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Em pronunciamento realizado na noite deste sábado (28), o presidente do Tribunal Eleitoral Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, voltou a pedir para a que a população vote com segurança, use máscara e mantenha o distanciamento social nas eleições municipais. Como no pronunciamento feito na véspera do primeiro turno, Barroso, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), lembrou a importância do voto consciente no segundo turno, que ocorre neste domingo (29). “Uma vez mais, venho pedir a todos os eleitores: não deixem de votar. Ajudem a escrever este segundo e último capítulo das eleições de 2020. Além disso, votem conscientes. Vocês estarão decidindo o seu futuro, o futuro dos seus filhos e do seu país. Não entreguem aos outros o seu destino”, destacou. Segundo o presidente do TSE, o plano de segurança sanitária criado pelo tribunal foi observado no primeiro turno e garantiu tranquilidade aos 113 milhões de eleitores que compareceram às urnas. Para Barroso, o nível de abstenção, durante a pandemia, foi baixo e foi possível “harmonizar, com sucesso, democracia e saúde da população”. O ministro do STF agradeceu aos mais de 2 milhões de mesários e de servidores da Justiça Eleitoral que ajudaram no processo eleitoral deste ano e disse que serão 38 milhões no segundo turno, para escolher os mais votados em 57 cidades (sendo 18 capitais) com mais de 200 mil eleitores. “O povo brasileiro está de parabéns. Uma inequívoca demonstração de maturidade, disciplina e sentimento cívico”, completou. Confira na íntegra: Boa noite! No domingo, 15 de novembro, 113 milhões de eleitores compareceram às urnas. Um nível de abstenção relativamente baixo para eleições realizadas em plena pandemia. Na própria noite da data das eleições, os resultados foram divulgados, expressando com fidelidade a vontade do povo brasileiro. Além disso, no geral, o plano de segurança sanitária criado pelo Tribunal Superior Eleitoral foi observado. Conseguimos harmonizar, com sucesso, democracia e saúde da população. O povo brasileiro está de parabéns. Uma inequívoca demonstração de maturidade, disciplina e sentimento cívico. Aliás, poder agradecer é uma bênção. E, por isso mesmo, obrigado de coração aos mais de 2 milhões de mesários e de servidores da Justiça Eleitoral que ajudaram a fazer a vida acontecer. Na maior parte dos municípios, o processo eleitoral está concluído. Cumprimento todos aqueles que foram eleitos para as Prefeituras e para as Câmaras Municipais. O Brasil conta com a integridade, o idealismo e o compromisso com o interesse público de todos vocês. No entanto, em 57 cidades, teremos amanhã o segundo turno das eleições. São locais com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos obteve maioria absoluta dos votos. Quando isso ocorre, os dois mais votados devem disputar uma segunda rodada. Portanto, neste domingo, se decidirá quem vai governar algumas das maiores cidades do país, inclusive 18 capitais. 38 milhões de eleitores voltarão às urnas. Mesmo quem não compareceu no primeiro turno pode votar agora. Uma vez mais, venho pedir a todos os eleitores: não deixem de votar. Ajudem a escrever este segundo e último capítulo das eleições de 2020. Além disso, votem conscientes. Vocês estarão decidindo o seu futuro, o futuro dos seus filhos e do seu país. Não entreguem aos outros o seu destino. Por fim, votem com segurança. Usem máscara e mantenham distanciamento social para protegerem a si mesmos e aos outros. Em breve, esta pandemia passará, e teremos muitas razões para celebrar a vida e a democracia brasileira. Muito obrigado. Boa noite!
