Editorial

O mundo preocupado

27/11/2021 às 01:55.
Atualizado em 27/11/2021 às 01:55

Variante de preocupação. Foi assim que a OMS (Organização Mundial de Saúde) classificou a nova cepa do coronavírus, a ômicron. Embora seja a quinta enquadrada dessa forma, a nova variante tem causado apreensão por ter oito vezes mais mutações do que as outras cepas de preocupação, e também por sua velocidade de contágio.

A ômicron foi detectada pela primeira vez na África do Sul, há duas semanas. Desde então, se espalhou rapidamente pela mais populosa província do país. Nos próximos dias, cientistas mundo afora devem se debruçar sobre a variante, para tentar entender melhor seu comportamento e esclarecer as principais dúvidas sobre a nova cepa.

Uma das dúvidas é sobre a velocidade de transmissão. A variante se espalhou rapidamento pela África do Sul, mas o país tem apenas 24% das pessoas vacinadas. Segundo especialistas, ainda não é possível saber se o mesmo se repetirá no mundo. Outra dúvida é sobre a eficácia das vacinas em relação à ômicron.

Mesmo sem respostas para essas perguntas, medidas essenciais devem ser tomadas. E, ao menos dessa vez, o governo Jair Bolsonaro (sem partido), que foi tão irresponsável desde o início da pandemia, resolveu ouvir os especialistas. Por recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a partir de segunda-feira (29) o Brasil fechará fronteiras aéreas para seis países africanos - além da África do Sul, a lista tem Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

Dificilmente a medida impedirá a entrada da variante no Brasil, mas pode ser primordial para evitar que a nova cepa se alastre tão rapidamente por aqui. Além disso, ganharemos tempo para conhecer a ômicron, seu comportamento, e - se necessário - poderemos rever nossa postura atual diante da pandemia.

Antes da ômicron preocupar o mundo, o Brasil parecia caminhar para o 'pós-pandemia'. Com a queda no número de casos e de mortes, o estado de São Paulo já contava os dias para acabar com a obrigatoriedade do uso de máscara em lugares abertos. Com o risco de uma quarta onda, como isso ficará? A nova variante é um sinal de que a pandemia ainda não acabou e de que ainda não chegou a hora de baixarmos nossas guardas.

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