Série B

‘Vou contar para todas as minhas gerações’, diz atacante do Brusque que perdeu e defendeu pênalti

Atacante Edu perdeu um pênalti no segundo tempo, mas no final do jogo o goleiro se machucou, ele teve que ir para gol em um pênalti para o Remo e aí fez a defesa

Marcos Eduardo Carvalho
16/10/2021 às 09:19.
Atualizado em 16/10/2021 às 09:19
O atacante Edu, como goleiro, na hora da defesa do pênalti na sexta-feira (Lucas Gabriel Cardoso/Brusque FC)

O atacante Edu, como goleiro, na hora da defesa do pênalti na sexta-feira (Lucas Gabriel Cardoso/Brusque FC)

Segundo tempo. Placar de 2 a 1 para o time da casa. O atacante e artilheiro do time tem a chance de fazer o terceiro gol, de pênalti, mas o goleiro adversário defendeu. Depois, já nos acréscimos, o mesmo atacante marca o terceiro gol e deixa o placar mais tranquilo: 3 a 1.

No entanto, ainda não tinha acabado. Nos acréscimos, o goleiro do seu time fez um pênalti, se machucou no lance e não pôde continuar. Aí, aquele atacante que já tinha perdido uma penalidade, foi para o gol, já que não poderia ser feita alteração. E, na cobrança, ele fez a defesa.

No rebote, o adversário fez o gol, mas com auxílio do VAR, o lance foi anulado por invasão e os 3 a 1 foram garantidos, ou seja, o mesmo jogador que perdeu um pênalti, acabou depois defendendo um pênalti.

Esse é o resumo da epopeia do atacante Edu, do Brusque, artilheiro do time na Série B do Campeonato Brasileiro e protagonista da vitória por 3 a 1 de virada sobre Remo, na tarde de sexta-feira, pela 30ª rodada.

Para o jogador, agora ele terá muita história para contar às futuras gerações.

“Fico feliz, principalmente pelo placar. É óbvio que é uma história que vou contar para todas as minhas gerações que vierem ao mundo”, disse ao responder pergunta do portal Manezinho News.

“Realmente, algo que não é normal de acontecer, não lembro quando foi a última vez que isso aconteceu”, afirmou o atleta.

Depois, disse que nunca imaginou passar por isso. “Não tem explicação para o que aconteceu. Só Deus para explicar. Nem nos meus melhores sonhos eu imaginava viver isso”, ressaltou.

Pressão.

Depois de ter perdido o pênalti e outra chance de gol, o atacante disse que estava pressionado em campo naquele momento.

“Eu estava me cobrando muito ali dentro da partida, por ter perdido o pênalti, e ter perdido algumas oportunidades, que poderiam definir o jogo e trazer tranquilidade na partida”, disse.

Em seguida, contou como foi a decisão de ir para o gol quando Ruan Carneiro não conseguiu continuar.

“Depois, que a gente fez o terceiro gol, consegui dar mais tranquilidade para a equipe e logo depois teve o lance do Ruan, que desacordou e na hora tive conversa com o Claudinho, estava em dúvida entre eu e ele os dois tinham condição de ir, mas optou por tirar alguém do ataque, pois não podia perder o Claudinho na imposição física”, afirmou.

A defesa

Edu ainda falou sobre a estratégia para pegar o pênalti e o cuidado para não ser advertido pelo árbitro.

“Deu certo, eu esperei o Gedoz até o último momento, eu tive que me preocupar para não me adiantar, pois já tinha cartão amarelo e poderia ser expulso. Então, eu tinha tudo isso na minha mente. Segurei até o último segundo da batida, escolhi o canto certo, fiz a defesa e o jogador dele acabou invadindo”, disse.

No final da entrevista, ainda desabafou e lembrou o episódio de racismo praticado por um dirigente contra o meia Celsinho, do Londrina, que custou três pontos de punição e multa de R$ 60 mil ao clube catarinense.

 “Essa é a história do Brusque. É um clube muito aguerrido, rico em história bonita, mas que em um episódio acabou denegrindo a nossa imagem e vamos apagar esse episódio horroroso que ficou no nosso clube”, afirmou o atacante.

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