francês, que no Brasil recebeu o nome "Lindinhas", é protagonizado por uma atriz negra de 11 anos e vem sendo alvo de ataques. A produção é acusada de hiperssexualizar crianças, tanto ao expor o corpo de meninas dançando, como também ao exibir situações de convívio das crianças. A Netflix, no entanto, afirma que o filme é justamente o contrário. "Cuties é um comentário social contra a sexualização de crianças. É um filme premiado, uma história poderosa sobre a pressão que jovens enfrentam nas redes sociais e também da sociedade. Nós encorajaríamos qualquer pessoa que se preocupa com essas questões importantes a assistir ao filme", disse a empresa em comunicado oficial divulgado anteriormente. No documento, assinado na sexta-feira pelo secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício José Silva, o ministério afirma que o filme possui como pano de fundo "o fascínio pela dança, a busca pela liberdade, o desenvolvimento da identidade sexual e o conflito em relação à tradição religiosa de sua família", mas, ao tratar desses assuntos, apresenta "cenas de pornografia infantil". "São múltiplas as cenas com close-ups das partes íntimas das meninas, enquanto estas reproduzem movimentos eróticos durante a dança, se contorcem e simulam práticas sexuais; tudo levando à normalização da hipersexualidade das crianças", escreve Silva. O longa-metragem, entretanto, não conta com cenas que mostrem partes íntimas das crianças, nem sexo simulado. O pedido foi encaminhado à Coordenação da Comissão Permanente da Infância e Juventude, responsável por coordenar os procuradores que trabalham com a pauta da criança em todo o país. A pasta alega que, além da conduta criminosa, "há evidente retroalimentação da lascívia de pessoas que se sentem atraídas, sexualmente, por crianças e adolescentes, além do claro abastecimento da indústria de pornografia infantil". "[A secretaria] vê com extrema preocupação, a perpetuação do conteúdo retro mencionado, que longe de ser entretenimento ou liberdade de expressão, na verdade, afronta e fragiliza a normativa nacional de proteção à infância e adolescência, além de se tratar de apologia a crime de pornografia infantil", escreve. O ofício foi enviado após a ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmar na semana passada que iria tomar providências contra o filme, no Twitter. Ela entende que a produção é um prato cheio para abusadores de crianças, que agora têm acesso a conteúdo impróprio com menores de idade, legalizado e livremente exibido. O movimento no Brasil é semelhante ao que ocorre nos Estados Unidos. No começo do mês, senadores do Partido Republicano acionaram o Departamento de Justiça contra o filme. Integrantes do partido também lançaram uma petição online contra a produção, que já conta com mais de 409 mil assinaturas. Divulgação ruidosa Um dos estopins para todo o imbróglio foi um cartaz de divulgação lançado pela Netflix. Na peça, a protagonista está em cima de um palco, ao lado de três colegas, com trajes considerados, aos olhos de muitos, provocantes para meninas de apenas 11 anos. A imagem, tirada de um trecho do filme sem expor seu contexto, acabou construindo um imenso teto de vidro para a empresa. Após uma onda de críticas, a Netflix removeu o cartaz publicitário de espaços físicos e virtuais. A empresa também pediu desculpas e assumiu que o uso de imagens foi "inapropriado". Qual tem sido a reação da crítica e do público? Todas as polêmicas em torno do filme vêm afetando seu desempenho em sites de análise que contam com a participação dos espectadores. No IMDB, por exemplo, "Cuties" já recebeu mais de 5,6 mil avaliações de internautas, numa escala de nota 0 a 10. Mais de 88% das pessoas atribuíram nota 1 ao filme, enquanto apenas 3% deram nota 10. Por lá, o longa tem média de 1,6. No Rotten Tomatoes a situação não é muito diferente. "Cuties" tem, por enquanto, apenas 3% de resenhas positivas enviadas pelo público. No entanto, quando se joga o foco sobre a visão dos críticos, a coisa muda de figura: 88% de análises positivas. "Merece muito ser visto. É uma obra delicada que encontra um ponto de equilíbrio cuidadoso ao retratar seu mundo", elogia Bilge Ebiri, crítico da "New York Magazine" e do site "Vulture". Leia mais: Coronel da reserva assume Funarte no lugar de ex-assessor de Carlos Bolsonaro David Fear, da "Rolling Stone", elogia o filme e atenta para a inusitada controvérsia gerada em seu entorno: "De repente, um longa sensível sobre amadurecimento se tornou alvo de uma guerra cultural". No entanto, há críticas positivas a "Cuties" que não isentam a Netflix de sua culpa pela gênese das turbulências sobre seu lançamento. A jornalista Clémence Michallon, do "Indepedent", lamenta que o incidente com o cartaz tenha despertado muito barulho sobre o longa. E exalta o fato de que a produção premiada conta a história de uma menina negra e é dirigida por uma mulher negra, feitos que "contrariam as estatísticas".