O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB) afirmou neste sábado que, apesar da alta de internações por coronavírus, os dados de óbitos e contaminações mostrariam que a pandemia está estável na capital paulista. O candidato passou o último dia da campanha eleitoral em visitas a casas de militantes históricos do PSDB em cinco bairros da zona leste da cidade, onde tomou café com simpatizantes. Questionado sobre a possibilidade de que o governo estadual volte a declarar medidas restritivas na capital devido ao recente aumento do número de casos de coronavírus, Covas disse que qualquer atualização se dá com base em dados da prefeitura, que segundo ele não indicam aceleração da contaminação e dos óbitos na cidade. "Aqui na cidade de SP a gente teve um aumento na quantidade de internações, mas há uma estabilidade em relação ao número de casos e óbitos. Os dados não são produzidos pelo prefeito, são da vigilância sanitária. Há uma estabilidade da pandemia na cidade de São Paulo", afirmou Covas. Na quinta (26), integrantes do Centro de Contingência contra a Covid-19 em São Paulo afirmaram que foram encaminhadas ao governo Doria recomendações para aumentar restrições diante do avanço do coronavírus nos últimos dias. A atualização do Plano São Paulo, que determina a fase das restrições às atividades em cada região do estado, estava prevista para 16 de novembro, quando já havia um aumento de 18% no número de internações em uma semana no estado, mas foi adiada pelo governo Doria para a próxima segunda, 30 de novembro, um dia depois das eleições. Essa decisão do governo estadual, que tem sido questionada como eleitoreira por adversários, foi atribuída ao governador João Doria (PSDB) a uma recente falha no sistema do Ministério da Saúde que compila dados referentes à pandemia. "Os dados que o governo do estado tem são os da prefeitura de São Paulo, não tem como ter dados diferentes daqueles que estão sendo mostrados diariamente para a população. Na cidade há uma estabilidade da pandemia. Não há espaço para o discurso alarmista dizendo que estamos escondendo os dados, como também não há para dizer que a pandemia acabou", afirmou o prefeito. Covas comparou questionamentos dos dados da vigilância sanitária a "desacreditar os dados do Inpe que apontam um aumento do número de queimadas no país", em alusão às falas do presidente Jair Bolsonaro que questionavam dados oficiais relativos a desmatamento no país. Durante um café com o prefeito em sua casa no bairro de Vila Nova Manchester, na zona leste de São Paulo, a militante Maria de Lurdes Silva, de 77 anos, chegou a afirmar ao que o candidato Guilherme Boulos não tinha caráter. Logo depois da reunião, Covas afirmou considerar Boulos seu adversário, e não seu inimigo, e desejou que o psolista se recupere do coronavírus. O tucano não quis se comentar o fato de o adversário ter mantido agendas de campanha mesmo após o contato com a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL), que foi diagnosticada com Cov-19 logo após um ato com Boulos. Os militantes visitados por Covas são tucanos históricos que já militaram e fizeram campanha, segundo o candidato, com o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Mário Covas, avô de Bruno morto em 2001. O candidato tomou café com simpatizantes nos bairros de Jaraguá, Guaianazes, Vila Ré, Vila Nova Manchester e Heliópolis da manhã até o início da tarde.
