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Buscas por escoteiro, em 1985, se estenderam por cerca de um mês

Publicado em 17/07/2021 às 02:00Atualizado há 22/07/2021 às 12:06

MEMÓRIA. Na manhã do dia 8 de junho de 1985, que era um sábado, um grupo de cinco pessoas de São Paulo, formado por quatro escoteiros de 15 anos e pelo líder Juan Bernabeu Céspedes, à época com 36 anos, partiu do acampamento para tentar alcançar o cume do Pico dos Marins, que fica a 2.420 metros. A cerca de 1.700 metros de altitude, um dos garotos torceu o pé. Era por volta de 14h. Céspedes autorizou, então, que Marco Aurélio voltasse sozinho ao acampamento, para pedir ajuda, enquanto os demais levavam o rapaz que havia se machucado e que caminhava com dificuldade. Logo na sequência, em uma bifurcação, Marco Aurélio seguiu pelo caminho da esquerda e Céspedes orientou que o grupo fosse pela direita, por entender que seria impossível, com o menino machucado, superar obstáculos da outra passagem. O líder dos escoteiros acreditava que as trilhas se juntariam adiante, mas isso não ocorreu. O grupo se perdeu e só conseguiu chegar ao acampamento às 5h do dia seguinte. No local, encontraram a mochila de Marco Aurélio fora das barracas, mas o garoto não estava lá. As buscas se estenderam por cerca de 30 dias e reuniram aproximadamente 300 pessoas, mas nenhuma pista do paradeiro do escoteiro foi encontrada. Passados 36 anos do desaparecimento, o pai de Marco Aurélio celebrou a retomada das investigações. "Acho que é uma grande possibilidade de termos buscas oficiais de qualquer fato novo. Tem gente do Brasil inteiro querendo ajudar. Se vai dar resultado, eu não sei. Mas estamos buscando caminhos novos", afirmou Ivo Simon. O jornalista disse ainda desconhecer que tenham sido feitas escavações na área do acampamento naquela época..

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