Editorial

O futuro da via Dutra

30/10/2021 às 01:53.
Atualizado em 30/10/2021 às 01:57

Aos 70 anos, uma chance de rejuvenescer. Inaugurada em 1951, a Rodovia Presidente Dutra teve sua concessão leiloada nessa sexta-feira (29). A CCR NovaDutra, que já administra a via desde 1996, venceu a disputa e terá agora mais 30 anos de contrato. Esse novo período, com uma série de investimentos previstos, será fundamental para o desenvolvimento da região e do país.

A rodovia, com mais de 400 quilômetros, é uma verdadeira artéria para o Brasil. Ela conecta os dois estados mais ricos do país, São Paulo e Rio de Janeiro, fazendo com que 50% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro trafegue por suas faixas.

São inegáveis os avanços ocorridos na rodovia nas últimas décadas, principalmente nos últimos 25 anos, período em que esteve sob administração da iniciativa privada. Porém, também são inegáveis os problemas que deixaram de ser resolvidos nesse período. Afinal, como as soluções não estavam previstas no contrato vigente, a empresa responsável não era obrigada a fazer investimentos extras, e o governo federal também não tinha poder para exigi-los.

Por isso, era fundamental que o novo contrato de concessão da rodovia fosse bem amarrado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e pelo Ministério da Infraestrutura. E, felizmente, importantes demandas da região foram atendidas no texto.

Uma delas é a construção de pistas marginais nas cidades do Vale do Paraíba que são cortadas pela rodovia. Isso permitirá retirar da Dutra o trânsito urbano desses municípios. Serão, ao todo, 44 quilômetros de marginais nos trechos entre Lorena e Guaratinguetá, em Taubaté, e entre Caçapava e Jacareí.

A concessão, que também incluirá o trecho da Rodovia Rio-Santos até Ubatuba, terá números superlativos. São exigidos R$ 14,8 bilhões em investimentos para os 625,8 quilômetros de estrada (somando as duas vias), que receberão melhorias como lâmpadas de LED e câmeras de segurança. Além disso, a proposta vencedora estabeleceu desconto de 15,31% na tarifa de pedágio.

Na teoria, tudo começa caminhando bem. Na prática, espera-se que a senhora Dutra, que aos 70 anos apresenta fortes sinais de desgaste, consiga se recuperar, com vigor, nas próximas três décadas.

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