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A recomendação dos profissionais de saúde é uma só: permanecer em casa é a melhor maneira de evitar a propagação do coronavírus, responsável pela pandemia em curso. No entanto, se precisar sair de carro durante a quarentena, alguns cuidados são importantes para garantir a proteção. A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) divulgou série de medidas. Segundo Oscar Bruña-Romero, professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia, vale guardar álcool em gel e álcool 70% com um rolo de papel toalha no carro. Ao ir ao supermercado, “coloque as compras no porta-malas e, em seguida, abra a porta do carro e passe álcool gel na mão (ainda fora do veículo)”, orientou. “Molhe uma folha de papel toalha com álcool 70% e passe no volante, em botões, no freio de mão e na alavanca das marchas. Passe também na maçaneta (alavanca) da porta de dentro do carro, nos controles dos vidros e nos controles do rádio”, continuou. Mas, segundo ele, não é prudente fazer uma desinfecção do carro por fora, uma vez que é necessário sempre considerar que o veículo possa estar contaminado. Assim, feche a porta, sente-se e desfrute a viagem. E mantenha as janelas abertas. Ambientes fechados favorecem a disseminação do vírus. Cuidados extras. Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, vale também aspirar os estofados e borrifar uma solução de sabão neutro e água. “No final, passe uma escova macia suavemente. Mas lembre-se de não borrifar muito líquido na superfície. O excesso pode ser retirado com um aspirador de água”, diz informe. Não há evidências de que os equipamentos de ar condicionado possam oferecer risco para a transmissão do novo coronavírus. No entanto, a higienização frequente dos aparelhos é recomendada. Extra
Engajada na luta contra a Covid-19, a General Motors e outras montadoras estão unidas no esforço de consertar respiradores do país que não estão funcionando, por meio da iniciativa +Manutenção de Respiradores. O objetivo é consertar 100% dos aparelhos fazendo a logística de buscar nos hospitais, levar até uma fábrica mais próxima, consertar com a mão de obra técnica voluntária treinada pelo Senai e, depois de funcionando, o equipamento retorna para o hospital de origem. “Colocamos a nossa expertise, instalações e força de trabalho voluntário técnico à disposição das autoridades. Este é o momento de usarmos todas as armas que temos contra este vírus e a GM fará tudo o que está ao seu alcance para ajudar o Brasil e o mundo a passarem por este momento difícil”, declarou em nota Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul. O gerente de inovação da GM, Dr. Carlos Sakuramoto, foi a pessoa procurada pelo ministério da Economia para coordenar essa ação: “Em paralelo ao levantamento que está sendo feito do número, da localização e do modelo dos equipamentos parados, estamos treinando virtualmente nosso corpo técnico voluntário e preparando salas nas operações da GM no Brasil para realizarmos os reparos na semana que vem”, disse o engenheiro. Já foram mapeados mais de 3.000 respiradores que não estão em operação. Mas este número pode ser ainda maior.
O Governo Federal pretende acelerar o processo de venda de imóveis da União neste ano. Agora, em março foram autorizadas a venda de 35 propriedade no Mato Grosso do Sul, na Paraíba, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. A meta é arrecadar cerca de R$ 7 milhões com os leilões. Segundo Fernando Bispo, da SPU (Secretaria de Patrimônio da União), as vendas atendem a atual política do governo de enxugar o Estado, além de contribuir para diminuir gastos públicos e aumentar arrecadação. “Estamos dando destinação a ativos que se encontram em situação de abandono ou que não tenham utilidade para o funcionamento dos órgãos da administração pública”, afirmou o secretário. Do total de bens da União anunciados neste mês pelo governo para venda, 30 são terrenos localizados em Campo Grande (MT) e variam de 416 a 480 metros quadrados; outros três imóveis (dois prédios e um terreno) estão em João Pessoa (PB); há ainda um edifício no município de Cachoeiro do Itapemirim (ES) e uma casa na cidade de Engenheiro Paulo de Frontin (RJ). O advogado especialista no setor imobiliário Nicolas Paiva, da empresa Silveiro Advogados, afirma que investir neste tipo propriedade traz benefícios ao comprador. Sua comercialização é feita por meio de editais e os interessados devem apresentar uma proposta por imóvel. Caso, na primeira licitação não seja realizada a transação, os imóveis restantes passam