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Segurança e conforto é o que motiva muitas pessoas a comprar o primeiro imóvel. No entanto, ao escolher a opção de melhor custo-benefício é preciso planejamento e pesquisa. Como um contraponto, o mercado oferece opções que fazem com que este sonho se torne algo mais tangível. Entre tantas modalidades, as mais procurados são o financiamento e o consórcio. De acordo com Paula Julien Ferreira de Carvalho, especialista de consórcio do grupo Segasp Univalores, a melhor alternativa é aquela que mais atende as necessidades do comprador, pois ambas opções possuem vantagens e desvantagens.  A aquisição de uma propriedade é um investimento alto que normalmente se carrega por muitos anos e, em alguns momentos, pode gerar arrependimento no pós-compra. Por isso, conhecer bem as formas de pagamento é primordial para que tal aquisição seja bem sucedida, sem dores de cabeça. Segundo a especialista de consórcio do grupo Segasp Paula Julien Ferreira de Carvalho, o financiamento nada mais é do que o cliente emprestar um crédito de uma instituição financeira com o comprometimento de pagar parcelas mensais, acrescenta das de taxas e juros. Como garantia da dívida, o bem adquirido fica alienado a essa instituição. “Para realizar um financiamento o interessado precisa dar um valor de entrada que, em média, representa 40% do valor do imóvel. Além disso, ele pagará uma taxa de juros anual, entre outras taxas que variam de acordo com a renda, o valor da propriedade e o relacionamento com a instituição financiadora”, informou Paula. Ainda de acordo com a profissional, em alguns casos, é possível financiar 100% o valor do bem, porém as taxas de juros são maiores e o tempo de prestação também varia. MODALIDADES. Já no caso de um consórcio, um grupo de pessoas se une com o mesmo objetivo (no caso a com pra do imóvel), na qual mensalmente elas pagam uma parcela de acordo com o valor do crédito escolhido. Conforme as arrecadações dessas parcelas, são feitas as contemplações: sorteio, lance fixo e lances livres. “Em um grupo de 600 participantes, cerca de quatro pessoas são contempladas todos os meses, recebem o valor da carta de crédito e efetuam as compras dos imóveis”, exemplificou a especialista, que afirma ainda que tal modalidade é uma das formas mais econômica. “O beneficiado paga apenas a taxa administrativa determinada em contrato, que varia entre 18% e 25% e é diluída em prazos de 180 a 200 meses, sendo em média 1,11% ao ano”, disse. Dentro desta opção, o cliente também pode usar o valor que daria de entrada em um financiamento como lance e antecipar a sua contemplação. Vale lembrar que hoje quase todas as administradoras oferecem o lance embutido (recurso no qual o comprador pode utilizar um determinado valor da carta que está adquirindo como lance, aumentando as chances de ser beneficiado por lance livre sem a necessidade de esperar por um sorteio). “Se houver planejamento, o consórcio sempre vai sair mais barato que um financiamento por não possuir juros”, defendeu Paula
Jacareí acaba de ganhar novo tour cervejeiro. O grupo Heineken apresenta pela primeira vez uma experiência institucional da marca: o “Inside the Star”. Trata-se de um passeio pela unidade da fábrica na cidade. Nele, durante uma hora e meia, o visitante é guiado por uma série de salas que contam a história da companhia, desde a sua fundação até a chegada no Brasil, detalhes sobre a produção de cerveja e curiosidades sobre as diversas marcas do portfólio. “Nos últimos anos o grupo Heineken vem crescendo e se consolidando no Brasil, a ponto de se transformar na nossa maior operação em todo o mundo. E, queremos que o público conheça a empresa que está por trás de marcas como Heineken, Amstel, Eisenbahn e Devassa”, disse em nota Mauro Homem, diretor de comunicação corporativa do grupo no país. Ao final da experiência, os visitantes poderão degustar dois estilos de chopes e curtir o espaço do bar que leva o mesmo nome do passeio, além de conhecer a loja com produtos exclusivos. Os motoristas da rodada, que forem dirigindo até o tour, ganham duas garrafas para aproveitar depois. O “Inside the Star” funciona de terça-feira à sábado, sempre em dois horários: às 10h e às 14h30. As visitas acontecem em grupos de até 30 pessoas. Vale lembrar que a entrada é proibida para menores de 18 anos e, por ora, por causa da pandemia de coronavírus, os passeios estão suspensos. Para mais detalhes: clique aqui
