FILIPE ROSA

Educação financeira: as três respostas

Filipe Rosa, sócio da Capitólio Investimentos e fundador da ComCiência Educacional @sejacomcienciaPublicado em 10/09/2021 às 00:44Atualizado há 10/09/2021 às 00:45

Vamos conhecer os três conceitos básicos de finanças? Na semana passada mostrei as três perguntas utilizadas pela S&P Global Finlit Survey. Se você ainda não leu, clique aqui.

 Para a pergunta nº 1, a resposta certa é a letra “B”! Essa pergunta quer identificar se quem a respondeu entende, basicamente, o conceito de JUROS. Em poucas palavras, Juro é o rendimento do dinheiro dentro de uma janela de tempo. Como na data inicial são colocados R$ 100,00 (capital inicial) e estes renderão 100% (a totalidade) de uma taxa de juros de 2% ao ano, o dinheiro irá render os 2% por completo ao ano sobre o capital inicial, pelo período de 2 anos. Independente do regime de Juros aplicado (existem alguns, sendo os mais comuns: SIMPLES e COMPOSTO), é possível afirmar com certeza que após 2 anos existirá um montante superior ao inicial.

 Na pergunta nº 2, a resposta certa é a letra “B” também! Essa pergunta quer identificar se quem a respondeu entende, basicamente, o impacto da INFLAÇÃO sobre o poder de compra. Talvez com o William Bonner falando não seja tão fácil de entender, então vamos simplificar: A Inflação é o aumento dos preços dentro de uma economia. Se ela trata do aumento dos preços, logo está intimamente relacionada ao nosso PODER AQUISITIVO. Como a pergunta apresenta uma taxa de inflação superior à taxa de juros do período (subentendendo-se que obtemos rendimentos conforme a taxa de juros apresentada) concluímos que o poder de compra diminui, pois, a inflação é maior que os juros. A inflação é comumente medida através de dois indicadores: IPCA e IGPM. Você já experimentou comparar folhetos de supermercado de 10 anos atrás com os atuais?

 Já para a pergunta nº 3, algum palpite? Acertou quem disse letra “B” outra vez! Essa pergunta quer identificar se quem a respondeu entende, basicamente, a importância da DIVERSIFICAÇÃO. Vamos tomar como exemplo de raciocínio Vale e Petrobras. Ambas têm atividades descorrelacionadas, ou seja, quando uma vai bem ou mal, a outra não necessariamente acompanhará esse desempenho pois são influenciadas por aspectos diferentes. Como não temos bola de cristal, não temos certeza sobre qual delas terá melhor desempenho em um determinado período, portanto, se “apostarmos todas as fichas” em apenas uma, colocaremos tudo em um mesmo risco. Quando dividimos isso em duas empresas distintas, consequentemente, dividimos o risco pela metade.

 A dica da semana é o livro Axiomas de Zurique (Max Gunther), que traz pontos fantásticos sobre a psicologia dos investimentos, especialmente sobre diversificação.

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