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira que as queimadas ocorridas no Brasil, em especial na Amazônia, atrapalham o agronegócio brasileiro no exterior. Já o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, disse que não houve omissão do governo federal, e que isso é usado por quem quer prejudicar o Brasil e derrubar o governo do presidente Jair Bolsonaro. Os dois participam de audiência virtual organizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar uma ação em que os partidos PSB, PSOL, PT e Rede Sustentabilidade acusam o governo federal de omissão por não adotar providências para o funcionamento do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. A audiência começou na manhã desta segunda-feira, e se estenderá pela terça-feira. — Num país que pode expandir as fronteiras agropecuárias sem derrubar nenhuma árvore sequer, os efeitos sobre o agronegócio estão sendo e serão deletérios, afetando nossa credibilidade, competitividade e capacidade de coordenação no plano internacional — disse Maia. Heleno criticou as organizações não governamentais (ONGs) que, segundo ele, "têm por trás potências estrangeiras", assim como brasileiros que "até hoje não admitiram alternância do poder". Também disse que as causas das queimadas são naturais, e afirmou ser necessário deixar claro que a Amazônia pertence ao Brasil. — Alardeiam publicamente que nada foi feito pelo governo federal, esse é um dos pontos focais desse problema, não podemos admitir e incentivar que nações, entidades e personalidades estrangeiras, sem passado que lhes dê autoridade moral para nos criticar, tenham sucesso em seu objetivo principal, obviamente oculto mas evidente, que é prejudicar o Brasil e derrubar o governo Bolsonaro — afirmou Heleno, acrescentando: — É importante ressaltar que o assunto é altamente polêmico. Não há comprovação científica de que o aumento de incêndio nas florestas primárias decorra de inação do governo federal. Na verdade, elas têm a ver com fenômenos naturais, cuja ação humana é incapaz de impedir. A Amazônia e o Pantanal, de fato, têm uma estação seca, mas o aumento dos focos de incêndios estão diretamente relacionados coma queima de árvores desmatadas nos últimos meses. O Deter, sistema de alerta de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), identificou uma área de 9.056,26 km² destruída entre agosto de 2019 e julho de 2020, representando uma alta de 34% no índice resgistrado nos 12 meses anteriores (6.488 km²). Maia, por sua vez, criticou o governo do presidente Jair Bolsonaro pela forma como tratou o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima de 2019 para cá. Ele lembrou que a média história é de um orçamento anual de R$ 359 milhões. Em 2020, ficou em R$ 239 milhões. No ano anterior, a situação, disse Maia, foi até pior. — Em 2019, o valor autorizado inicialmente encontrava-se na média. Contudo a execução efetiva dos recursos ficou próxima de zero. No final do ano, um crédito de 195 milhões foi adicionado ao valor inicialmente autorizado. Infelizmente de forma intempestiva o projeto foi enviado ao Congresso já em meados de outubro de 2019 e convertido em lei apenas em dezembro — afirmou Maia. Segundo o presidente da Câmara, "não possível fazer nada com esse recurso", porque ele teria apenas inflado o valor autorizado para o fundo no orçamento de 2019. Maia, porém, avaliou  que o agendamento das audiências no STF teria estimulado o governo federal a tomar ações. — Uma nova composição do comitê gestor foi nomeada em março deste ano. E o plano anual de aplicação de recursos foi finalmente aprovado em julho, com quatro meses de atraso. Em agosto foi efetuado o repasse de 350 milhões ao BNDES para o financiamento de projeto. E há pouco dias, 15 de setembro, mais 233 milhões — afirmou. Ministro reconhece aquecimento global O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, reconheceu a relação entre aquecimento global e queimadas. — Logicamente, o aumento da temperatura do planeta causa uma melhor condição para que existam queimadas, ou seja, propicia um número maior de focos de incêndio no planeta inteiro, assim como a própria meteorologia, fenômenos com El Niño, também interferem nos períodos de chuva e na maior incidência de queimadas — disse Pontes. O posicionamento de Pontes é questionado por alguns de seus pares. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já afirmou em entrevistas que não acredita em aquecimento global. Salles, por sua vez, reconhece a existência do fenômeno, mas questiona o impacto produzido pela ação humana. O relator da ação no STF, ministro Luís Roberto Barroso, disse que o objetivo da audiência não é ser contra ou a favor de ninguém. Mas destacou a importância de combater o aquecimento global. Segundo ele, essa é uma das "questões definidoras do nosso tempo".  