Construir uma identidade turística e cultural para Jacareí como Terra da Cerveja é a atual missão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da cidade. O ambicioso projeto parte de um resgate histórico: a chegada de duas das maiores indústrias cervejeiras da América Latina, as atuais Heineken e Ambev, que tornou o município conhecido, na década de 1980, como Capital da Cerveja. Assim, desde 2018, foram realizados duas feiras e dois festivais com a temática. A última edição, em agosto de 2019, reuniu mais de 10 mil pessoas no Pátio dos Trilhos. A cidade sediou também dois seminários técnicos voltados a potenciais empreendedores, microcervejarias, cervejarias, cervejeiros caseiros, investidores e fornecedores da cadeia produtiva do segmento. O último evento reuniu cerca de 300 participantes de todo o estado. “O calendário oficial do projeto ‘Terra da Cerveja’ prevê anualmente quatro eventos: Feira da Cerveja Artesanal em abril, mês do aniversário da cidade; Festival Terra da Cerveja, regulamentado por lei para ocorrer na 1ª semana do mês de agosto; Seminário Cervejeiro, que precede o festival e conta com a participação de microcervejarias de todas as regiões do país) e o concurso ‘Selo Terra da  Cerveja’, que irá ser organizado sempre nos meses de outubro e novembro”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Amagai. Leia Também Heineken lança no Vale do Paraíba 1º experiência cervejeira no país Conheça a primeira cerveja artesanal de Jacareí Boas bebidas: águas do rio Paraíba definem vocação da cidade Em relação a abertura de microcervejarias e brewpubs em Jacareí, já há uma em execução e três projetos de instalação em andamento. E, de olho no tour “Inside the star”, recém-criado pela Heineken (veja ao lado) em sua fábrica, a prefeitura está elaborando um roteiro gastronômico com bares e restaurantes do município e um calendário de visitação em fábricas para receber os turistas que desejam fazer um tour pelas cervejarias e conhecer os atrativos da cidade. “O selo ‘Terra da Cerveja’ estará certificando as cervejas artesanais produzidas em Jacareí, fortalecendo a identidade turística do município”, disse Amagai. RENDA. Fato é que essa é uma aposta certa. Afinal, o setor de cerveja é um dos que mais empregam no país, segundo a Cervbrasil (Associação Brasileira da Indústria da Cerveja). Atualmente, são cerca de 2,7 milhões de postos de trabalho - entre empregos diretos, indiretos e induzidos - ligados a esse mercado. Estudo da FGV mostrou ainda que, para cada emprego gerado em uma fábrica de cer“Só esse indicador, já seria uma boa justificativa para a Secretaria de Desenvolvimento focar nesta iniciativa. Mas existem muitas outras oportunidades se dirigirmos esses objetivos para a nossa cidade e para a região do Vale do Paraíba, que pode muito facilmente se tornar um pólo Turístico Cervejeiro e desenvolver um APL (Arranjo Produtivo Local), com roteiros gastronômicos e de negócios para buscar o reconhecimento junto ao governo estadual”, ressaltou Amagai.  “Mas, para isso, precisamos primeiro disseminar e estabelecer uma cultura cervejeira, como está ocorrendo no estado de Minas Gerais e no Sul do país”. DADOS. Segundo a Heineken, a escolha por montar sua fábrica em Jacareí, no Vale do Paraíba, por esta ser uma região estratégica para quem circula entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Na cidade, o grupo possui em sua planta de 77 mil metros quadrados, 600 colaboradores, sendo 350 diretos e 250 indiretos. Trata-se terceira maior cervejaria do grupo Heineken no Brasil em capacidade de produção. Já a Ambev informou que o investimento no município se deve a sua infraestrutura e presença de mão de obra qualificada. A planta da fábrica possui 178 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em um terreno de 1 milhão e 412 mil metros quadrados, emprega 836 colaboradores e tem capacidade de produção de 7,8 mil hectolitros por mês.
Quatro caras apreensivos e cheios de dúvidas mas com uma confiança no tamanho do mundo. É assim começa a história da Jacarehy Cervejaria Artesanal, primeira cervejaria artesanal da cidade. Com equipamento comprado nas lojas locais, a primeira produção ficou pronta em três meses. E, depois de muitos artigos, livros, vídeos no YouTube, cursos e com aval da ConCervap (Confraria dos Cervejeiros do Vale do Paraíba), aquilo que nasceu como hobby tornou-se negócio. Em um ano, o grupo já produzia quatro estilos de cerveja com alto padrão de qualidade. E em dois, começaram a produzir em larga escala. “Contabilidade, fornecedores, clientes... É aí que o ‘bicho pega’”, lembra Jesse de Moraes, sócio proprietário da cervejaria. Segundo ele, o desafio foi imenso: “para o lançamento oficial, amigos proprietários do Villa Bar abriram suas portas para nos apoiar.  Éramos caras que ninguém conhecia, em uma cidade que não tinha o hábito de consumir esse tipo de produto... No entanto, foi um sucesso!”, comemora. RÓTULOS. Todas as garrafas da cervejaria trazem no rótulo um ponto histórico da cidade. A Cream Ale, primeira cerveja, traz a imagem do Pátio dos Trilhos, “onde as grandes riquezas do nosso país passavam”. Já para a American IPA, a escolha foi o Mercado Municipal, uma homenagem aos comerciantes da cidade. “Em breve, lançaremos a Irish Red Ale, com outro ponto”, finalizou Moraes.