Um dia após ser diagnosticado com Covid-19, o candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, começou a apresentar sintomas da doença, como febre e dor no corpo. Segundo a campanha, por medida de precaução, Boulos recebeu uma visita médica em sua casa por volta das 14h30. Boulos foi diagnosticado com a doença nesta sexta-feira, após receber o resultado de um exame que realizou na quinta-feira. Com isso, o debate da TV Globo, que aconteceria à noite, foi cancelado. As regras previamente acordadas com as campanhas diziam que não haveria debate em caso de ausência de um dos participantes por motivos de saúde. O líder dos sem-teto decidiu fazer o teste porque a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) revelou na segunda-feira que estava com a doença. A parlamentar participou de um evento com o candidato no último dia 20. Por ter contraído a doença, Boulos está em isolamento desde sexta-feira. Ele também não irá votar no domingo e, obviamente, deixar de participar das atividades no último dia de campanha. Como forma de compensar a falta do corpo a corpo, Boulos deve tentar mobilizar eleitores pelas redes sociais. Nesta sexta-feira, fez uma live no começo da noite. Boulos conclamou os seus apoiadores a irem às ruas conquistar eleitores em seu lugar. Segundo sua assessoria de imprensa, é possível que ele participe de alguma atividade nas redes sociais durante este sábado, a depender do que for recomendado pelo médico que irá consultá-lo nesta tarde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu pedido de Submissão Contínua da vacina para covid-19 do laboratório Janssen-Cilag. A Anvisa tem até 20 dias para analisar os documentos, contados a partir da data do protocolo. Com a abertura do processo na sexta-feira (27), o laboratório enviou também o primeiro pacote referente aos dados de qualidade do produto, o AD26.COV2.S. Na submissão contínua, os laboratórios devem apresentar os pacotes de dados de qualidade e de eficácia/segurança. Este é quarto laboratório a enviar dados por submissão contínua para vacina covid-19. Com isso, todos os laboratórios com pesquisa de vacinas em andamento no Brasil já iniciaram o envio de dados para a Anvisa. Segundo a agência reguladora, a submissão contínua ainda não é o pedido de registro da vacina. A Submissão é um envio antecipado de dados já prontos e consolidados que serão necessários para o futuro pedido de registro. Vacinação A ordem de vacinação contra a covid-19 dependerá da disponibilidade de doses a partir do tratamento que será adquirido e disponibilizado pelo governo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A afirmação foi feita ontem (27) por representantes do Ministério da Saúde em entrevista coletiva na sede do órgão. “A sequência de vacinação vai depender da disponibilização em escala da vacina para o país”, declarou o secretário executivo da pasta, Élcio Franco. A “escala” envolve a quantidade de doses e o cronograma de aquisição e consequente disponibilização destas. Franco acrescentou que a definição dos públicos prioritários será feita pelo governo a partir de dois tipos de informações. O primeiro envolve aqueles segmentos com maiores riscos de evoluir para um quadro grave, os chamados grupos de risco. Neste universo estão pessoas idosas e com comorbidades.
O eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral no segundo turno das eleições municipais, que ocorre amanhã (29), poderá justificar a ausência durante o horário de votação, entre as 7h e as 17h, por meio do aplicativo e-Título, mas somente se fizer o cadastro no serviço até as 23h59 deste sábado (28). O serviço online também esteve disponível no domingo do primeiro turno (15 de novembro), mas apresentou falhas. Muitos eleitores reclamaram não conseguir justificar a ausência durante o horário de votação. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, atribuiu a instabilidade aos cadastros de última hora. Para o segundo turno, o TSE informou que o acesso de novos usuários ao aplicativo (app) ficará restrito ao longo de todo o domingo, retornando apenas na segunda-feira (30). O tribunal disse ter realizado na quarta-feira (26) “novos testes de desempenho no e-Título e em seus sistemas para calibrar os serviços para o 2º turno”. A justificativa pelo aplicativo no dia da eleição dispensa comprovação documental, pois o e-Título se vale do georreferenciamento presente nos celulares para certificar a ausência do eleitor. Também é possível justificar a ausência pelo app depois da votação, num prazo de 60 dias, mas nesse caso a Justiça Eleitoral pede que seja anexado algum tipo de comprovação, como uma passagem ou uma reserva de hotel, por exemplo. De acordo com dados da Justiça Federal, até agora foram processadas 1 milhão de justificativas relativas ao primeiro turno enviadas pelo e-Título. Dessas, cerca de 600 mil foram feitas no domingo de votação. Até o primeiro turno, o e-Título havia sido baixado 16 milhões de vezes, segundo o TSE. O Brasil tem cerca de 148 milhões de eleitores. O e-Título dá acesso também a outros serviços projetados pela Justiça Eleitoral para facilitar o voto. No dia da votação, por exemplo, o aplicativo pode servir como documento oficial de identificação para o eleitor que já tenha feito o cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral. No dia da votação, o aplicativo também permite ao eleitor checar sua seção eleitoral, que pode ter mudado devido a remanejamentos provocados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).