Barroso afirmou que, embora as mudanças climáticas sejam reconhecidas pela "grande maioria dos cientistas", o tema pode ser recebido com uma "mistura de ceticismo com desconhecimento". Outra dificuldade para comprovar sua existência é o fato que o impacto ambiental que se produz hoje só produzirá efeitos reais e negativos daqui a décadas, o que leva muitas pessoas a adirem soluções que seriam urgentes. Garimpo e mineração em terras indígenas Os representantes do governo federal comentaram a atividade do garimpo. Heleno defendeu a regularização do garimpo. Já Alexandre Vidigal de Oliveira, secretário de Geologia do Ministério de Minas e Energia, disse que o governo não fechou os olhos "ao garimpo á margem da lei", adotando medidas de combate e fiscalização, e defendeu a possibilidade de permitir a mineração em terras indígenas, desde que a anuência dos próprios índios. — Se é verdade que muitos índios não querem mineração em suas terras, não é menos verdade que muitos a querem — disse Oliveira. Barroso disse que, sendo aprovado no Congresso o projeto que trata do tema, a mineração em terras indígena poderá ser feita. Mas, até lá, isso é ilegal e deve ser combatido.    
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira que 156 países aderiram oficialmente à iniciativa Covax, aliança internacional coordenada pela entidade que visa acelerar o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 e universalizar o acesso a um eventual imunizante eficaz contra o novo coronavírus. Em uma coletiva de imprensa na sede da organização, em Genebra, na Suíça, integrantes celebraram a abrangência do grupo. Na semana passada, o Brasil pediu mais tempo para avaliar sua entrada no pacto. A meta da Covax é entregar 2 bilhões de doses de uma vacina contra a Covid-19 até o fim de 2021. Indagado por uma jornalista se a OMS considerou a adesão suficiente, o assessor sênior da entidade, Bruce Aylward, enfatizou que a aliança representa quase 70% da população mundial e disse que outros 38 países desenvolvidos manifestaram publicamente interesse em ingressar na Covax, mas não o fizeram por trâmites burocráticos ou barreiras no Parlamento. "Quase 80% dos países e economias estão trabalhando com a Covax de alguma forma. É uma grande proporção. Esse grupo representa quase 70% da população mundial", afirmou Aylward. No entanto, coube ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a cobrança por maior colaboração financeira e política com a Covax "A Covax é o mecanismo que garantirá uma global coalizão. Uma vacina ajudará a controlar a pandemia, a salvar vidas e a garantir a verdadeira retomada econômica", disse Adhanom. "Isso (a cooperação financeira) não é caridade, é uma ação que representa o melhor interesse para todos os países. Nós precisamos de um fortalecimento expressivo do compromisso político e financeiro dos países. Não é apenas a coisa certa a ser feita, é a opção mais inteligente a ser tomada".    Na última quinta-feira, o Brasil anunciou que quer ter "mais informações sobre as condições para a aprovação regulatória, instrumento jurídico aplicável, vacinas em desenvolvimento, suas características de armazenamento e transporte logístico". "Essas definições são especialmente importantes em um país como o Brasil, de dimensões continentais", disse um comunicado da Secretaria de Comunicação do governo. O país não aparece na lista de países signatários da iniciativa divulgada nesta segunda-feira, mas figura entre os que manifestaram o interesse de integrar a Covax. A despeito da ênfase dos integrantes da OMS à abrangência expressiva da aliança em relação à população mundial, a ausência da China e dos Estados Unidos, potências globais que disputam uma corrida global por uma vacina, chama atenção. A Rússia, que reivindica seu imunizante Sputnik V como o primeiro eficaz e seguro do mundo, o que é encarado com ceticismo por boa parte da comunidade internacional, também não assinou o acordo nem manifestou interesse em integrá-lo. ONU completa 75 anos Tedros Adhanom abriu a coletiva de imprensa parabenizando a Organização das Nações Unidas (ONU), da qual a OMS faz parte, pelos 75 anos de sua fundação nesta segunda-feira. "Talvez nenhuma outra crise tenha demonstrado a importância das Nações Unidas desde a Segunda Guerra Mundial como a pandemia da Covid-19. A OMS tem orgulho de participar da família ONU", disse o diretor-geral. Adhanom aproveitou a ocasião para reforçar desafios a serem enfrentados no mundo em meio à crise do coronavírus: "A OMS tem três mensagens-chave: a pandemia deve nos estimular a atingir desenvolvimentos metas de desenvolvimento sustentável, não ser usada como desculpa para não cumpri-las. Precisamos também nos preparar agora para a próxima pandemia e somar esforços para vacinas". 
