IMÓVEIS

Ibresp explica que 2022 deve ser um ano extremamente positivo para o mercado imobiliário

Investimento no mercado imobiliário se mostra de forma mais estável na economia brasileira

Tamires Vichi
20/05/2022 às 17:44.
Atualizado em 21/05/2022 às 00:24
São José dos Campos (Flávio Pereira/CMSJC)

São José dos Campos (Flávio Pereira/CMSJC)

Contrariando expectativas, o mercado imobiliário no Brasil durante o ano de 2021 foi um dos melhores para o país, de acordo com informações divulgadas pela IBRESP, escola de São Paulo de ensino imobiliário.

Mesmo em meio à pandemia do coronavírus, o crescimento de financiamento e oferta de crédito, assim como o aumento de lançamentos de imóveis e vendas foram expressivos.

Para o IBRESP, o ponto crucial é o fato de que as projeções para o ano de 2022 são positivas e o cenário de expansão do mercado deve continuar. Com base em dados da Ademi (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário), o país deve ter movimentado cerca de R$11 bilhões em vendas de imóveis.

Quando se pensa no VGV (Valor geral de Vendas), o cenário é ainda mais potente. O Valor Geral de Vendas é a estimativa máxima que um empreendimento pode atingir com suas vendas, ou seja, quando somamos o valor adquirido caso todos os imóveis fossem vendidos.

No Brasil, o VGV em 2021 teve como estimativa o valor de RS99 bilhões, em evidência o município de São Paulo, que sozinho obteve cerca de 30% do total de todas as negociações envolvendo o mercado imobiliário.

O Mercado Imobiliário em 2022

As expectativas para o mercado imobiliário brasileiro em 2022, de acordo com a escola de ensino imobiliário é de que o número de lançamento de empreendimentos e vendas de imóveis movimentem ainda mais a economia nacional, com reflexo até mesmo na criação de novas oportunidades de emprego na área.

“A expectativa dos especialistas para o cenário econômico é de que as taxas de juros para crédito imobiliário se mantenham num nível abaixo de 2 dígitos e que a taxa básica de juros Selic permaneça em patamares historicamente reduzidos e atraentes para movimentar com segurança o acesso ao crédito e estimular o interesse de compra dos consumidores”, informa o IBRESP.

“Um fator decisivo para o fortalecimento do mercado imobiliário é o planejamento das famílias nos processos de financiamento e crédito imobiliário, pois é importante um bom planejamento do comprometimento da renda para que o risco de inadimplência seja reduzido. Essa é a condição que torna a oferta de crédito mais acessível e com juros mais baixos”, complementa o IBRESP.

Um aspecto importante levantado pela escola, crucial para manter o mercado aquecido mesmo em meio à crise da pandemia da Covid-29 é o fato de que o investimento no setor imobiliário seja uma fonte tradicional, estável e segura de renda.

Durante a pandemia, diversos setores econômicos passaram por dificuldades, ao contrário do que aconteceu com o mercado imobiliário, “o imóvel residencial no Brasil é considerado uma reserva de valor. Ou seja, mesmo diante de uma crise, o imóvel está sempre lá”, afirma o IBRESP.

Tendências de mercado

O IBRESP aponta três características que devem ser tendência na busca por imóveis durante os próximos meses (e mesmo nos próximos anos). Em primeiro lugar, imóveis mais espaçosos e que possibilitem mais conforto e qualidade de vida para as famílias, que após a pandemia e o fortalecimento do home office, perceberam o quanto uma casa bem organizada e equipada para por ser fundamental em momentos de crise como o vivido com o coronavírus, no qual todos precisaram ficar reclusos em casa.

Desta forma, imóveis com a possibilidade de um cômodo a mais para a construção de um escritório/sala de estudos, com quintal para as crianças ou prédios e condomínios multifuncionais, que tenham espaços para coworking e opções de atividades para lazer devem ser mais procurados.

A segunda característica que deve ser tendência é destinada ao público mais jovem, formado por estudantes, trabalhadores e empreendedores, que devem buscar empreendimentos mais compactos e de fácil manutenção, mas com boa localização e opções de locomoção – próximo a unidades de ensino ou trabalho.

Por fim, na terceira tendência, o IBRESP agrupa o setor comercial e empresarial, que agora entrando numa fase pós-pandemia, deve se fortalecer e busca por novas localizações ou mesmo por espaços maiores para o desenvolvimento de seus empreendimentos, principalmente se o reaquecimento da economia provocar maiores demandas.

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