por um segundo leilão. “Quando os imóveis vão para o segundo leilão eles têm um desconto de 25% sob o valor da avaliação. Além disso, qualquer interessado pode apresentar uma proposta de aquisição”, disse ele. Aqui no Vale do Paraíba, a União possui imóveis em São José dos Campos, Taubaté, Bragança Paulista, Jacareí, Ilhabela e Caraguatatuba. Segundo Paiva, os mais de 750 mil imóveis que a União têm soma cerca de R$ 68 bilhões. “Mas a contabilidade ainda não demonstra sua real proporção, uma vez que ainda não foi possível mapear todas as propriedades existentes”, finalizou. Transação. Para facilitar o processo de venda foram eliminadas algumas burocracias com a Medida Provisória 915 que, apesar de já estar em vigor, precisa ser aprovada pelo Congresso até o início de abril, para não perder a validade. Outra medida foi tomada em janeiro deste ano com a portaria que regulamentou o processo de regularização fundiária de imóveis urbanos da União. Nela fica estabelecida que o país fica autorizado a ceder onerosamente os imóveis que são ocupados há anos legalmente por pessoas físicas ou jurídicas. Ou seja, elas vão poder regularizar a posse dos imóveis desde que paguem para a União o valor de mercado do bem. Para ser beneficiado pela venda direta, o cidadão deve comprovar que era ocupante do imóvel situado em terreno da União até o dia 22 de dezembro de 2016. Famílias que tenham renda de até cinco salários mínimos vão poder ter a posse das propriedades de forma solidária (sem pagar à União). A única questão ainda a ser resolvida diz respeito a situação dos cerca de 50 mil imóveis que não estão registrados corretamente.
Incerteza. Está é a palavra que define a economia brasileira atualmente. Após a confirmação de casos do Covid-19 (novo coronavírus) no país, vimos em um curto espaço de tempo a Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) sofrer graves quedas, levando os fundos imobiliários para um terreno perigoso. De acordo com Nicolas Paiva, especialista em direito imobiliário, do escritório Silveiro Advogados, a pandemia está trazendo sérios prejuízos em esfera global. “Em termos práticos, podemos dizer que, com uma crise dessa relevância, as pessoas efetivamente deixam de fazer negócios e investimentos, em especial na área imobiliária”, afirmou Paiva. A pandemia do Covid - 19 (coronavírus) tem causado abalos na economia mundial, elevando o risco de uma séria recessão no mercado imobiliário em escala global. De acordo com Nicolas Paiva, especialista em direito imobiliário, da empresa Silveiro Advogados, no Brasil a situação chega a ser mais crítica, uma vez que o país ainda está recuperando-se da crise que aconteceu em 2014. “Apesar do crescimento já identificado nos últimos tempos, o desaquecimento econômico global com a crise acabou impactando e postergando a retomada do segmento, principalmente em capitais como Rio de Janeiro, que dependem de setores fortemente afetados como petróleo”, afirmou o especialista. Embora os efeitos negativos dos últimos dias já sejam visíveis e a retomada energética da economia incerta, muitas pessoas acabam aproveitando a oportunidade para apostar em investimentos no ramo imobiliário. Entretanto, Paiva ressalta que antes de tudo é preciso cautela. “É difícil dizer se o cenário está propício ou não para investimentos, porque pode ainda haver uma queda maior. A única coisa que se pode garantir atualmente é que esta precificação não condiz com o real valor das cotas dos fundos de investimento imobiliário, as quais certamente tendem a retornar a perspectiva de crescimento a longo prazo”, informou. Pregão. De acordo com Paiva, o fundo imobiliário nada mais é do que uma renda variável. No entanto, seu Ifix (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários da BMF&Bovespa) é menos volátil do que o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) - e está caindo, em média, um terço do que está caindo a Ibovespa. “Quando há muito risco de liquidez, as pessoas vendem papel para ter dinheiro em mãos”, concluiu Paiva. Entretanto, vale lembrar que o Ifix vem registrando queda antes do surgimento do coronavírus. No início do ano, o índice do Ifix estava em um patamar de 3.250. Agora está a 2.570, uma queda de 22%, aproximadamente, chegando ao mesmo cenário de junho de 2019. “Uma alternativa mais segura é comprar cotas de fundo que tenham ativos que devem ser menos impactados pela crise. Por exemplo: galpões logísticos alugados por farmacêuticas (cujas ações estão subindo) e fundos de contratos atípicos, pois tendem a sofrer menos impacto a curto prazo”, indicou.