O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), enviou nesta segunda-feira ao Ministério da Justiça e Segurança Pública um ofício pedido o apoio da Força Nacional no combate às queimadas no Pantanal. O bioma enfrenta um desastre ambiental que já destruiu mais de 20% da sua cobertura vegetal. No documento, Mendes afirma que o estado "vem enfrentando uma das piores ondas de incêndio dos últimos anos" e ressalta que o Pantanal é reconhecido como um "sítio de significativa importância ecológica por abrigar muitas espécies de peixes e aves aquáticas". Mendes solicita o apoio da Força Nacional com a disponibilização de aeronaves especializadas e profissionais qualificados para atuar na região, no controle de focos de incêndio e extinção de queimadas. Segundo o governo de Mato Grosso, o pedido ao ministro da Justiça, André Mendonça, já havia sido feito na semana passa por telefone. O secretário de Segurança Público do estado, Alexandre Bustamante, também fez uma solicitação em agosto deste ano. Na terça-feira passada, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, admitiu que a situação tornou uma proporção "gigantesca" e que o prejuízo é grande. Salles disse que uma combinação de fatores como o clima seco,  o excesso de material orgânico e as restrições à utilização do fogo controlado causaram incêndios de maior proporção. Ele criticou a interrupção do fogo controlado, uma técnica centenária dos agricultores para limpar o pasto e o excesso de mato orgânico. Levantamento do GLOBO indica que as áreas de pastagem plantadas no Pantanal mais do que triplicaram desde 1985, saltando de 656,5 mil hectares naquele ano para 2,25 milhões de hectares em 2019. O aumento é de 244%, superior ao registrado nos dois maiores biomas brasileiros, Amazônia e Cerrado, ao longo desses 34 anos. A extensão dessas terras é superior ao tamanho de Sergipe.
Trabalhadores nascidos em dezembro recebem hoje (21) o crédito do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045. O pagamento é feito por meio da conta poupança digital da Caixa Econômica Federal. De acordo com o banco, 4,9 milhões de pessoas recebem R$ 3 bilhões na poupança social digital hoje. Apesar de a Medida Provisória 946, que instituiu o saque emergencial, ter perdido a validade, a Caixa manteve o calendário de saques, com base no princípio da segurança jurídica. Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de pessoas. Anunciado como instrumento de ajuda aos trabalhadores afetados pela pandemia do novo coronavírus, o saque emergencial permite a retirada de até R$ 1.045, considerando a soma dos saldos de todas as contas no FGTS. O valor abrange tanto as contas ativas quanto as inativas. Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem. A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com cartão de débito virtual em sites e compras com código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras, com débito instantâneo do saldo da poupança digital. Liberação para saque O dinheiro só será liberado para saque ou transferência para outra conta bancária a partir de 14 de novembro para os trabalhadores nascidos em dezembro. O calendário de crédito na conta poupança digital e de saques foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador.
A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 5,11% para 5,05%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos. Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há 17 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua projetando expansão de 2,50% do PIB. Inflação As instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) em 1,94% para 1,99% este ano. Para 2021, a estimativa de inflação foi mantida em 3,01%. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente. O cálculo para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo em cada ano. Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 2,5% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 4,5% ao ano e para o final de 2023, 5,63% ao ano. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.D Dólar A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,25, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5.