Agressão

Jornalista é agredido por bolsonarista em cobertura do Dia da Padroeira: 'hoje a vítima fui eu'

Equipe de reportagem da GloboNews foi ameaçada; cinegrafista levou cabeçada no rosto

Marina LimaPublicado em 13/10/2021 às 07:43Atualizado há 13/10/2021 às 08:54
Leandro teve sangramentos no nariz após agressão (Reprodução/Twitter)

Leandro teve sangramentos no nariz após agressão (Reprodução/Twitter)

Um repórter cinematográfico da GloboNews foi agredido por um apoiador do Presidente Jair Bolsonaro durante a cobertura das celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional, nesta terça-feira (12).

Leando Matozo usou as redes sociais para expor o ocorrido. Ele explicou que foi gravar uma reportagem na área externa da igreja com o repórter Victor Ferreira. Os dois foram surpreendidos com xingamentos e ameaças.

Segundo Matozo, o homem chegou a dizer que, se pudesse, mataria os dois. Quando os gritos começaram, o parceiro de reportagem de Leandro tentou chamar a atenção dos policiais que estavam perto, mas os insultos continuaram até que o agressor deu uma cabeçada no rosto do cinegrafista.

O repórter Victor Ferreira também foi às redes para se manifestar. Assegurou que o colega está bem e que a dupla registrarou uma ocorrência com a Polícia Militar.

O responsável pela agressão, identificado como um professor de Mogi das Cruzes, não foi levado à delegacia. De acordo com Victor, a PM teria dito que não poderia levá-lo "para não prender a viatura".

Leandro Matozo ainda se posicionou reforçando que a liberdade de imprensa é essencial para o progresso do pais. "Não vão nos calar", finalizou.

Repercussão

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, em uma publicação nas redes sociais, repudiou a agressão e a classificou como "ataque à liberadade de imprensa". "O ato covarde se insere num contexto de intimidação cada vez mais recorrente de profissionais de imprensa que estão nas ruas para cumprir a função social de levar informação às pessoas".

Em outra publicação, direcionada à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e ao governo João Doria, exigiu "que esta agressão não seja relativizada ou negligenciada para que, desta forma, o agressor responda judicialmente na medida de seus atos".

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