João Julio da Silva

Calada voz em terra nada santa

João Julio da Silva, jornalista em São José dos Campos
17/05/2022 às 17:22.
Atualizado em 21/05/2022 às 00:36

Quando a comoção é seletiva e a empatia interesseira, o ser humano se torna criatura desprezível que faz aliança com a imbecilidade. Exemplo triste é a execução da jornalista palestina Shireen Abu Akleh com um tiro na cabeça, em Jenin, na Cisjordânia. Como não foi no mundo ocidental, o crime apenas despertou certo interesse por uns dias. Se fosse na Europa ou EUA a repercussão seria outra, um mundo acabado! Ah, uma palestina! Para que se indignar, né?

 A mais conhecida jornalista do mundo árabe era uma veterana que cobria territórios palestinos ocupados por Israel. Tinha 51 anos e foi morta no dia 11 de maio a sangue frio, mesmo com capacete, colete a prova de balas e colete de imprensa, ela atuava pela rede Al Jazeera. Buscar informações em terra de conflitos e nada santa é o exercício extremo da profissão.

 Miraram em sua face num disparo certeiro. Não bastou ser executada, seu funeral foi tumultuado pelas forças opressoras, seu caixão chegou a cair ao chão. Para a repressão aliada dos EUA, Shireen é apenas mais um alvo, pois centenas de palestinos são mortos por ano, incluindo repórteres e fotógrafos. Quem se importa?

 Nesse cenário sanguinário, de quem é aliado o desgoverno brasileiro? Ora, a barbárie é também planaltina!

 Calaram a “voz da Palestina”, como Shireen era conhecida. Certa vez disse: “Pode não ser fácil mudar a realidade, porém pelo menos eu fui capaz de levar a voz deles ao mundo”. Sua voz fica como resistência para a luta por um mundo melhor, de paz e respeito por todos seres humanos. A luz vencerá as trevas! 

LEIA MAIS

02/07/2022 - 02:10

Amar é verbo
Kelma Jucá

Amar é verbo

01/07/2022 - 20:01

01/07/2022 - 17:29

VER MAIS
Siga OVALE nas redes sociais
Copyright © - 2021 - OVALETodos os direitos reservados. | Política de Privacidade
Desenvolvido por
Distribuido por