PF abre inquérito para investigar suposto pedido de propina de ex-diretor do Ministério da Saúde

Agência O GloboPublicado em 28/07/2021 às 00:04Atualizado há 28/07/2021 às 00:21
Roberto Ferreira Dias (Arquivo)

Roberto Ferreira Dias (Arquivo)

 A Polícia Federal abriu inquérito para investigar se o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, pediu propina em uma negociaçao paralela de venda de vacinas feita por um vendedor ligado à empresa Davati Medical Supply, o policial militar Luiz Paulo Dominghetti.

O inquérito irá tramitar em Brasília, no Serviço de Inquéritos (Sinq). Também tramitam no Sinq o inquérito sobre possíveis irregularidades na compra da Covaxin e sobre suspeita de prevaricação do presidente Jair Bolsonaro no caso Covaxin.

O suposto pedido de propina de Roberto Dias foi relatado por Dominghetti em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo e à CPI da Covid. A empresa Davati Medical Supply se apresentava como intermediadora da venda da vacina AstraZeneca e fez uma oferta de 400 milhões de doses da vacina ao ministério. A AstraZeneca, entretanto, nega que sua vacina seja vendida por meio de empresas intermediárias.

 Em seu relato, Dominghetti afirmou que Dias pediu propina de US$ 1 por dose em um encontro em um restaurante em Brasília.

O ex-diretor de Logística, porém, nega a acusação. Ele afirma que Dominghetti foi levado ao restaurante por um amigo em comum, o coronel Marcelo Blanco, que havia trabalhado no ministério, mas diz que nunca houve conversa sobre propina.

"É importante frisar que, ao contrário do que é alegado pelo Dominghetti, o tema propina, pedido de dinheiro, facilitação... nunca foi tratado à mesa ou em qualquer outro ambiente em que eu estive presente", afirmou em uma nota divulgada na época das acusações.

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